Cerca de 10 mil hipertensos e 2.600 diabéticos devem ser incluídos em cadastramento do município até o fim deste ano, conforme pacto firmado entre a Prefeitura de Teresina e o Ministério da Saúde. O cadastro é de responsabilidade da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e ocorre por meio do Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Portadores de Hipertensão e Diabetes Mellitus (Sishiperdia), desenvolvido por todas as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e demais serviços ambulatoriais.
A vinculação dos portadores de hipertensão arterial e de diabetes ao programa significa acesso a todos os serviços gratuitos oferecidos pelo município, tais como acompanhamento das equipes da atenção básica, consultas médicas, exames laboratoriais, medicamentos, orientação sobre estilo de vida, hábitos alimentares, encaminhamento às especialidades médicas quando necessário, entre outros benefícios.
Atualmente estão cadastrados no sistema 42.119 hipertensos e 8.586 diabéticos recebendo acompanhamento e os serviços oferecidos pela atenção básica. Para melhor atender esses grupos, a Prefeitura aderiu ao Plano Nacional de Reorganização da Atenção aos Portadores de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, do Ministério da Saúde, desde 2002, com meta de cadastrar um total de 103.348 hipertensos e 26.032 diabéticos.
Pressão alta entre os jovens
A coordenadora do programa em Teresina, Edna Lima, diz que os números crescentes de portadores dessas doenças preocupam as autoridades em saúde, principalmente porque estão cada vez mais associadas entre si e vêm atingindo, também, a faixa mais jovem da população. “Para se ter uma ideia, 0,6% da população que só tem hipertensão (sem diabetes) em Teresina é de jovens com até 19 anos, e o cadastro já registra 82 casos de pessoas com até 14 anos”, revela. “Estes dados aumentam quando a pressão alta está associada a diabetes lembra.
Outro dado relevante é que as mulheres representam 66.76% dos portadores de hipertensão, o que pode ser explicado, segundo a coordenadora, pela maior procura desse segmento aos serviços de saúde. “Das pessoas cadastradas no sistema, somente 3,97% estão com diabetes. A grande maioria, 96,03%, apresenta hipertensão associada à diabetes”, afirma Edna Lima.
Edna Lima ressalta a importância da realização periódica de consultas médicas e adoção de estilo de vida saudável para evitar as doenças e as complicações a elas associadas. “As complicações mais comuns da hipertensão, por exemplo, são infarto do miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, diz. Os medicamentos e exames disponibilizados gratuitamente pelo SUS seguem um padrão recomendado pelas Sociedades Brasileiras de Hipertensão, de Cardiologia, de Endocrinologia e de Diabetes Mellitus, adotado pelo Ministério da Saúde
Secom