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Qui, 05-07-2012 ás 12:03:00

Paratletas do basquete preparam-se para competições

Se quando falam em basquete vem a sua mente apenas pessoas de 1,90m de altura gingando sobre o próprio eixo é porque você ainda não assistiu a um treino do time de basquete com cadeira de rodas.

A agilidade com as mãos, o equilíbrio do corpo e o manuseio da cadeira são marcas visíveis dos paraatletas do Clube de Basquete Adaptado 40 Graus (CBA) de Teresina. Os 28 atletas treinam 16 horas por semana sob o olhar atento do treinador Rex Jone e preparam-se para participar em setembro do Campeonato Regional/Nordeste para Cadeirantes, em Salvador, e no mês de novembro, do Campeonato Brasileiro da 2ª divisão na cidade de Balneário Camboriú, Santa Catarina.

No ano de 2003, alguns cadeirantes da capital piauiense reuniram-se para jogar basquete por distração e lazer. “Muitos deles vinham de tratamentos no Hospital Sarah Kubitschek e descobriram que a prática esportiva era uma boa oportunidade de socialização”, contou o treinador Rex Jone.

Foi apenas em 2006, que surgiu a primeira equipe registrada de basquete com cadeiras de rodas do Piauí. E de lá para cá o esporte tem crescido e alcançado bons resultados em campeonatos regionais e nacionais. “Este ano disputaremos o campeonato brasileiro na 2ª divisão e nossa meta é chegar a 1ª divisão e tentar realizar um campeonato regional ou mesmo o nacional aqui no Piauí”, disse o treinador.

O CBA é uma equipe bem diversificada e que conta com promessas para o esporte nacional. É o caso de José Filho, 30 anos, que participa de teste para integrar a Seleção Brasileira de Basquete com Cadeiras de Rodas. “Estou confiante e aguardando a convocação. Espero ser selecionado e ainda que não seja, tem sido uma grande experiência treinar com a equipe da Seleção Brasileira. Lá, posso aprender novas técnicas e ganhar um novo ritmo de jogo”, declara.

Para Rex Jone, treinador do CBA, promessas do esporte como o paratleta José Filho são uma motivação a mais ao trabalho. “Revelar potenciais como José Filho nos motivam a prosseguir, mas antes disso, ver o crescimento deles como pessoas, como cidadãos, vai além das dificuldades que enfrentamos”, revelou.

A equipe do CBA acabou de ganhar dez novas cadeiras de rodas adaptadas para a prática esportiva. As novas cadeiras permitem giros de 360º e tornam os paratletas mais competitivos. Ewagno Silva treina basquete há dez anos e destaca as melhorias que os novos equipamentos proporcionam. “Essas novas cadeiras nos permitem mais velocidade, mais mobilidade, o que nos torna mais competitivos e nos dá mais chances de obtermos bons resultados nos campeonatos”, disse.

 


CBA - Sesc/PI(Foto: Regis Falcão)


Ewagno Silva encontrou no esporte a oportunidade de recomeçar a vida e descobriu habilidades até então desconhecidas. “No basquete, fiz muitos amigos e mudei meu jeito de encarar a vida. Sou feliz por fazer parte do CBA e estar indo disputar a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro”, declarou.
 


Fonte: CCOM

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