Não vou aqui lhes ensinar a interpretação médica de exames, até porque esse caminho seria bem complexo, mas sim deixa-las mais orientadas quanto à importância da prevenção de doenças e de seguir as orientações do seu médico.
Primeiro precisam saber que o principal motivo da realização do “Papa” (exame citopatológico) é a prevenção de Câncer de Colo do útero e toda mulher com vida sexual ativa deve submeter-se a ele anualmente, no mínimo, inclusive grávida e quem já fez histerectomia. Não faz exame há mais de um ano? Nem vou comentar…
Existem várias alterações que podem ser vistas no laudo de um exame de Papanicolau, mas aqui vamos falar do que quer dizer quando você recebe um resultado indeterminado ou sugestivo de Neoplasia Intraepitelial cervical (NIC).
O que é NIC? As NIC´s são lesões precursoras de câncer de colo do útero, ou seja, devem ser tratadas para que não evoluam para esta neoplasia maligna. A forma mais eficaz de tratar este tipo de câncer é cuidando destas lesões ameaçadoras, quando a cura é possível em praticamente 100% dos casos.
O resultado do exame indicando que o resultado foi indeterminado, significa que existem células no seu colo do útero que não puderam ser certamente identificadas e, no mínimo, deverá repetir o exame em 6 meses.
Quando o resultado do exame diz que há uma lesão sugestiva de NIC, você será orientada pelo seu médico para fazer uma colposcopia; aquele exame onde ele visualiza melhor o colo do útero através de uma lente (uma espécie de filmadora) em que a lesão pode ser visualizada em grandes aumentos e melhor identificada.
Caso o resultado da colposcopia seja negativo para NIC, você irá retornar em 6 meses para novos exames. Não fique nervosa com essas orientações de retornos em tempo mais curto, a idéia é ficar ligado para o caso de apresentar alteração mais grave posteriormente, tudo seja detectado no começo.
Em situações em que a NIC é detectada, seu médico vai orientá-la e conduzí-la para o procedimento de retirada. Dependendo do tipo, extensão e outros aspectos técnicos, o médico pode optar pela retirada da lesão no próprio consultório ou no centro cirúrgico.
O principal responsável pelas lesões no colo do útero e, consequentemente, pelo câncer de colo é o HPV, sobre o qual já falei aqui. Quer ler mais sobre ele? Clique aqui.
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Muitas mulheres na fase de transição para a menopausa se queixam de esquecimento, dificuldade em aprender, decorar ou lembrar nomes que falam corriqueiramente. Já viram suas mães ou avós tentarem chamar alguém, mas antes disso elas falam os nomes da família inteira para chegar ao que queria? (Maria, Fernanda, Aline….ôôh, é a Ana que eu to chamando!). Pois é, isso pode ter uma explicação hormonal.
Navegando pela blogosfera e vi que o Dr. Ricardo Teixeira, neurologista pela Unicamp, publicou um artigo em seu blog “Consciência no dia a dia” sobre o que acontece no cérebro da mulher na menopausa, baseado na pesquisa da revista científica Neurology. Segundo os resultados, redução ou as oscilações dos níveis do hormônio estrogênio nesta fase podem dificultar o pleno funcionamento cerebral. Vejam:
“Apesar de 60% das mulheres apresentarem queixas de memória na fase de transição para a menopausa, poucas pesquisas foram feitas para entender o que realmente ocorre com o cérebro das mulheres nessa fase da vida. Um estudo recém-publicado pelo periódico científico Neurology revela que mulheres na fase de transição para a menopausa apresentam uma menor velocidade de processamento cognitivo e menor desempenho da memória verbal.
O estudo acompanhou mais de duas mil mulheres com idades entre 49 e 61 anos e com exames seriados ao longo de quatro anos. A boa notícia é que esses efeitos parecem ser limitados, já que as mulheres voltaram a apresentar o mesmo desempenho cognitivo* que tinham no período pré-menopausa após ultrapassarem o período de transição. Além disso, as mulheres que receberam reposição hormonal antes do término da menstruação foram beneficiadas do ponto de vista cognitivo. Em contraste, a reposição hormonal iniciada após o término da menstruação promoveu piora nos testes cognitivos.
Uma forma de explicar as freqüentes queixas de memória na transição da menopausa é que a redução ou flutuação dos níveis do hormônio estrogênio podem dificultar o pleno funcionamento cerebral. Já foi bem demonstrado que algumas áreas cerebrais são ricas em receptores de estrogênio, regiões que são fortemente vinculadas à memória, como é o caso do hipocampo e o córtex pré-frontal. Além disso, estudos experimentais revelam que o estrogênio é capaz de elevar os níveis de neurotransmissores e também promovem o crescimento neuronal e formação de conexão entre os neurônios.
O presente estudo sugere que a reposição de estrogênio pode ser benéfica ao desempenho cerebral na fase de transição da menopausa e que esse efeito positivo parece não ser sustentado após o período de transição. Essa é mais uma evidência de que os benefícios do uso prolongado de reposição hormonal não consegue superar os riscos.”
*Cognitivo: tudo que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação pensamento e linguagem.
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Sabia que 90% da população tem o vírus da Herpes!? Pois é, você não é única a se assustar com esse número. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, até a idade adulta a maioria das pessoas já entrou em contato com o vírus, porém as manifestações da doença vão depender de outros fatores além da infecção.
O Herpes simples pode atingir qualquer parte do corpo, provavelmente você achava que esse vírus infame só andava pela região genital e lábios, mas não é. No entanto, é realmente nestas regiões mais conhecidas que ele faz a festa porque é sua melhor via de infecção. Ou seja, a pessoa tem uma feridinha, entra em contato direto com o vírus pelo beijo ou pela saliva, por exemplo, ele penetra e procura um nervo onde fica latente até manifestar a doença. Já o herpes genital é transmitido por via sexual e pode aparecer também nas nádegas ou na região do períneo.
Existe uma classificação dos vírus, sendo o Herpes vírus tipo 1 causador de infecção labial e o tipo 2 relacionado a infecção genital. Porém, não é uma classificação absoluta, tendo em vista as variações sexuais entre sexo vaginal, anal e oral. Em alguns locais, a infecção genital pelo herpes vírus tipo 1 já passou a ser mais prevalente.
No herpes labial, o sinal de que a manifestação do vírus vai acontecer pode começar com uma coceira ou ardência no local. A partir daí, formam-se pequenas bolhinhas de água (vesículas) na região dos lábios (parecem cachos de uva), podendo ocorrer ainda em outras partes do rosto, como nariz e olhos. Quando essas bolhas se rompem aparecem úlceras dolorosas que depois são recobertas por uma crosta. O período de transmissão é quando as bolhinhas de água ainda não estão secas. Durante esses dias, é aconselhável não beijar nem deixar que usem os mesmos copos para não transmitir a doença.
Quais os sintomas da infecção genital?
A primeira manifestação normalmente é mais grave, precedida por ardência, coceira, queimação, dormência e hipersensibilidade. Cerca de horas ou dias as lesões de pele aparecem. Seguem-se as vesículas e as úlceras dolorosas de bordas lisas de cerca de 1 mm que também se transformas nas crostas, como no labial, citado acima. Após essa primeira infecção, o vírus vai para terminações nervosas próximas e fica em estado de latência.
E quanto tempo dura a “ferida” na primeira manifestação? Bom, cerca de 12 dias. No caso de ser recorrência, os episódios são mais brandos e duram normalmente 9 dias.
O que pode fazer reaparecerem as vesículas?
Essa resposta está na alteração imunológica provocada por estresse emocional ou físico, exposição ao sol, febre, frio intenso, acidentes, período menstrual, uso de antibiótico por período prolongado ou imunodeficiência de qualquer outra ordem.
Tem Cura? Infelizmente não, quem tem o vírus vai permanecer com ele no organismo.
O que se faz então? Para tratar a dor e inflamação, são utilizados antiinflamatórios e analgésicos. Na tentativa de diminuir a intensidade do quadro e encurtar o curso da doença, o médico prescreve antivirais.
Como prevenir?
A melhor coisa é conhecer o parceiro e saber sobre infecções. Como isso não pode ser uma realidade para todo mundo, o uso do preservativo continua em primeiro plano na prevenção. Em caso de um dos parceiros sabidamente portador, recomenda-se evitar relações sexuais durante o episódio ativo de herpes, porque é quando há maior probabilidade transmissão. Este período vai do momento em que seu parceiro tem os primeiros sinais de surto, como formigamento ou queimação (o comichão) na região genital, até o momento da cura da última ferida. Além disso, a atividade sexual retarda a cura do episódio.
Uma informação importante para quem pode pensar “Mas eu sempre usei camisinha e peguei herpes!”. Saiba que até mesmo em relações sexuais com preservativo é possível haver transmissão. Isso ocorre porque as lesões podem também estar presentes em locais não recobertos pelo látex da camisinha. Assim, o preservativo só reduz o risco, não é uma proteção absoluta nesses casos.
É isso aí, espero ter sido esclarecedora para vocês!
Abraços
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Algumas mulheres já tiveram a experiência ruim de sangrar durante a relação sexual. Este é um sinal de que alguma coisa está errada. Este sangramento pode ser causado por uma inflamação comum, doença sexualmente transmissível ou mesmo por desenvolvimento de uma lesão proliferativa, como pólipos ou câncer.
Vejamos agora alguns dos principais motivos para sangramento:
Doença sexualmente transmissível (DST): Algumas bactérias que causam inflamação podem ser transmitidas sexualmente, como a Clamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Essas bactérias causam inflamação importante no colo do útero levando a dor pélvica, dor na relação sexual, secreção purulenta pelo colo, dor ao urinar e sangramento irregular. Pode evoluir para doença inflamatória pélvica. Também pode haver infecção por Trichomonas, outro microorganismo que causa inflamação, levando a dor, sintomas urinários, corrimento esverdeado e podendo causar sangramento ao toque do colo durante a relação.
Atrofia vaginal: A partir da menopausa, por conta da deficiência de estrogênio (responsável pela lubrificação vaginal) a mulher passa a apresentar ressecamento e atrofia genital. Por conta disso, pode ocorrer sangramento durante a relação sexual. Porém, o uso de lubrificantes vaginais ou de estrogênio local pode ajudar nesta situação.
Lesões neoplásicas: Uma série de lesões proliferativas pode causar sangramento. Neste caso pode se tratar de neoplasias como câncer do colo do útero ou câncer de vagina, por exemplo.
Endometriose: Como já sabemos nesta alteração a mulher apresenta tecido endometrial fora do útero, levando a um quadro de dor intensa. Quando os implantes endometriais aparecem no colo do útero ou no canal vaginal, pode ser motivo de sangramento durante a relação.
Pólipos: Estas lesões são consideradas pré- neoplásicas e resultam da projeção da mucosa do tecido endometrial, podendo aparecer no colo do útero ou no canal do colo, sendo motivo de sangramento durante ou depois da relação sexual.
Estes são os principais motivos de sangramento durante o ato sexual. Diante deste sintoma, procure um ginecologista para investigar o seu caso e evitar maiores complicações. Não esqueça, consultas regulares são sempre a melhor forma de prevenção de doenças, mas em qualquer sinal de anormalidade, procure seu médico!
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Um dos principais motivos de inquietação, insônia, queda da produtividade e da qualidade de vida das pessoas é a dor de cabeça. Muito comum ser rapidamente associada à enxaqueca, a dor de cabeça pode ter diferentes características e isso pode diferenciar o tipo de dor.
Praticamente todas as pessoas já sentiram dor de cabeça. Cerca de 99% das mulheres e 93% dos homens apresentam dor de cabeça ao longo da vida. Porém, nem todas as dores têm o mesmo motivo. Vamos entender um pouco sobre os tipos mais comuns, chamadas dores de cabeça ou cefaléias primárias.
As cefaléias primárias são de três tipos: cefaléia de tensão, enxaqueca e cefaléia em salvas. Das três, as mais comuns são a cefaléia de tensão e a enxaqueca.
A cefaléia de tensão, ou popular dor de cabeça tensional, ocorre em 40-70% da população e é mais comum nas mulheres. Qual a característica? Apresenta-se como uma dor opressiva na região da testa e nuca ou das laterais da cabeça para a nuca, de intensidade leve ou moderada. Dura muito tempo? Infelizmente, pode durar horas ou dias. Geralmente ocorre após um dia estressante ou algum aborrecimento.
A enxaqueca vem como segunda causa mais comum. Também mais comum no sexo feminino, ela ocorre em 15% da população. Como identificar? Ela apresenta-se de forma pulsátil, popular pontada, normalmente de um lado da cabeça. A intensidade pode acordar a pessoa à noite, e muitas vezes impede de realizar suas atividades normais. Qual a duração? Pode durar de 4h a 72 horas, o que não quer dizer que alguém não possa apresentar uma enxaqueca que dure mais que isso.
Geralmente associa-se a outros sintomas como: náuseas e vômitos, fotofobia (pessoa piora a dor com a luz), fonofobia (piora com o barulho), piora ao tomar vinho, ao fazer atividade física e no período menstrual.
Algumas pessoas podem perceber quando terão uma crise de enxaqueca. Alterações de humor e mal-estar podem ser percebidos nas 24-48 horas antes. Há também o que chamamos de enxaqueca com aura, já ouviu falar? Neste caso, a pessoa pode apresentar alguns sinais da crise como: alterações visuais chamadas escotomas cintilantes, com perda parcial do campo visual, formigamento nos membros superiores ou em metade do corpo, tontura ou perda temporária do movimentos dos membros de um lado do corpo.
Além de ser um dos principais motivos de procura do pronto socorro, as dores de cabeça são responsáveis por inúmeras faltas ao trabalho no Brasil e no mundo. Caso você apresente esses sintomas, é importante que você busque tratamento com um neurologista para melhorar sua qualidade de vida.
Abraços a todas!
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Estava aqui procurando o tema de hoje e lembrei de uma doença que atormenta muitas mulheres. A síndrome do cólon irritável, como também é conhecida, não ocorre só em mulher, mas essa é mais uma daquelas síndromes que nós somos as principais vítimas, especialmente de 30 a 50 anos.
Conseguem acreditar que a SII é a segunda causa de ausência no trabalho depois do resfriado e pode ser o motivo de até 50% das consultas no gastroenterologista? Pois é, mesmo muita gente sofrendo deste problema e não procurando o médico, ela ainda tem esta estatística nos consultórios.
Se você sofre deste mal e alguém já lhe disse que é causa psicológica, não acredite! Não é exatamente assim que se explica a síndrome. De fato, existe uma forte correlação entre a síndrome do intestino irritável e algumas alterações psiquiátricas como depressão, síndrome do pânico ou história de abuso sexual ou físico. Além disso, a forma como a pessoa reage às pressões do dia a dia também influencia. Mesmo assim, não é considerada uma doença de origem essencialmente psicológica, levando também em consideração que nem todo paciente tem evidência de problemas psicossociais.
Você pode me perguntar: Ah, então se não é assim, qual a origem disso tudo? Bom, infelizmente nem eu, nem nenhum pesquisador europeu, americano ou de qualquer outro lugar tem a resposta certa para essa pergunta. Sabe-se, porém, que é um distúrbio funcional do intestino, ou seja, a função do intestino encontra-se alterada, porém não se encontra nenhuma evidência em exames complementares.
Apesar de não se saber a origem, há três alterações que trabalham em conjunto:
Alteração dos movimentos intestinais: o intestino está em constante movimento dentro do abdome, neste caso, há uma aceleração ou retardo, podendo acontecer também contrações fortes;
Aumento da sensibilidade das vísceras: o nome já explica, não é?
Processamento da dor alterado no sistema nervoso central, fazendo com que aumente a sensibilidade à dor visceral;
Vamos então partir para os sintomas, agora você vai ver se o que você sente é parecido com isto:
- Dor abdominal do tipo cólica que pode ser contínua ou episódica, aliviada com a evacuação;
- Aumento da freqüência das evacuações
- Alteração do ritmo intestinal, alternando entre diarréia e constipação;
- Evacuação com muco
- Distensão abdominal visível
- Flatulência
- Náuseas
- Vômitos
- Dores de cabeça
- Refluxo gastroesofágico
- Saciedade precoce
- Disfunção sexual
- Dor na relação sexual
- Cólicas menstruais importantes
- Fibromialgia (já falei disso por aqui, veja o link ao final do texto!)
- Sensação de bolo na garganta
- Alteração do ritmo urinário
- Disfunção psicossicial
- Lombalgia
Os sintomas em negrito são os principais para o diagnóstico da síndrome. Descartar outras causas é uma parte importante na abordagem destes pacientes, visto que a síndrome do intestino irritável é considerada um diagnóstico de exclusão.
A grande questão é o tratamento, já que a doença não tem cura, deve-se partir pelas frentes mais efetivas. Inicia-se com medidas comportamentais como: abandono do cigarro e álcool, ter refeições regulares e tentar diminuir os fatores de estresse.
As medidas dietéticas são de extrema importância, podendo melhorar significativamente a qualidade de vida com suplementação de fibras, evitar alimentos flatogênicos como feijão, repolho, lentilha, leite em excesso, germe de trigo, ameixa, rabanete. Além disso, evitar alimentos que induzem os sintomas como pêssego, maçã, chocolate, uva, goma de mascar e aqueles gordurosos.
Tem remédio? Há sim medicações que contribuem para a melhora dos sintomas. São utilizadas para o controle da motilidade intestinal, melhorando os espasmos, diminuindo a dor, a diarréia e a constipação. Pode-se optar também por antidepressivos nos casos mais graves, mesmo na ausência de depressão.
A psicoterapia também, pode ajudar estes pacientes, mesmo que muitos se recusem a aceitar o envolvimento psicogênico destas alterações. A principal abordagem é a cognitivo-comportamental.
Bom, o texto ficou grande, mas acho que consegui transmitir para vocês as informações suficientes. A boa notícia é que, com o tempo, cerca de 30% dos pacientes não apresentam mais os sintomas!
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Ontem mesmo escutei essa frase de duas adolescentes no consultório, o que é bastante comum. O uso do anticoncepcional oral ou injetável previne contra a gravidez, mas não protege a mulher de doenças sexualmente transmissíveis.
Daí você pode perguntar: “Mas eu só tenho relação com uma pessoa! Mesmo assim?”. Exatamente.
Infelizmente, a mulher é a parte mais suscetível a doença durante a relação sexual e pode adquirir doenças que não necessariamente estejam manifestadas no seu parceiro. Por mais que você só tenha relação com uma pessoa, você não tem como saber que vírus ou bactérias ele carrega em sua genitália. Como falei no post sobre HPV, até mesmo usando camisinha pode-se pegar o vírus, portanto, não vale a pena se arriscar sem usar!
Portanto, melhor prevenir!
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Para ter tempo para fazer exercício, passar momentos com a família e se sentir melhor é preciso ter um mínimo de organização no dia-a-dia, não é? Gosto muito de me sentir produtiva, acho que planejamento para fazer o dia realmente ter 24h é essencial para se ter uma vida de melhor qualidade, afinal, terminar o dia com sensação de dever cumprido deixa muito mais tranqüila, não é? Sei que existem milhões de livros e blogs sobre organização pessoal por aí, mas vou colocar o que tem funcionado no meu caso, pode servir para você também!
Organize sua papelada: Não adianta ter um monte de coisa nas gavetas ou em cima daquela mesa no quarto ou no escritório se você perde um tempão para encontrar o que quer. E quando se irrita? Nossa, aí já viu, perde tempo pra se concentrar de novo e recomeçar tudo. Saiba onde estão as coisas que você vai precisar naquele dia, não dá para ficar perdendo tempo porque não sabe onde colocou aquela apostila do cursinho, o documento do cliente ou um relatório importante.
Seja justa com você: De que serve tentar estudar ou trabalhar naquele assunto complicado logo cedo da manhã se seu cérebro ficou em cima do travesseiro ainda? Se esse não é o seu horário mais produtivo, você vai fazer em 3 horas o que faria em uma! Seja justa com você e procure atividades que exijam menor concentração para esses horários. Se você é mais produtivo à noite (bem vindo ao clube!) faça o mais difícil neste horário. O que puder, claro. Conhecer e definir o que fazer nos seus melhores e piores horários é essencial.
Saiba aonde quer chegar: Não reproduza aquela frase que diz “Para quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve!”, essa história de “Deixa a vida me levar” só serve para cantar na sexta à noite com os amigos! Saiba onde você quer chegar e tenha foco.
Escreva: Bom, comigo funciona bem e acho que com muita gente. Escreva o que quer, o que tem para fazer e visualize as coisas. Mas sem obsessão!A idéia de escrever é somente para poder visualizar o seu planejamento e se direcionar melhor.
Estabeleça metas, mas seja realista: É importante estabelecer metas a médio e curto prazo (para quem consegue de longo, parabéns!), mas seja realista. Não adianta colocar no papel aquilo que vai exigir de você uma metamorfose. Virar a Sra. Organização de um dia para o outro é ilusão e tentar ler um livro em dois dias sendo que você não lê nada desde julho do ano passado não dá! Saiba o que precisa fazer, estabeleça sua metas reais e seja disciplinado. Duas tarefas para cumprir por dia é o ideal, mais que isso é lucro e você vai se sentir super bem quando estiver nessa parte do lucro!
Dê nome aos bois: Não tem nenhum efeito dizer somente que vai emagrecer esse ano. Sem saber quanto precisa emagrecer, o endereço da academia, a mensalidade e colocar na cabeça de verdade, você não vai conseguir nada além de mais uma promessa de ano novo. Dizer que vai emagrecer vai fazer qualquer cem gramas que você perder valer como meta cumprida, o que não vai fazer nenhuma diferença. Precisa comprar um carro no fim do ano? Saiba quanto precisa economizar por mês, calcule, peça ajuda para quem entenda. Precisa passar em um concurso no fim do ano? Saiba quantas apostilas por semana precisa estudar. Precisa emagrecer? Coloca o despertador do celular para avisar para passar na academia ou em outro lugar de atividade física que você goste (não faça o que só suporta um mês) e vá!
Diga não: Meninas, não adianta fazer política da boa vizinhança, ser legal com todo mundo e dizer sim para tudo o que lhe pedem para fazer. Se aquela atividade está fora do seu alcance, do seu cronograma ou da sua capacidade, não a assuma. Tenho certeza que vai conseguir dizer um não com elegância! (bom, tente pelo menos, vai ser melhor assim).
Bom, não sou nenhuma expert em gestão de tempo, mas esses pontos me ajudam bastante e espero ter ajudado você a visualizar alguma coisa que se encaixe no seu perfil e melhore a organização da sua vida. Pessoas organizadas são menos estressadas e dormem mais tranquilas!
E você, como tem aproveitado seu dia?! Compartilhe sua experiência!
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No período de 10 a 20 de agosto o @SaberMulher realizou uma enquete no seu Formspring sobre Tensão Pré Menstrual (TPM) com cerca de 50 usuárias. A questão era simples: que dica você daria para amenizar os sintomas da tensão pré menstrual (TPM)?
As respostas foram agrupadas em top 10 dicas que ajudam a aliviar os incômodos da TPM. Todas elas correspondem às mudanças de comportamento que sugerimos sempre para as pacientes melhorarem dos sintomas da síndrome. Ou seja, as mulheres já sabem bem como amenizar este problema!
Confira o Top10 com as dicas mais originais e criativas das entrevistadas:
1. Paz de espírito e bom humor.
2. Tomar muitos líquidos por dia (água, sucos naturais e chás).
3. Evitar produtos com cafeína e diminuir o consumo de sal.
4. Comer muito chocolate e tomar leite com canela.
5. Fazer exercícios físicos regularmente, principalmente abdominais.
6. Se distrair é uma ótima opção: ir ao shopping, sair com as amigas, fazer compras, o importante é não pensar nos sintomas!
7. Liberar as emoções de forma saudável e sempre que possível!
8. Consumir contraceptivos de uso contínuo ou tomar pílula de 21 dias, mas antes disso consulte um ginecologista de sua confiança.
9. Ficar quietinha, deitada e se aquecer o máximo que puder, não tem nada melhor!
10. Uma boa noite de sono também ajuda!
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O câncer de mama é uma patologia que afeta aproximadamente 50 mil mulheres no Brasil a cada ano; apenas 1% dos homens são afetados por esta patologia. Há vários meios de rastreamento desta doença tão discutida atualmente, sendo os mais comuns a mamografia e o ultrassom das mamas.
A mamografia é um exame de rastreamento do câncer de mama, fundamental para mulheres a partir dos 40 anos. Este exame é realizado por um aparelho chamado MAMÓGRAFO (raios X com baixa dose).
O rastreamento do câncer de mama por meio do exame radiográfico tem sido usado com o intuito de identificar alterações sugestivas de malignidade antes que ocorram manifestações clínicas.
No Brasil, as mulheres têm o direito garantido a este exame através de uma lei publicada em 2008. A lei 11.664 de 29 de abril de 2008 dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. O artigo 3º desta lei deixa claro o direito à realização de exame mamográfico a todas as mulheres a partir dos 40 (quarenta) anos de idade.
Pode-se dizer que as mulheres brasileiras foram presenteadas com esta lei. Entretanto, é importante que estas mulheres tenham conhecimento da lei supracitada e passem a exigir de seus governantes locais que ela seja cumprida fielmente, passando a exigir serviços de mamografia a disposição delas para facilitar o acesso ao exame mamográfico. Com isso, nenhuma mulher teria que se deslocar de seus afazeres, no dia-a-dia de sua família, para ir à um grande centro somente para realizar um exame que a ela é garantido por lei desde o primeiro semestre de 2008.
Espero que se façam administradores públicos preocupados com esta patologia que só cresce no Brasil e no mundo e que todos juntos (médicos, pacientes e políticos) possamos mudar o curso deste câncer.
Por Dr. Idelfonso Carvalho
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