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Seg, 23-09-2013 ás 14:40:00

Operação Abgnale prende estelionatário acusado de se passar por vários profissionais

 

A Delegacia Geral de Polícia Civil deflagrou Operação Abgnale e prendeu em flagrante, na última sexta-feira, o nacional Diógenes Pereira da Silva, pelo cometimento de furto qualificado e usurpação de função pública.
 
 
As investigações que deram origem a Operação Abagnele inciaram quando uma associação de policiais civis foi vítima de um furto, supostamente praticado por um de seus associados. Daí então, pesaram fortes suspeitas que alguém havia se passado por Policial Civil do Estado do Piauí e estava cometer crimes, deliberadamente, usando a insígnia da Instituição.
 
A partir de então, investigadores lotados na Delegacia Geral passaram a diligenciar no intuito de identificar possível estelionatário. As investigações se concentraram na internet, onde o indivíduo escolhia suas prováveis vítimas e oferecia diversos serviços, desde docência em estabelecimentos de qualificação profissional até manutenção em equipamentos hospitalares.
 
Em Teresina, o nacional Diógenes Pereira da Silva, de 26 anos se fazia passar por policial civil recém concursado, usava distintivo com a insígnia da Instituição, hospedou-se na associação de policiais civis e, para compor o personagem, portava o simulacro de uma arma de fogo à cintura.
 
De posse de vários certificados de cursos, Diógenes Pereira da Silva, passava-se, também, por engenheiro elétricista, distribuía seu currículo em empresas de qualificação profissional e dava aulas como se engenheiro fosse, sempre se apresentando como policial civil, para não levantar demais suspeitas.
 
Tentando se passar por engenheiro eletricista, Diógenes Pereira da Silva matriculou-se num curso de técnico eletricista, na Eletrobrás – Piauí, onde chegou a estagiar e postar fotos deste estágio em redes sociais.
 
Na cidade de Parnaíba, Diógenes Pereira da Silva confeccionou material publicitário de uma suposta empresa de manutenção de equipamentos hospitalares, por nome Saúde Prime e os distribuiu naquela cidade. A partir de então, dizia fazer manutenção em equipamentos, mas não os concertava, em alguns casos devolvia as peças desses equipamentos piores do que o estado original que as recebia, em outros casos sequer devolvia os equipamentos.
 
Segundo investigação, Diógenes Pereira da Silva havia sido preso pela primeira vez em Açailândia (MA), quando se passava por funcionário da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Naquela época ele permaneceu por oito dias nas dependências da Vale naquele município, usando crachá falso e uma farda. Segundo investigações, durante os oito dias em que permaneceu na área da Vale, deu ordens e realizou diversos procedimentos nas dependências da empresa, como viagens de deslocamento, com hospedagem, alimentação e carro por conta da Companhia. Ele também teve acesso aos computadores da CVRD e usou a senha de um funcionário que estava viajando.
 
Já naquela época, Diógenes Pereira da Silva também teve acesso ao almoxarifado e ao Centro de Controle Operacional (CCO), que é o coração da Ferrovia Carajás. A farsa foi descoberta  quando uma pessoa do setor de recursos humanos da empresa solicitou o número de matrícula do farsante e verificou que não existia.
 
A Operação Abagnale foi assim denominada em alusão ao estelionatário estadunidense Frank Abaganale Jr., cuja vida inspirou o cinema no filme Prenda-me Se For Capaz (título em português).
 

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