O relatório final sobre o acidente com o voo Rio-Paris da Air France, que matou 228 pessoas em 2009, mostrou que a tragédia foi causada por uma combinação de problemas com os sensores de velocidade e por erros de pilotagem. O documento foi divulgado nesta quinta-feira (5), em uma coletiva de imprensa, nos arredores de Paris, na França.
O diretor do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), Jean-Paul Troadec, afirmou que esta combinação de fatores foi responsável pela tragédia e rejeitou as "acusações injustas" feitas sobre a imparcialidade da investigação.
O responsável pela investigação, Alain Bouillard, referiu-se no início de sua explicação aos erros das sondas de velocidade Pitot do avião, que sofreram um problema técnico causado pelo acúmulo de gelo e que fizeram com que o piloto automático fosse desligado.
Os investigadores destacaram que o problema com os sensores já era conhecido antes do acidente, ocorrido há três anos.
Segundo a investigação, que pretende aperfeiçoar a segurança na aviação comercial, os pilotos não compreenderam que o avião estava caindo.
O chefe do BEA lembrou que a investigação não tem o propósito de condenar responsáveis, o que será determinado por um processo realizado pelo Ministério Público francês, que será apresentado no dia 10 de julho.
Jean-Paul Troadec afirmou ainda que há um problema na formação dos pilotos em todo o mundo. Para o francês, ninguém saberia como lidar com a situação que os pilotos enfrentaram durante o voo AF447.
O BEA informou também que, após o término das investigações, fez 25 novas recomendações de segurança para a aviação comercial.
Qui, 05-07-2012 ás 11:19:00