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Audrey Magalhães
Audrey Magalhães
14-04-2011 06:27:00

Mulheres negras assumem foco principal e urgente

Na sexta-feira, dia 15 de abril, às 14h, será realizada a 1ª edição de 2011 do Roda Griô - um ciclo de debates sobre raça, gênero e educação.

Os griôs eram os contadores de estórias africanos, e, como eles, "contaremos estórias" ligadas a educação e afrodescendência, assumindo as mulheres negras foco principal e urgente.

Nesta edição:

- O papel do pesquisador na globalização perversa - impasses e desafios.
- Saber, pesquisa e atuação social.

A participação como ouvinte é gratuita. Para emissão de certificado, professor paga 5 reais e aluno, apenas 3!

Inscrições até o dia do evento no Núcleo de Estudos e Pesquisas - Educação, Gênero e Cidadania (NEPEGECE) do CCE/UFPI.

Segue em anexo cartaz com maiores informações.

E agendem-se, desde já, para a próxima edição, no dia 13 de maio.

Vamos divulgar a todos, para que o debate frutifique cada vez mais! Venha socializar suas dúvidas e seus conhecimentos!

Desde já, agradeço o apoio, e estou disponível para qualquer dúvida/esclarecimento.



Ana Carolina Fortes
Mestranda em Educação - UFPI - 19a turma.

17-03-2011 09:04:00

Juliana Moraes Souza: "Temos que conquistar mais espaço e reconhecimento "

A coluna entrevista hoje, na série Mulheres na Política, a deputada Juliana Moraes Souza (PMDB/PI).

 
Nome: JULIANA DE MELO FALCÃO MORAES SOUZA
 
Cargo ou função: DEPUTADA ESTADUAL
 
Breve biografia: Juliana de Melo Falcão Moraes Souza, nasceu em 14 de Maio de 1971, é Bacharel em Direito, filha de Augusto Falcão Lopes e Maria de Lurdes Melo, casada com  Antonio José Moraes Souza Filho, tendo dois filhos Antonio José Moraes Souza Neto e Augusto Falcão Lopes Neto. Juliana sempre atuou na vida pública, sendo colaboradora nos relevantes serviços prestados na área social, no período de 1 de Junho de 1998 à 1 de Junho de 2000 exerceu o cargo de Diretora Geral do Tribunal de Justiça.
 
Confira a ENTREVISTA
 
Coluna: O que é uma mulher no poder? O que muda no jeito de governar?
 
Juliana Moraes Souza: É o reconhecimento de uma luta forte e árdua através dos tempos em busca de conquistas e espaço nos mais diversos campos políticos sociais.Um fator inegável é a genética feminina de ser mãe, com isto a mulher consegue exercer múltiplos papéis com carinho e determinação, desta forma sua presença contribui em muito para harmonizar as diferenças, atenuar as tensões, fortalecer os pontos de convergência e realçar os interesses comuns. Normalmente a mulher tem mais atenção aos pequenos detalhes e tem um gosto apurado pela organização e perfeição.
 
Coluna: Como a senhora vê a eleição da Dilma Rousseff (PT), a primeira presidente mulher do país?
 
Juliana Moraes Souza:Necessitamos de mulheres que saibam alcançar e desfrutar de equivalentes direitos e deveres que os homens sempre exerceram, e a Dilma representa essa conquista. Acredito na sua capacidade e no desenvolvimento de um grande mandato.
Coluna: A Dilma poderá servir como um estímulo para outras mulheres tentarem carreira na política?
 
Juliana Moraes Souza:Ela já é um grande estímulo, pois sua capacidade já foi comprovada em outras gestões.
 
Coluna: A maioria de homens em cargos públicos se deve a uma tradição patriarcal na nossa política?
 
Juliana Moraes Souza: Com certeza. Mas atualmente a mulher se destaca em tudo que faz, e, de forma justa, vem conquistando seu devido espaço em cargos de poder. Vale ressaltar que as mulheres não vêm ocupar o espaço dos homens, mas vêm ocupar o seu espaço, agregando valor ao trabalho de todos, com seu dinamismo, coragem, competência e superação.
 
Coluna: A senhora acredita que a legislação estadual e o cenário político e administrativo piauiense mudarão em que aspectos com o crescimento da presença feminina nesses setores?
 
Juliana Moraes Souza: Sim. A presença de mais mulheres na função legislativa trás novos valores e reforça a luta pela concretização dos direitos femininos.
 
Coluna: A senhora acredita que o maior destaque de mulheres no cenário político é uma tendência que irá se consolidar no Piauí? Por quê?
 
Juliana Moraes Souza: Acredito que não só no Piauí, mas em todo o mundo. Pela evolução natural dos tempos. 
 
Coluna: Em que o olhar feminino se destaca do masculino na forma de governar? 
Juliana Moraes Souza: A mulher é uma administradora nata, tem a sensível leveza do cuidar. Essa é a maior característica que as difere dos homens.
Coluna: Como a senhora vê o crescimento e maior aparecimento da mulher no mercado de trabalho em cargos que majoritariamente eram ocupados por homens?
Juliana Moraes Souza: De uma forma positiva,a mulher vem se destacando em todos os campos do mercado de trabalho. Com sua sensibilidade procura agregar tudo, minimizando as diferenças.
Coluna: Estatisticamente, os maiores cargos ainda são ocupados por homens. Eles também detêm os melhores salários. Na política eles ainda são maioria. A senhora acredita que ainda será longa a luta pela igualdade de gêneros?
 
Juliana Moraes Souza: Não. A igualdade entre os gêneros é uma realidade atual, existem as diferenças, mas a tendência é que em pouco tempo essas diferenças sejam sanadas.
 
Coluna: A senhora acredita que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações?
 
Juliana Moraes Souza: A Constituição Federal de 1988 garante essa igualdade, e todas as lutas que acontecem são para que tais leis sejam cumpridas.
 
Coluna: Qual sua opinião sobre legislação protetora dos direitos da mulher?
 
Juliana Moraes Souza: Já é uma iniciativa, mas ainda temos que conquistar mais espaço e reconhecimento.
 
Coluna: O Piauí é considerado um Estado em que o machismo ainda predomina? O que a senhora mudaria ou irá contribuir para mudar este cenário com sua posição?
 
Juliana Moraes Souza: A região Nordeste historicamente tem essa característica machista, mas os tempos estão mudando e todas as conquistas fazem aumentar a atuação da mulher, o que promove uma mudança de pensamento. Os problemas são vários, mas estamos fazendo um levantamento dos mais freqüentes e como podemos solucioná-los.
 
Coluna: É difícil conciliar a política e a vida familiar?
 
Juliana Moraes Souza: Sim. Mas estou conseguindo, aos poucos, adequar os meus horários e compromissos.
 
Coluna: Estudos comprovam que mulheres bem sucedidas tem menos chances de casar e ter filhos. A senhora concorda?
 
Juliana Moraes Souza: Acredito que a vida só é completa quando somos realizadas profissional e emocionalmente.
 
Coluna: Estudos atestaram que no nordeste brasileiro há uma predominância de famílias matriarcais e maior ascensão profissional da mulher. Em que aspectos isso contribui para uma melhor realidade?
 
Juliana Moraes Souza:A história das mulheres no poder tem raízes distantes, mas à partir do século 20, após a revolução sexual e o crescimento do papel das mulheres na sociedade, as primeiras chefes de estado foram eleitas. A maior contribuição dessas conquistas são os exemplos deixados para as novas gerações, com luta se conquista espaços na sociedade.
Coluna: O que a senhora acredita que precisa ser mudado rapidamente para que as mulheres possam ter seus direitos assegurados?
 
Juliana Moraes Souza: O cumprimento das leis.
 
 
Deputada Juliana Moraes Souza (PMDB) é entrevistada
10-03-2011 12:42:00

Flora Izabel: "Machismo ainda é forte e Maria da Penha precisa ser cumprida"

A coluna entrevista hoje, na série Mulheres na Política, a deputada Flora Izabel (PT/PI). 

Nome: Flora Izabel Nobre Rodrigues

Cargo ou função: Deputada Estadual

Biografia: Flora Izabel nasceu em Teresina em 29 de novembro de 1962. É filha de José Rodrigues Alves e Clésia Batista Nobre Rodrigues Alves. Tem três filhos: José Venâncio Cardoso Neto, Juliana Rodrigues Alves Cardoso e Izabela Rodrigues Alves Cardoso. É casada com Sandro Borges.

É economista formada pela Universidade Federal do Piauí, instituição onde também cursou Letras e especializou-se em Políticas Públicas. Ingressou no serviço público em 1983, atuando na Delegacia Federal de Agricultura do Piauí, de onde licenciou-se em 1997 para o primeiro mandato eletivo como vereadora de Teresina.

Desde cedo revelou interesse pelo embate político. Teve sua vida acadêmica marcada pela militância no Movimento Estudantil do qual foi líder na década de 80 estando à frente na resistência à Ditadura Militar no Piauí.Foi presidente do Centro Acadêmico do Curso  de Letras e Secretária de Imprensa do Centro Acadêmico de Economia.A inspiração para a luta  pelo social ultrapassou os limites da academia, assim foi marcante sua participação na Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Teresina onde atuou como vice-presidente.

Fundou o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Piauí e foi a primeira a presidi-lo.Foi também presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores no biênio 96 – 98.Nas eleições majoritárias de 1994 foi a primeira candidata a  deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores em todo o Brasil,e àquela época mesmo sendo pequena a participação da mulher piauiense na política partidária,obteve a aprovação de cerca de 20 mil eleitores.

Ingressou na carreira político-partidária em 1996, quando foi eleita vereadora de Teresina. Durante esse primeiro mandato atuou com dinamismo mostrando a força da mulher num campo praticamente restrito aos homens. Em reconhecimento à sua atuação, foi considerada  a vereadora mais popular do Brasil pela Revista Isto É,e pelo Instituto Brasmarket de Pesquisa.

O reconhecimento do povo teresinense veio novamente nas eleições municipais de 2000, ano em que foi reeleita vereadora da capital piauiense com praticamente o dobro do número de votos conseguidos no pleito anterior. Exerceu esse segundo mandato somente até o ano de 2002 quando foi eleita deputada estadual.

No primeiro mandato como deputada, foi a primeira mulher a exercer a liderança de um governo na Assembléia Legislativa do Piauí e deu continuidade ao dinamismo com que atuou no parlamento municipal.Reeleita deputada estadual nas eleições do ano de 2006,tornou-se também a primeira mulher  a assumir a vice-presidência daquela casa.

Hoje está exercendo seu terceiro mandato de deputada estadual na condição de primeira suplente na Assembleia Legislativa. Compõe as comissões técnicas de Defesa do Consumidor e Meio Ambiente, de Defesa dos Direitos da Mulher e a de Direitos Humanos e Juventude.

Com um histórico de militante nas lutas pela melhoria da sociedade, tem uma trajetória política consolidada e voltada para todos os segmentos sociais, sobretudo para os excluídos e vitimados pelas desigualdades. Além disso, tem mostrado e representado a força da mulher piauiense a quem sempre dedica todas as lutas e vitórias.

Flora é autora de várias leis em benefício dos piauienses, entre elas, a lei que criou o sistema de Transporte semi-urbano na Grande Teresina que reduziu o preço das passagens de ônibus, a lei que aumentou de 120 para 180 dias a licença-maternidade para as servidoras públicas, a lei da Casa Abrigo para as mulheres vítimas da violência doméstica, a lei que inclui as mulheres negras e profissionais do sexo no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres e tantas outras.

 

PERGUNTAS

O que é uma mulher no poder? O que muda no jeito de governar?

Flora IzabelUma mulher no poder representa a maioria da população no poder. Hoje, nós mulheres somos 51% do eleitorado do Piauí e do Brasil e representamos um segmento que, por muitos e muitos anos, ficou às margens do poder de decisão em nosso país. A nós mulheres, era concedido apenas o espaço privado, o do lar, as tarefas domésticas, a criação dos filhos, a função de parir. Aos homens, o espaço público, a tribuna, as candidaturas, os cargos de chefia. O que muda é que as mulheres levam para os espaços de poder características que são inerentes ao jeito da mulher. Ser cuidadosa, hábito de aconselhar, de dialogar, de dar o bom exemplo, de não aceitar coisas erradas, tomar menos decisões precipitadas, zelo pela coisa pública. O poder sem a participação das mulheres, a sociedade não estará plenamente representada. 

Como a senhora vê a eleição da Dilma Rousseff (PT), a primeira presidente mulher do país?

Flora IzabelVejo como um marco histórico em nosso país. Representa a esperança de nós mulheres mostrarmos que temos competência para governar o país, principalmente, uma mulher como Dilma Rousseff que tem um histórico de vida de superação e desafios desde a resistência à ditadura militar ao combate a uma doença como câncer. Dilma, ao longo de sua vida política, exerceu cargos historicamente ocupados por homens. Foi a primeira mulher secretária de Finanças de um estado no Brasil, que foi o Rio Grande do Sul, depois foi ministra das Minas e Energia, ministra da Casa Civil, e agora presidente da República. Acredito que ela vai governar para todas as pessoas, principalmente os mais pobres. Então, para as mulheres, já que a maioria da população pobre é composta por mulheres chefes de famílias.

A Dilma poderá servir como um estímulo para outras mulheres tentarem carreira na política?

Flora IzabelCom certeza. É a quebra de paradigmas. A partir de uma mulher na presidência do Brasil, nossas crianças não vão ser mais educadas escutando que “política não é coisa de mulher”. Poderão ser incentivadas, sim, a estudar, a trabalhar e a se capacitarem para exercer qualquer cargo em nosso país.

A maioria de homens em cargos públicos se deve a uma tradição patriarcal na nossa política?

Flora IzabelSim. Além da cultura patriarcal, é muito difícil para as mulheres chegarem aos cargos de comando. Hoje, por exemplo, entre a escolha de uma mulher e de um homem para o comando de um cargo, a tendência é optar por um homem porque a grande maioria dos que decidem ainda é composta por homens. Na questão salarial, mesmo em pleno século XXI, homens e mulheres continuam com uma diferença salarial alarmante. Senão vejamos: Em 2010, o salário médio das mulheres com ensino superior completo ficou em R$ 1.727,76 na admissão. Já o salário dos homens com o mesmo nível ficou em R$ 2.805,92. A diferença entre ambos é de 62,6% ou R$ 1.078 mensais.

A senhora acredita que a legislação estadual e o cenário político e administrativo piauiense mudarão em que aspectos com o crescimento da presença feminina nesses setores?

Flora IzabelA presença da mulher no parlamento garante a preocupação e a elaboração de leis específicas para nós mulheres. Por exemplo, como vereadora e deputada, tenho pautado meu mandato para temas como combate à violência contra as mulheres, saúde da mulher, geração de renda para as mulheres chefes de famílias, transporte de qualidade para as mulheres. Com isso, temos, por exemplo, a Lei da Casa Abrigo, a luta pela descentralização das delegacias das mulheres, a criação do Juizado Especial para as mulheres vítimas de violência doméstica, emendas voltadas para o projeto de Economia Solidária, e mais recentemente, a luta pela criação do Instituto do Climatério dentro do Hospital da Mulher que será criado no Piauí.

A senhora acredita que o maior destaque de mulheres no cenário político é uma tendência que irá se consolidar no Piauí? Por quê?

Flora Izabel Essa consolidação depende muito do desempenho de nós mulheres que estamos no parlamento estadual, municipal e federal. Nossa responsabilidade é muito grande. Temos o desafio de responder aos anseios da nossa população. Lutar contra a corrupção, manter o contato direto com a sociedade não só na época de eleição, luta diária pela solução dos problemas cotidianos, como posto de saúde, creches, merenda escolar, calçamento da rua, construção de casa, água encanada, energia, telefones públicos. A população quer a solução de seus problemas diários. Isso depende muito de interação constante entre o Legislativo e Executivo.   

Como a senhora vê o crescimento e maior aparecimento da mulher no mercado de trabalho em cargos que majoritariamente eram ocupados por homens?

Flora IzabelVejo com muita felicidade. Dados comprovam que mais mulheres estão passando no vestibular, estão se formando, principalmente em áreas que antes tinha predominância masculina, como Direito, Medicina, Engenharia, Arquitetura. Como também mais mulheres estão passando em concursos públicos porque estão estudando mais que os homens. Este é um dado interessante porque é através da Educação que as mulheres e a sociedade, como um todo, vão evoluir muito mais.

Estatisticamente, os maiores cargos ainda são ocupados por homens. Eles também detêm os melhores salários. Na polícia eles ainda são maioria. A senhora acredita que ainda será longa a luta pela igualdade de gêneros?

Flora IzabelAcredito, sim. A questão do preconceito ainda é muito generalizada. A igualdade de gênero está ligada diretamente à questão da divisão sexual do trabalho. Enquanto as mulheres ainda estiverem com a jornada tripla de trabalho, sem o envolvimento dos homens nas questões domésticas, ela continuará sempre com dificuldades para se dedicar ao mundo político. Teremos igualdade de gênero quando homens e mulheres compartilharem os afazeres domésticos, tendo a mulher tempo para também participar dos espaços públicos, fazer política, participar dos sindicatos, das organizações sociais. Pela primeira vez no nosso país, no governo do PT, foi criada uma Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres com status de ministério, a qual lançou uma série de ações voltadas para a Equidade de Gênero, por exemplo, sendo que o governo do Piauí aderiu a esta política desde 2008.

A senhora acredita que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações?

Flora IzabelSão plenamente iguais em direitos e obrigações. Apenas somos diferentes. Nós mulheres temos a missão de gerar a vida e, com isso, precisamos de políticas específicas.

Qual sua opinião sobre legislação protetora dos direitos da mulher?          

Flora IzabelConsidero que avançou muito. Mas ainda precisamos fazer muito mais. Por exemplo, é preciso, com urgência, que o Poder Executivo regulamente a Lei da deputada petista Luci Choinacki que garante a aposentadoria para as Donas de Casa. Tenho um histórico de luta em defesa da aposentadoria para as donas de casa do Piauí. E também é preciso que as empresas privadas e o poder público cumpram a legislação, garantindo creches para as mulheres trabalhadoras. E que os partidos políticos cumpram a política das cotas, não só nas eleições, como também nas suas direções e instâncias deliberativas. E que haja o cumprimento efetivo da lei Maria da Penha, que é uma das mais importantes leis do país sancionada no governo Lula.

O Piauí é considerado um Estado em que o machismo ainda predomina? O que a senhora mudaria ou irá contribuir para mudar este cenário com sua posição?

Flora Izabel Melhorou bastante, mas o machismo ainda é forte. O machismo está no imaginário. Por mais que a gente lute, ainda existe violência contra a mulher e alguns não denunciam, reforçando o dizer de que “entre briga de marido e mulher ninguém mete a colher”. Minha missão é continuar enfrentando os desafios, utilizando a tribuna e o meu mandato para denunciar a violência contra as mulheres em todas as suas dimensões, não só a física, mas a moral, o assédio sexual, e a violência psicológica.

É difícil conciliar a política e a vida familiar?

Flora IzabelÉ, sim. Criar filhos, organizar o lar, fazer supermercado, e no contraponto, estar preparada para a tribuna, para o discurso, para os meios de comunicação, para os embates políticos é, realmente, um desafio. Nós mulheres temos quer ser muito competentes para sermos ouvidas e respeitadas. Então, temos que ter uma maior dedicação em tudo o que fazemos, além de gostarmos de estar sempre belas. 

Estudos comprovam que mulheres bem-sucedidas têm menos chances de casar e ter filhos. A senhora concorda?

Flora IzabelNão é que tem menos chance. Ela tem menos tempo para sair de casa, para as festas, para a procura. Ao priorizar a carreira, a mulher se afasta, muitas vezes, do sonho da maternidade porque fica difícil conciliar a arte de criação dos filhos com a carreira. Até porque ainda existem casos de empresas que investem mais nas mulheres que não têm filhos e discriminam as que estão em fase reprodutiva por conta da licença-maternidade. 

O que a senhora acredita que precisa ser mudado rapidamente para que as mulheres possam ter seus direitos assegurados?

Flora Izabel É preciso urgentemente que a legislação trabalhista seja cumprida, para que as mulheres tenham mais acesso a empregos e à renda. As mulheres têm de se organizar, serem mais unidas, votarem em mulheres que tenham compromisso com a causa das mulheres, se filiarem a partidos políticos, participarem de sindicatos, associações de moradores, grupos de mães, de conselhos. Enfim, é preciso que a emancipação da mulher saia do discurso e venha para a prática; e que seja uma bandeira de toda a sociedade, principalmente dos homens. E que nós mulheres tenhamos a capacidade de trazer os homens como parceiros nesta luta. É importante convencê-los que a luta das mulheres não é pelo espaço dos homens, mas sim, para trabalharmos por uma sociedade menos violenta e mais humana.

 

  

Deputada Flora Izabel é entrevistada

28-02-2011 12:25:00

Margarete Coelho: " Legislação protetora da mulher precisa avançar muito"

A coluna entrevista hoje, na série Mulheres na Política, a deputada eleita Margarete Coelho (PP/PI). 

Confira a entrevista.
 
PERFIL
 
Nome: MARGARETE DE CASTRO COELHO
 
Cargo ou função: Deputada Estadual
 
Biografia: Advogada; especialista em Direito Eleitoral pela UFPI/EJE; especialista em Direito Constitucional pela UFPI/ESPI; especialista em Direito Processual pela UFSC; professora do curso de Direito em diversas faculdades locais; ministrante de disciplinas do Curso de Especialização em Direito Eleitoral da EJE/TER-PI; ocupou as funções de Subsecretária de Estado da Administração e Subsecretária de Justiça; foi Diretora da OAB/PI. 
 
 
Coluna: O que é uma mulher no poder? O que muda no jeito de governar?
 
Deputada: Administrando. A mulher conjuga verbos diferentes dos homens, tais como “cuidar, zelar”. Na iniciativa privada a mulher tem demonstrado aptidão para o gerenciamento, graças ä sua visão multidisciplinar, além de “ser” mais criativa e sensível, características hoje bastante valorizadas. No serviço público a mulher tem se mostrado eficiente, focada, sendo a probidade e a ética as marcas mais destacáveis nas administrações de mulheres.
 
Coluna: Como a senhora vê a eleição da Dilma Rousseff (PT), a primeira presidente mulher do país?
 
Deputada: Com esperança, estimulada pelos primeiros atos por ela praticados, por sua discrição e pela demonstração inicial de que governará com muito pulso a máquina pública.
 
Coluna: A Dilma poderá servir como um estímulo para outras mulheres tentarem carreira na política?
 
Deputada: Sim, principalmente se a sua gestão for bem sucedida, o que servirá para diminuir os preconceitos contra a participação da mulher na política.
 
Coluna: A maioria de homens em cargos públicos se deve a uma tradição patriarcal na nossa política?
 
Deputada: Sim. Além da tradição, não podemos esquecer que, tendo em vista que os homens ocupam quase a totalidade de cargos de chefia, acabam tendo mais oportunidade de se aproximarem dos colégios de eleitores, de prestarem serviços à comunidade. Também há o fato de ganharem melhor, o que lhes garante campanhas melhores estruturadas financeiramente.
 
Coluna: A senhora acredita que a legislação estadual e o cenário político e administrativo piauiense mudarão em que aspectos com o crescimento da presença feminina nesses setores?
 
Deputada: Sim. A mulher chega ao poder após uma luta renhida, e muito consciente do trabalho que terá que desenvolver para conquistar a confiança dos cidadãos. Quanto à legislação estadual, acho que devemos avançar muito mais para garantirmos uma igualdade de armas entre os gêneros.
 
Coluna: Como a mulher pode ser o diferencial na política piauiense? Como a senhora vê o fato de uma mulher estar comandando uma das principais secretarias do Estado, a da Saúde?
 
Deputada: A atual Secretária de Saúde já demonstrou, nos seus primeiros atos, que imporá uma marca diferente à sua administração, basta se ver que cargos de livre nomeação, como a direção de hospitais, que antes eram de indicação política, hoje são preenchidos através de processo seletivo. Além disto, acho que, no que diz respeito à saúde da mulher, sendo o Piauí um dos poucos Estados do Brasil que não possui um hospital especializado em saúde da mulher, ela se preocupará em resolver tais carências. Portanto, as políticas públicas dirigidas à mulher, gerenciadas por uma mulher, chegarão mais próximas de nossas verdadeiras necessidades.
 
Coluna: A senhora acredita que o maior destaque de mulheres no cenário político é uma tendência que irá se consolidar no Piauí? Por quê?
 
Deputada: Creio que a participação de mulheres na vida político-administrativa do nosso Estado seguirá uma tendência mundial e se ampliará. Entretanto, teremos que estar atentas para que não haja retrocessos. Ressalte-se, ainda, que cada vez mais a mulher se prepara, estuda, desafia os limites e se impõe como cidadã ativa, participativa. A mulher amadureceu politicamente e isto começa a ser reconhecido.
 
Coluna: Em que o olhar feminino se destaca do masculino na forma de governar?
 
Deputada: A mulher é cuidadosa, é zelosa, é criativa e tem um senso de justiça muito apurado, treinado diariamente nos seus lares onde tem que repartir os poucos recursos para abarcar todas as necessidades da família, cuida e educa as crianças, cuida dos enfermos e dos idosos da família. Portanto, no mundo de hoje, onde o principio da eficiência se impõe, saber fazer mais com menos é um diferencial.
 
Coluna: Como a senhora vê o crescimento e maior aparecimento da mulher no mercado de trabalho em cargos que majoritariamente eram ocupados por homens?
 
Deputada: Vejo com muita alegria. A mulher estuda mais, já demonstram as pesquisas, se prepara mais, se esforça mais para prosperar e, por isto, valoriza muito as suas vitórias.
 
Coluna: Estatisticamente, os maiores cargos ainda são ocupados por homens. Eles também detêm os melhores salários Na política eles ainda são maioria. A senhora acredita que ainda será longa a luta pela igualdade de gêneros?
 
Deputada: Claro que há. Mais isto não nos desestimula, ao contrário, nos faz mais fortes e dispostas a conquistar os espaços que ainda nos são negados.
 
Coluna: A senhora acredita que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações?
 
Deputada: Claro que são. A nossa Constituição nos garante isto. Infelizmente, ainda há quem não respeite esta igualdade, mas nós estamos preparadas para exigir nossos direitos. Sabemos usar as armas que dispomos. Já conquistamos muito. Mas alguns destes direito ainda estão apenas na letra fria da lei. Por isto, “precisamos estar atentas e fortes”, como disse Caetano Veloso.
 
Coluna: Qual sua opinião sobre legislação protetora dos direitos da mulher?
 
Deputada: Precisa avançar muito. Não acredito muito na política de cotas, principalmente no que respeita à lei eleitoral. Mas acredito que a criação de creches, de hospitais que cuidem exclusivamente da saúde da mulher, o reconhecimento da dona de casa como profissional afim de que ela possa ser amparada pela previdência social e, mediante contribuição, aposentar-se, a complementação do rol dos direitos trabalhistas da empregada doméstica e tantas outras lutas, devem merecer nossa atenção nos próximos anos.
 
Coluna: O Piauí é considerado um Estado em que o machismo ainda predomina? O que a senhora mudaria ou irá contribuir para mudar este cenário com sua posição?
 
Deputada: Quero exercer este mandato que o povo do meu Estado me outorgou como instrumento de cidadania. Com ética, com probidade e com muita responsabilidade. Quero que as mulheres do meu Estado se sintam representadas. Quero que os homens percebam que nós podemos representá-los com denodo e com eficiência. Assim, creio, contribuirei para mitigar as desconfianças que ainda assombram as candidaturas de mulheres, bem como quanto às nossas administrações.  
 
Coluna: É difícil conciliar a política e a vida familiar?
 
Deputada: Sim. A política exige muito. Mas a mulher consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. Saber priorizar, dar a cada coisa o tempo que ela precisa e merece no instante correto é um desafio, mas nós estamos acostumadas a desafios.
 
Coluna: Estudos comprovam que mulheres bem sucedidas têm menos chances de casar e ter filhos. A senhora concorda?
 
Deputada: A mulher bem sucedida, independente financeiramente, ainda causa desconfiança em certo tipo de homem. Mas, felizmente, o grupo dos homens que admiram mulheres que trabalham e se mantêm já começa a crescer. Entretanto, tenho que concordar que a mulher profissional tem retardado a maternidade cada vez mais, aguardando o momento em que sua carreira profissional já esteja estabilizada para, só então, ter sua prole. Também há estudos demonstrando que a mulher em cargos de chefia adota alguns hábitos masculinos como beber, fumar e passa a ter relacionamentos amorosos conflituosos. É uma pena! O bom é ser mulher, se vestir como mulher, falar, pensar e administrar como mulher, sem ter que abrir mão de ser mãe e dona de casa.
 
Coluna: Estudos atestaram que no nordeste brasileiro há uma predominância de famílias matriarcais e maior ascensão profissional da mulher. Em que aspectos isso contribui para uma melhor realidade?
 
Deputada: A mulher nordestina é muito forte, pois é exposta a desafios maiores. Por isto, talvez, o percentual de mulheres na política seja maior no Nordeste. Devemos servir de exemplo para as demais, pois mesmo diante do machismo, da pobreza e de tantas dificuldades, a mulher tem encontrado tempo e determinação para vencer na política.
 
Coluna: O que a senhora acredita que precisa ser mudado rapidamente para que as mulheres possam ter seus direitos assegurados?
 
Deputada: A mulher precisa ocupar mais os cargos de decisão, de gerenciamento, seja através de mandatos eletivos ou não. Assim, as políticas públicas que tenham a mulher como fim nos atenderão melhor.
 

Foto Reprodução
Deputada Margarete Coelho (PP/PI)
15-02-2011 17:12:00

Lilian Martins: "Machismo predomina e não temos legislação protetora da mulher"

A deputada eleita e atual secretária de Saúde do Estado do Piauí, Lilian Martins, abre a série Mulheres na Política.

Confira, abaixo, a entrevista!

 

NOME: LILIAN DE ALMEIDA VELOSO NUNES MARTINS

CARGO/FUNÇÃO: Deputada Estadual; Secretária de Estado da Saúde do Piauí
 
BREVE BIOGRAFIA: É graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí - COREN-PI (14.264). É especializada em Enfermagem Médico-Cirúrgico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Administração Hospitalar e Sanitária pela Universidade Gama Filho (UGF), Rio de Janeiro. É também graduada em Direito pela Universidade Estadual do Piauí – (OAB/PI – 3528), com especialização em Direito Processual Civil pelo Instituto Magistratus, da Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro. Começou a trabalhar com 17 anos de idade. Foi professora de Inglês do colégio São Francisco de Sales, o DIOCESANO; docente da disciplina Médico-Cirúrgica na Escola de Enfermagem Bezerra de Araújo em 1981, no Rio de Janeiro. Implantou e chefiou a Unidade de Educação em Serviço do Hospital Santa Maria, no ano de 1979 em  Teresina.  Foi enfermeira Supervisora da Clínica São Vicente, de julho de 1981 a maio de 1983, no Rio de Janeiro – RJ; Enfermeira Supervisora do Serviço de Emergência do Hospital Getúlio Vargas, entre 1983/1984 Teresina – PI; Enfermeira-Chefe do Serviço de Emergência do Hospital Escola Getúlio Vargas, de 1985 a março de 1991; Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar CCIH – do Hospital Escola Getúlio Vargas, de abril a outubro de  1991  Teresina – PI em 1993. Foi enfermeira da Fundação Municipal de Saúde, aprovada em concurso público Teresina – PI; Diretora da Divisão de Organização dos Serviços de Saúde – DOSS – da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí – SESAPI, de 1991 a janeiro de 1994; Coordenadora da Comissão de Serviço de Enfermagem – ABEN-PI, biênio 1984/1986; Vice Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, no triênio 1989/1992. Lilian Martins atua na vida pública desde 1994, assessorando de perto a vida política do então Deputado Wilson Martins. Foi eleita a Deputada Estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) no pleito de outubro de 2006, com a expressiva votação de 55.795 votos, recorde na história do Legislativo Piauiense, para o quatriênio 2007 a 2010, iniciando uma nova etapa de sua vida pública, tendo como meta prioritária defender ações para o desenvolvimento sustentável, setor primário e políticas públicas voltadas para o gênero feminino e saúde. Como marca maior tem imprimido sua disciplina, capacidade de trabalho e assiduidade, o que se acredita tem sido fundamental para lhe conferir uma destacada atuação na Assembléia através das Comissões Técnicas, sessões ordinárias, audiências públicas, participação em frentes parlamentares, apresentação de projetos que viraram leis, tem apresentado ainda inúmeros requerimentos, pareceres e algumas emendas a Constituição Estadual, entre outros. Reeleita em 3 de outubro de 2010 com 66.529, superando o seu próprio recorde.  É Secretária de Estado de Saúde do Piauí a partir de 01.01.2011.
 
Coluna: O que é uma mulher no poder? O que muda no jeito de governar? 
 
Secretária:O poder não se constrói no vazio, assim o atual crescimento de mulheres nos espaços de poder pode ferir interesses. Ao longo do tempo, com bases em pesquisas com diferentes focos sociais, econômicos, culturais e políticos, fiquei ciente que o silêncio da mulher em momentos de necessária participação prestigia hegemonias cartoriais, amacia as contradições e descredibiliza  a política e sua legitimidade.
Igualdade entre homens e mulheres na política e maior inserção feminina nos espaços de poder, tem que ser de interesse da nação, pois não há desenvolvimento humano integral sem se aproveitar o potencial de realização de mais da metade da população brasileira, que já é de 52%.
 
Coluna: Como a senhora vê a eleição da Dilma Rousseff (PT), a primeira presidente mulher do país?
 
Secretária: O simbolismo da sua eleição serve como exemplo para as cidadãs brasileiras. A importância de Dilma presidenta reside na tentativa de desnaturalizar a ausência de mulheres no poder para que isso deixe de ser uma exceção. A agenda não deveria ser só como eleger mais mulheres, mas como mudar a política para que isso não seja um feito excepcional. Dilma é parte da heróica geração que cumpriu um papel democrático na luta contra a ditadura militar e hoje pertence a uma elite feminina do planeta.
 
Coluna: A Dilma poderá servir como um estímulo para outras mulheres tentarem carreira na política?
 
Secretária: Sem dúvida, a responsabilidade em dar o exemplo pode ser um grande diferencial. Aliás, a mulher tem sempre que se provar em dobro, infelizmente. A mulher é mais hábil nas políticas de conciliação, compartilhamento e co-responsabilidade. No pleito de 2010, nós formamos um eleitorado de 70 milhões - 5 milhões a mais que os homens; e das 20 mil candidaturas, apenas 4 mil foram de mulheres.
 
Coluna: A maioria de homens em cargos públicos se deve a uma tradição patriarcal na nossa política?
 
Secretária: Sim. O problema é estrutural, histórico e envolve a política formal que ainda no mundo inteiro continua dominado por homens. A reduzida representação das mulheres pode ser explicada por vários fatores tais como: predominância da cultura patriarcal, características do processo eleitoral (ancorado no poder econômico e jogo de influência) e da representação política (atividade essencialmente masculina) e as desigualdades competitivas de gênero: tripla jornada de trabalho e a lógica de estrutura e funcionamento dos partidos políticos.
 
Coluna: A senhora acredita que a legislação estadual e o cenário político e administrativo piauiense mudarão em que aspectos com o crescimento da presença feminina nesses setores?
 
Secretária:Não ter ninguém na gestão que represente a visão de quem toma a decisão, influencia ou controla na ponta, é um erro. O aumento significativo de mulheres no parlamento fará decisivamente com que a produção de leis seja feita também sob a ótica feminina, vislumbrando dessa forma uma igualdade tão almejada, hoje comprometedora da democracia.
 
Coluna: Como a mulher pode ser o diferencial na política piauiense? O que muda e deve mudar na sua administração a frente da Secretaria de Saúde?
 
Secretária: O gênero por si só não é garantia de mudança, mas é um bom começo. Nós somos mais críticas, controlamos mais as emoções, somos mais sensíveis e mais responsáveis. Associado a tudo isso temos nossas características individuais, assim, tento não me deixar seduzir pelo rito e encantos do poder, e busco incessantemente usar os mesmos instrumentos que todos têm ter para resultados diferentes. A saúde do Estado é um desafio e não pode ser um aparelho do governo ou partido. A cultura da gestão eficiente (metas com resultados) é o que quero deixar como legado para a população do meu Estado.
 
Coluna: A senhora acredita que o maior destaque de mulheres no cenário político é uma tendência que irá se consolidar no Piauí? Por quê?
 
Secretária: O histórico apesar de lento, mostra isso. O retrocesso não tem mais aconchego na vida do Estado. O voto popular se automizou, afastou-se dos que diziam representá-lo pela via do mandonismo, assistencialismo etc. Hoje, emerge a crescente consciência das massas de identificar seus interesses concretos e os mais aptos a defendê-los, dessa forma, a consolidação é cada vez mais uma realidade com perspectivas reais de aprofundamento.
 
Coluna: Em que o olhar feminino se destaca do masculino na forma de governar?
 
Secretária: A expectativa é de que uma mulher na chefia do executivo seja de uma gestão mais sensível as causas sociais, embora não necessariamente devesse haver razão para isso. Se fizermos uma análise das administrações femininas nos diversos países, verifica-se que a convicção política ou outra ordem de fator tem sido preponderante em relação à questão de gênero. As mulheres também se subordinaram a ideologias partidárias e assim sendo, gênero e ideologia em muitos momentos não se misturam. Vale lembrar que a maioria das mulheres tem gestão compromissada com a construção de espaços institucionais para a implementação das políticas para as mulheres.
 
Coluna: Como a senhora vê o crescimento e maior aparecimento da mulher no mercado de trabalho em cargos que majoritariamente eram ocupados por homens?
 
Secretária: Com entusiasmo. O feminismo discutido na segunda metade do século XX trouxe a tona o tema da igualdade entre os sexos e a emancipação da mulher com a carreira profissional. A crise econômica dos últimos vinte anos fez com que a mulher procurasse postos de trabalho, mas ainda há diferença de rendimentos. Nos cargos de chefia, as mulheres ganham 91,2% do que ganham os homens, e se continuar a média de equiparação de 0,12% ao ano, só em 2085 chegaremos ao mesmo patamar.
Bom lembrar que as mulheres hoje vislumbram a possibilidade de mobilidade social e estabilidade através de concurso público. É importante dizer que 62% dos formandos de ensino superior são mulheres, e empregadas com nível superior excede 50% e mais de 25% com ensino médio completo.
Das 500 maiores empresas privadas do país, só 18 a 20% tem mulher na posição de comando. No setor público, os programas de profissionalização e capacitação são importantes para superar obstáculos para ascensão profissional e no setor privado a arma é a qualificação. Hoje se tem um grande problema: igualdade de oportunidade, isso é fato.
 
Coluna: Estatisticamente, os maiores cargos ainda são ocupados por homens. Eles também detêm os melhores salários. Na política eles ainda são maioria. A senhora acredita que ainda será longa a luta pela igualdade de gêneros?
 
Secretária: Historicamente, atividades e profissões tidas como masculinas começam, de forma tímida, a mostrar outro cenário.
 
Coluna: A senhora acredita que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações?
 
Secretária: Legalmente sim; de fato, ainda há muito que percorrer. As bases da desigualdade de gênero estão principalmente nas construções sociais e não só na biologia o que abre a real possibilidade de transformar as estruturas sociais, de maneira a reverter os processos geradores de desigualdade e mover outras capazes de produzir igualdade.
 
Coluna: Qual sua opinião sobre legislação protetora dos direitos da mulher?
 
Secretária: Não acho que exista legislação protetora da mulher. O que há, é que os diferentes devem ter tratamento diferente para se alcançar a igualdade. Não é privilégio, é uma forma de se reparar danos, equívocos de costumes e leis feitas somente sob a ótica masculina. O que em um primeiro momento possa parecer proteção ou algo parecido é resultado da luta de mulheres virtuosas do nosso país. “Proteção ao direito da igualdade sem deixar de manter a tutela da liberdade”.
 
Coluna: O Piauí é considerado um Estado em que o machismo ainda predomina? O que a senhora mudaria ou irá contribuir para mudar este cenário com sua posição?
 
Secretária: O Piauí, só, não; o Brasil. A participação efetiva na vida política do estado e o exemplo podem ser um bom começo para diminuir o fosso alimentado pelo machismo. Patriarcalismo significa domínio e marginalização. 
 
Coluna: É difícil conciliar a política e a vida familiar?
 
Secretária: Não é fácil, mas hoje a linha divisória entre o mundo particular (família) e o mundo público do trabalho está cada vez mais tênue. É importante se estabelecer prioridades e começar por elas. Política só deve ser feita com paixão, de forma a representar essencialmente os valores da população.  
 
Coluna: Estudos comprovam que mulheres bem sucedidas tem menos chances de casar e ter filhos. A senhora concorda?
 
Secretária: É questão de foco. A disponibilidade de tempo da mulher, nos dias atuais, é bem menor, além do que, mulheres independentes, inteligentes, que priorizam o profissional ou a vida publica ainda assustam... e muito! 
 
Coluna: Estudos atestaram que no nordeste brasileiro há uma predominância de famílias matriarcais e maior ascensão profissional da mulher. Em que aspectos isso contribui para uma melhor realidade?
 
Secretária: É um estilo de núcleo familiar que tem a ver com a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, inserção nos diferentes espaços públicos e mudanças culturais. Grande parte deles é composta por mulheres sem cônjuge, configurando uma sobrecarga ainda maior nessa condição. O preço é muito alto, mas a história mostra que este é um caminho que tem gerado transformações.
 
Coluna: O que a senhora acredita que precisa ser mudado rapidamente para que as mulheres possam ter seus direitos assegurados?
 
Secretária: Maior participação das mulheres na vida política administrativa do seu país/estado não só para novas conquistas, mas principalmente para garantir os frutos das várias lutas ao longo dos tempos. 
 
 
Secretária de Saúde Lilian Martins é entrevistada na série "Mulheres na Política"
Secretária de Saúde Lilian Martins é entrevistada na série
"Mulheres na Poliítica"
25-01-2011 21:14:00

MULHERES NA POLÍTICA. Coluna entrevista destaques da política piauiense

Dois mil e onze sem dúvida é o ano da mulher. As conquistas vão desde o executivo, legislativo e abrangem várias outras grandes áreas. Neste ano, as mulheres brasileiras consolidaram três novas realidades: elas fortaleceram sua participação no mercado de trabalho, aumentaram a responsabilidade pelo comando das famílias e agora mostram forte atuação e presença na política.


O número de mulheres eleitas para deputada estadual do Piauí foi o maior do Nordeste em termos proporcionais. Mesmo não tendo sido o estado do Nordeste com o maior número de eleitas, é o que tem o maior número em relação ao total de deputados. O Piauí com 30 vagas elegeu 7 mulheres, um percentual bem maior. As mulheres conseguiram um salto, passando de 10%, apenas 3 deputadas, para 7 nomes.

A maior taxa de renovação com a presença feminina ficou no Piauí. Foram eleitas para primeiro mandato Juliana Moraes Sousa (PMDB), Margô Coelho (PP), Lizie Coelho (PTB), Rejane Dias (PT) e Belê do PSB. Voltaram como deputadas reeleitas Ana Paula (PMDB) e Lilian Martins do PSB. A bancada feminina do Piauí também teve votação expressiva. As campeãs de voto, Lilian Martins, que agora comanda a Secretaria de Saúde do Estado e Rejane Dias, ex-secretária e ex-primeira dama somaram mais de 121 mil votos. As sete deputadas juntas podem fazer uma grande diferença nas votações de projetos na casa, já que representam quase a metade dos votos necessários, 16 ao todo, para aprovar matérias com maioria simples.

Incontestavelmente a força que a mulher tem na política brasileira é grande, capaz de fazer transformações significativas e elas têm feito. O eleitorado feminino é maioria. O engajamento da mulher na vida política do Brasil e do mundo demonstra a capacidade delas no comando de um cargo público.

A mulher precisa de mais espaço na política para que ressalte o potencial que ela tem na sociedade. Só assim, será capaz de termos uma sociedade justa e igualitária. A mulher tem determinação e não deixa se abater com obstáculos que o dia a dia impõe, são mulheres assim, de fibra, coragem, vontade, sonhos, esperanças e capacidade para lutar por uma sociedade onde todos tenham oportunidades iguais e com históricos de perseverança que serão homenageadas nesta coluna, que apresentará a série MULHERES NA POLÍTICA, mostrando entrevistas com admiráveis e notáveis mulheres públicas da sociedade piauiense.

Aguarde!

23-12-2010 17:11:00

O perfil de um ministro

Gilmar Ferreira Mendes foi Advogado-Geral da União no Governo FHC (PSDB), sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), então Presidente da República do Brasil. Foi presidente do STF de 2008 a 2010. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Julgou no caso de Daniel Dantas, sofrendo várias críticas. Também foi contra o projeto de lei Ficha Limpa, decidindo favorável à candidatura do democrata piauiense Heráclito Fortes, sofrendo assim várias especulações sobre tal postura.


Formado em Direito pela Universidade de Brasília em 1978, ali também concluiu o curso de mestrado em Direito e Estado, em 1987, com a dissertação Controle de Constitucionalidade: Aspectos Jurídicos e Políticos, desenvolvida sob a orientação do Ministro do Supremo Tribunal Federal José Carlos Moreira Alves. Gilmar Ferreira Mendes foi Advogado-Geral da União no Governo FHC (PSDB), sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), então Presidente da República do Brasil. Foi presidente do STF de 2008 a 2010. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Julgou


Em 1988, viaja para a Alemanha a fim de cursar o mestrado na Universidade de Münster, que concluiu no ano seguinte, com a dissertação Pressupostos de admissibilidade do Controle Abstrato de Normas perante a Corte Constitucional. Nessa mesma universidade prosseguiu seus estudos de doutorado, que concluiu em1990 com a tese Supremo Tribunal Federal O Controle abstrato de normas perante a Corte Constitucional Alemã e perante o Supremo Tribunal Federal Brasileiro.De volta ao Brasil, passou a lecionar na Universidade de Brasília, na cadeira de Direito Constitucional, tanto na graduação quanto na pós-graduação.


No campo profissional, também foi procurador da República (1985-1988), adjunto da Subsecretaria Geral da Presidência da República (1990-1991), consultor jurídico da Secretaria Geral da Presidência da República (1991-1992), assessor técnico na Relatoria da Revisão Constitucional na Câmara dos Deputados (1993-1994), assessor técnico do Ministério da Justiça (1995-1996) e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (1996-2000). Em janeiro de 2000, foi nomeado advogado-geral da União, cargo que o credenciou para a indicação a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2002.


Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante o período como ministro do STF, assumiu o cargo de vice-presidente no mandato da ministra Ellen Gracie. Em 23 de abril de 2008, foi empossado presidente do STF para o biênio 2008-2010.

Oposição à nomeação ao Supremo
Nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, recebeu duras críticas sobre seu comportamento e conduta e oposição do professor Dalmo de Abreu Dallari, a quem tentou processar criminalmente.

Críticas e o Caso Daniel Dantas
Em julho de 2008, foi alvo de violentas reações contrárias à sua atuação como presidente e ministro do Supremo Tribunal Federal. Procuradores da República, juízes, desembargadores e delegados federais reprovaram com duras críticas a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus que libertou o banqueiro Daniel Dantas da prisão.

Repercussão no exterior
A mídia internacional chegou a repercutir algumas das decisões do ministro e ainda que qualificou alguns episódios como "bizarros".

Impeachment
Alguns Procuradores Regionais da República, membros do Ministério Público Federal, estudaram fazer um abaixo-assinado solicitando o impeachment de Mendes. O ministro afirmou não temer "ameaça" ou "retaliação".


Apoio à Mendes
O ministro Gilmar Mendes recebeu manifestações de apoio e solidariedade de diversas entidades.
Em julho de 2008, um manifesto, assinado por mais de 170 advogados, foi entregue pelo criminalista Arnaldo Malheiros Filho ao ministro, quando esteve em São Paulo.


O ministro também recebeu manifestações de apoio da Ajufer – Associação dos Juízes Federais da Primeira Região, da Anadep — Associação Nacional dos Defensores Públicos, que representa cerca de cinco mil defensores públicos no Brasil; da Fadesp — Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo, da Fenapef - Federação Nacional dos Policiais Federais.
Porém, a mais importante das manifestações de apoio veio do próprio Supremo Tribunal Federal. Em 01 de agosto de 2008, o ministro Celso de Mello reafirmou publicamente respeito pelas decisões proferidas pelo ministro Gilmar Mendes, presidente da Corte, durante o recesso do mês de julho.


Celso de Mello ressaltou que o ministro Gilmar Mendes, com segura determinação, agiu de forma digna e idônea e preservou a autoridade da Corte, fazendo prevalecer "no regular exercício dos poderes processuais que o ordenamento legal lhe confere e sem qualquer espírito de emulação, decisões revestidas de densa fundamentação jurídica". Todos os ministros da Corte (presentes) apoiaram as declarações do ministro Celso de Mello.

Palestra no Piauí
Gilmar Mendes, recentemente esteve em visita no Piauí. O ministro do STF abriu as atividades do segundo dia do Fórum Ibero Americano de Direito, organizado pela OAB-PI. Gilmar tratou do tema a “Relevância da Segurança Jurídica na Ordem Constitucional Brasileira” fazendo todo um apanhado da Carta Magna brasileira, considerando, principalmente, a conjuntura em que ela foi criada e os avanços que obteve até os dias atuais.

16-12-2010 13:34:00

Seja um incentivador da vida e ajude a fazer um milagre acontecer

A história das meninas Giovanna e Gabriela são semelhantes. Ambas buscam da realização de um milagre. Giovanna nasceu dia 18 de Abril de 2006 e Gabriela dia 17 de Março de 2008. Ambas nasceram ''saudáveis'', sem nada aparente que pudesse levar a suspeita de alguma sindrome ou qualquer coisa parecida. As meninas tiveram um desenvolvimento normal dentro das expectativas, até aproximadamente 6 à 8 meses. Após este periodo, a falta de coordenação neuropsicomotora nas duas crianças se tornaram evidentes, e levou cada famíla a recorrer aos médicos. Foram exames e mais exames, diagnósticos confusos e errados e sempre com a esperança de que não seria nada ''tão'' sério e grave! 

Giovanna aproximadamente com 1 e meio foi diagnosticada com a doença de TAY-SACHS e Gabriela, com doença de Sandhoff ,ambas raras, degenerativas e fatais. 

Gabi, como é carinhosamente chamada, é piauiense e foi para São Paulo em busca de tratamento médico. Gigi mora atualemte em São Paulo. Em meio a busca por tratamento, uma advogada de bom coração conseguiu na Justiça uma terapia de retardação das doenças (TRS) TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE SUBSTRATO. As famílias das meninas ganharam na Justiça o direito de uso da medicação, de alto custo, para doença de tay-sachs e doença de sandhoff. Mas, esta medicação sozinha não basta e ainda é necessário ajuda das pessoas de bom coração. 

Conheça o site das meninas que lutam pela vida e seja um dos incentivadores desta campanha!

Confira no site (http://unidaspelavidagiegabi.webnode.com.br)

09-12-2010 17:28:00

Fórum de Direito traz autoridades jurídicas à Teresina

Começa neste dia 09/12 o II Fórum Íbero-Americano de Direito e se prolonga até este sábado (11), na sede da Justiça Federal em Teresina. O evento – que é promovido pela OAB-PI, em parceria com a ESAPI e UFPI – reunirá na capital piauiense alguns dos maiores juristas do Brasil e do mundo, como os espanhóis Andrés Garcia Inda, Carmen González León, Jordí Vina, e os brasileiros Carlos Manoel, Fernando Fragoso, Julicezar Nocceli, dentre várias outras autoridades do Direito nacional e mundial.

Este ano, o Fórum apresenta como tema central “As Transformações do Estado Contemporâneo: Promessa de Justiça versus Força do Direito” e será transmitido para todo o país através de vídeo conferência, proporcionando amplo acesso a palestras que irão pontuar sobre tópicos como “A crise econômica mundial e seus reflexos nas relações de emprego”, “O novo projeto de Código de Processo Civil e suas implicações para a advocacia pública”, “A Lei Ficha Limpa e a Garantia do Direito Adquirido” etc..

O evento conta com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante (“Reforma Política e os desafios da República brasileira para o Século XXI”); e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski (“Lei da Ficha Limpa e Garantia do Direito Adquirido” e “O Poder Judiciário e os desafios do Estado Contemporâneo”, respectivamente).

O evento é patrocinado pela OAB/PI.

09-12-2010 17:28:00

Fórum de Direito traz autoridades jurídicas à Teresina

Começa neste dia 09/12 o II Fórum Íbero-Americano de Direito e se prolonga até este sábado (11), na sede da Justiça Federal em Teresina. O evento – que é promovido pela OAB-PI, em parceria com a ESAPI e UFPI – reunirá na capital piauiense alguns dos maiores juristas do Brasil e do mundo, como os espanhóis Andrés Garcia Inda, Carmen González León, Jordí Vina, e os brasileiros Carlos Manoel, Fernando Fragoso, Julicezar Nocceli, dentre várias outras autoridades do Direito nacional e mundial.

Este ano, o Fórum apresenta como tema central “As Transformações do Estado Contemporâneo: Promessa de Justiça versus Força do Direito” e será transmitido para todo o país através de vídeo conferência, proporcionando amplo acesso a palestras que irão pontuar sobre tópicos como “A crise econômica mundial e seus reflexos nas relações de emprego”, “O novo projeto de Código de Processo Civil e suas implicações para a advocacia pública”, “A Lei Ficha Limpa e a Garantia do Direito Adquirido” etc..

O evento conta com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante (“Reforma Política e os desafios da República brasileira para o Século XXI”); e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski (“Lei da Ficha Limpa e Garantia do Direito Adquirido” e “O Poder Judiciário e os desafios do Estado Contemporâneo”, respectivamente).

O evento é patrocinado pela OAB/PI.

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