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Seg, 06-08-2012 ás 08:36:00

45 Graus entra no HUT e ver que superlotação deixa pacientes à mingua



Por: Redação 45 Graus
 



A imprensa é proibida de entrar no Hospital de Urgência de Teresina - HUT, mas ontem (05) um de nossos repórteres do 45 Graus conseguiu entrar no local como se fosse acompanhante de um paciente. E as cenas foram dramáticas. Logo na recepção, muitos pacientes em macas, um do lado do outro, com diferentes problemas de saúde.

Mais na frente, na sala de observação para adultos, existe um grande congestionamento de pacientes com acompanhantes, um mau cheiro de medicação e de sangue insuportável. Sem espaço para receber as urgências que não param de chegar, os corredores passam a abrigar os doentes. A maioria das entradas foi resultado de acidentes de motos. São pessoas que não se importam com os constantes alertas sobre o perigo de ser imprudente no trânsito, mas que mesmo assim andam sem capacete, cortamos veículos e andam em alta velocidade.


E pior que ver um montoado de pacientes num mesmo espaço, é perceber que não existe estrutura profissional para atender todo mundo. Observamos que um dos médicos de plantão não andava nem com prontuários. Ele apenas passava pelas alas e pelos corredores para atender os casos mais graves. Um dos acompanhantes pediu ao médico que trocasse o curativo do irmão, que havia sido feito pela manhã e estava cheio de sangue. Ele disse que não poderia fazer porque de uma equipe de profissionais que seria de 20, só estaria 10 naquele momento. Ele ordenou uma enfermeira a fazer a troca do curativo. A enfermeira disse: "umrrum", e até agora o paciente está com o curativo cheio de bactérias por conta da demora.

O motorista de uma ambulância que chegou de Campo Maior chegou a esperar por 50 minutos para tirar o paciente que se envolveu gravemente num acidente de carro. Foi comum ver profissionais de saúde saindo de jaleco do HUT para lanchar na padaria que fica perto. Uma enfermeira chegou a sair com o pro-pés (proteção de pés) que é utilizado para evitar contaminação a pacientes na UTI ou Centro Cirúrgico. Imagina quantas bactérias vieram da rua para dentro do hospital, somente do pé dessa enfermeira.

Para completar os absurdos, um segurança disse a um visitante que não poderia entrar no HUT com bolsa, mas poderia com sacola. Qual a diferença? A equipe do 45 Graus percebeu, também, que se o Governo do Piauí ou as grandes cidades do interior investissem na construção e no pleno funcionamento de Atendimentos de Urgência, com Centros Cirúrgicos, o problema da superlotação do HUT amenizaria consideravelmente.


 

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