Brasília - O advogado do ex-ministro
da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), José Roberto
Batocchio, afirmou, há pouco, durante o julgamento no Supremo
Tribunal Federal (STF) de processo no qual seu cliente é acusado
pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos
Costa, que a disparidade social e econômica existente entre Palocci
e o caseiro não pode ser levada em conta no caso.
"O
poderoso contra o humilde fascina a imprensa. Davi contra Golias. Mas
o poderoso também merece Justiça", argumentou o advogado, em
sua sustentação oral.
Batocchio reafirmou que o ex-ministro
"não teve nada a ver com a impressão desse extrato [bancário
do caseiro entregue a ele pelo ex- presidente da Caixa Econômica
Federal Jorge Mattoso]".
O
advogado ainda fez insinuações irônicas ao suposto envolvimento da
Polícia Federal na violação e divulgação dos dados do caseiro,
ao se referir a uma "certeza" de que a PF nunca fez grampo,
quebrou sigilos, nem vazou informações no Brasil.
Também
foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no processo
o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso e o
jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do Ministério da
Fazenda. Mattoso, segundo o MPF, reportou ao ex-ministro uma
movimentação atípica na conta bancária do caseiro e Netto foi
responsável pelo vazamentos dos dados bancários de Francenildo para
a revista Época.
A
defesa de Marcelo Netto disse que ele foi escolhido como "bode
expiatório" e a de Mattoso assinalou que o ex-presidente da Caixa,
em momento algum, de envolveu no vazamento dos dados do caseiro para
a imprensa.
Fonte: Agência Brasil