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Data: 08-02-2010 10:08:00

Piauí é um dos estados vulneráveis ao vírus tipo 1 da dengue

O Ministério da Saúde (MS) alerta para a reintrodução no Brasil do vírus tipo 1 da dengue, que pode causar este ano epidemias da doença principalmente entre crianças. São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí são os Estados mais vulneráveis. Em nota técnica sobre a situação epidemiológica do ano passado, o MS informou que o vírus 1 poderá substituir o 2 e 3, predominantes de 2007 a 2009, e gerar um volume maior de internações hospitalares.

“A recirculação do Denv-1 (vírus 1) alerta para a possibilidade de grande circulação do vírus em cada um desses Estados e também nos demais, a partir do momento em que o sorotipo for identificado, em virtude de a população não estar em contato com ele desde o início da década”, diz o texto do MS.

As crianças estão mais suscetíveis porque é maior a probabilidade de elas nunca terem entrado em contato com o vírus 1 desde a última vez em que ele circulou. “É fundamental que as ações preventivas contra a doença sejam reforçadas neste momento”, disse ontem o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Evelin Coelho. Como não há vacina contra a doença, a principal ação preventiva é evitar o acúmulo de água limpa, a preferida do mosquito transmissor da doença.

O vírus 1, segundo a literatura médica, está associado a grandes surtos epidêmicos. Também poderá ocorrer um número maior de internações, associadas a seguidas infecções por diferentes tipos de vírus. “A situação de vulnerabilidade ainda é muito grande nas cidades brasileiras, as condições climáticas favorecem e há ainda todos os problemas na coleta do lixo”, disse Coelho. “A vulnerabilidade existe e, por isso, estamos fazendo todo um esforço desde julho do ano passado”, continuou.

O balanço de 2009 aponta 529.237 casos suspeitos no ano. Apesar de ter havido uma redução de 63% dos casos graves, o MS já observava, entre novembro e dezembro, um aumento do número de registros em relação a 2008. O Centro-Oeste, porém, registrou em 2009 aumento de 92% do número casos em relação ao ano anterior.

O balanço nacional de janeiro ainda não está pronto, mas, de acordo com Coelho, as primeiras informações são de que as grandes cidades, como São Paulo e Rio, ainda estão com uma transmissão baixa. Mato Grosso e Ribeirão Preto (SP) já têm registrado um aumento expressivo do número de casos.


  Jornal do Commércio

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