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Sílvio Queiroz Neto
Angical do Piauí
24-05-2011 22:00:00

Documento Histórico. Parte 1.

Primeira divisão territorial do lugar Angical. Documentação encontrada no Arquivo Público do Estado do Piauí. (Casa Anísio Brito). Com a documentação encontrada fiz uma “juntada” pra tentar chegar a algum lugar.
Francisco Pires do Nascimento foi quem solicitou a abertura da Ação de Demarcação e Divisão da Data Angical, juntando para isso, Certidão de Carta de Sesmaria obtida no Arquivo Público do Estado do Piauí. O Estado do Piauí possui uma área de 4.293,00.19 há localizadas em seis glebas. Sem maiores especificações. Documentação existente no Arquivo Público do Piauí comprova que a 05 de maio de 1818, Joaquim José Avelino tomou posse de sobra de terras; 07 de agosto de 1819, Antonio José de Rezende tomou posse da fazenda Angical “... extremando ao Nascente com a fazenda Mulato e Gado brabo, ao Norte com São Pedro, ao poente com Muquila e Morro e ao Sul com a fazenda Coité”; 18 de janeiro de 1820, Veneranda de Mattos Figueiredo tomou posse de sobras de terras. No ano de 1854, Antonio José de Araújo registrou posse de duas datas, herança dos pais; Joaquim Barbosa Ribeiro, viúvo de Laura Fernandes da Costa, tomou posse de uma data de terras na fazenda Angical, Francisco Pereira Lopes e Inácio Pereira de Araújo tomaram posse de uma data cada um; Raimundo Pereira de Araújo registrou duas datas. No ano de 1856, José Luiz de Souza e João Luiz de Souza tomaram posse de uma data cada um;    Clarismundo   Soares da Costa duas datas; Marcolino Barbosa Ribeiro, duas datas limitando-se com Gado Bravo (São Gonçalo do Piauí), Morros, Cadoz e Coité; Anna Pereira de Araújo tomou posse de uma data, por herança. No ano de 1858 Cândido da Costa Vellozo registrou uma posse de terra, Jeracinda Barbosa Ribeiro, uma posse; João Luiz de Souza uma posse; Belizário Soares da Costa e Otaviano Soares da Costa, uma posse cada um, por herança; Maria Cândida da Costa e Clarismundo Soares da Costa cuja terra extremava ao “ Nascente com Mulato, Poente com Morros, Norte com São Pedro, Sul com a fazenda Boa Esperança”; Elias José Nunes e Luiza Pereira de Araújo também registraram posse de terra. Manoel Vaz do Nascimento registrou uma data confinando ao Nascente com o Mulato, Norte com Boa Esperança e São Pedro, Sul com Boa Esperança, Poente com Morros. Inácio Pereira de Araújo registrou uma data. Almiro Soares do Nascimento registrou uma data confinando ao Nascente com o Mulato, Poente com Morros, Norte com São Pedro e sul com Boa Esperança.
Quanto a data Coité o processo de Demarcação e Divisão advém de uma Ação proposta por João Ribeiro de Carvalho, no ano de 1932, com base em Carta de Sesmaria em conformidade com os dados do “Livro de Sesmarias, de 1819 a 1823, e registrada na Secretaria da Junta da Real Fazenda). A área dos condôminos particulares – 20.230,04. 18 ha. A área de ausentes e desconhecidos – 1.313,05. 82, totalizando 11.543m40. 00 ha (onze mil, quinhentos e quarenta e três hectares e quarenta ares) conforme determina, ao de Joaquim Castro Ribeiro, Juiz da Comarca de Amarante. A área de ausentes e desconhecidos, mais tarde requerida, município de Regeneração e o pleito foi acatado no ano de 1971 pelo Dr. William Palha Dias, Juiz de Direito. Documentação existente no Arquivo Público do Piauí comprova que João Luiz de Neiva Bastos, que foi diretor do aldeamento de São Gonçalo no período 1811 a 1813, tomou posse de uma data de terra no ano de 1819, “... extremando com Boa Esperança, Chapada Grande, as terras dos índios de S. Gonçalo e a fazenda Angical”; no dia 18 de janeiro de 1820, Veneranda Mattos Figueiredo tomou posse de sobra de terras na mesma fazenda.
Quanto à data Mucambo o INTERPI (Instituto de Terras do Piauí) ainda não terminou o seu trabalho porque na Comarca de Regeneração somente foram localizados os Austos de Demarcação e em “... avançado estado de decomposição”. Documentos existentes no Arquivo Público do Piauí revelam: em 1854, João Ignácio de Almeida tomou posse de uma data. No mesmo ano, Marciana Eugênia Pereira de Araújo, mulher de Vicente José do Bonfim e mãe de Jose Vicente do Bonfim, registrou posse de terra. No ano de 1856, Cãndido da Costa Vellozo e Hipólito da Costa Vellozo registraram posse de uma data dada ume Floriano da Costa Vellozo, outra, sendo esta “... por dádiva...”. Também registrou posse de terra Feliciano Pereira de Araújo.
 
 
MINHA LOCALIZAÇÃO

 

Busquei-me em tratados filosóficos
Em vão procurei-me nos textos sagrados
Eu não me vi em cantos folclóricos
Nem nas receitas de doces e assados
Encontro-me escondido entre gente comum
Nunca me encontrarão em douto seminário
Talvez alguém me veja sob um pé de tucum
Observando algum pássaro solitário
 
(Climério Ferreira)

 

 
 Participe, divulgue, seja amigo, Angical merece.
 Acesse: www.angicaldopiaui.com
 
 

 

Comentários (2)
  • 30-05-2011
    Jorge Milanês diz:
    Sensacional o trabalho que vc faz, merece todo o apoio dos Angicalenses, espero que continue por muito tempo contado fatos de nossa terra querida, um grande abraço. VALEU SÍLVIO!!!
  • 25-05-2011
    ZéInácio diz:
    Informação histórica importantíssima. Finalmente, uma referência a Manoel Vaz do Nascimento (1), pai de Inácio Soares do Nascimento(2), pai de Manoel Soares do Nascimento(3), Pai de França Soares do Nascimento(4), pai de Rosilda Soares Queiroz(5), Mãe de Solange Soares Queiroz(6), mãe de Sílvio Queiroz Neto(7). Ufa! Parece coisa da Bíblia. Mas, responde aí, Sílvio: o que que ele é teu?
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