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Verdeveredas

13.08.2008 | 09:42:48


Fábio, o fobófobo

 



Antonio Cardoso Neto (Brasília-DF)

E pensar que eu não acreditava nessas coisas. Bem feito! Quem me mandou mexer com isso? Se eu pudesse fazer o tempo voltar para trás... não, eu não quis dizer voltar no tempo; é só força de expressão, quero ficar aqui mesmo, já chega o que tenho sido obrigado a agüentar desde a semana passada. Como é que eu poderia imaginar que aquela bobagem ia dar nisso? Se eu soubesse que era sério, não teria falado daquela maneira, com tanta convicção. Eu estava só brincando. Jamais imaginaria que ele fosse morrer de verdade. Quando falei em voz alta que entregaria minha alma ao diabo se o avião dele caísse, não imaginava... eu estava meio bêbado, só isso... não imaginava que o avião fosse cair de verdade. Não que me sinta arrependido por ter falado que desejava sua morte, pois ele era um canalha que merecia isso mesmo. Também não tenho medo de que as pessoas que me ouviram dizer essa asneira lá no bar pensem que tenho alguma coisa a ver com a queda do avião. Estou apavorado é com Lúcifer, Belzebu, seja lá como se chame o demônio, Mefistófeles, sei lá. Não, não, não! Não estou invocando o capeta, só estou me referindo a ele na terceira pessoa. Será que também não se pode chamar seu santo nome em vão? Santo nome, não! Não foi isso que eu quis dizer. Não estou comparando Deus a Satanás. Meu Deus, já estou começando a blasfemar...

Acho que vou enlouquecer, doutor. Faz quase uma semana que não durmo direito, não agüento mais. Que tormento! Não agüento mais! Meça a minha pressão, por favor. Estou com a boca seca; o senhor me arranja um copo d’água, por favor? Será que estou morrendo? Será que já vou me encontrar com ele no inferno? Ajude-me, doutor, pelo amor de Deus. Essas pílulas são boas mesmo? Devo tomar assim, sem água? Ah, aí está o copo d’água! Obrigado, doutor, mas estou desesperado. Meu Deus do céu, por que fui me meter nisso? O fogo eterno...

Será que o diabo não é um servo de Deus, criado para encurralar nossas pretensas certezas? E se a realidade física for apenas um teste da nossa fé, e tudo for uma provação? Como é que se chamavam mesmo as árvores que existiam no centro do Éden, aquelas do fruto proibido? Não eram a Árvore da Ciência e a Árvore do Bem e do Mal? Pode ser que a Ciência seja um artifício arquitetado pelo Criador para pôr nossa crença à prova. Talvez a racionalidade científica não passe de uma emboscada para aqueles que não têm fé. Mas se for assim, será que Ele teria nos concebido só para provarmos que cremos Nele e que O amamos? Nesse caso, não teria sido mais cômodo se tivesse criado seres crédulos e acima de qualquer suspeita? Porém, como somos incrédulos e mal-agradecidos, pode ser que haja necessidade de que sejamos postos à prova continuamente. Mas se o Príncipe das Trevas estiver a serviço do Criador, há um lado maléfico na essência de Deus. Lá estou eu blasfemando de novo... perdão, meu Deus! É a tentação! O senhor acha que esse comprimido vai me fazer ficar livre do diabo, doutor? Por toda a eternidade...

Se Deus é onipotente, então Ele exerce controle sobre todas as criaturas, não é, doutor? Por outro lado, se Ele estiver limitado a engendrar apenas criaturas que se submetam à sua autoridade, Ele não é onipotente. Mas Ele é bom, e quiçá Sua infinita bondade O tenha feito preferir não ser assim tão onipotente e aceitar os caprichos do diabo, exógenos à sua vontade... mas como sou incoerente, doutor! Estou tentando demonstrar racionalmente que a racionalidade é uma miragem gerada pelo Todo-Poderoso. E tudo isso para provar para mim mesmo, por puro egoísmo, que se o coisa-ruim estiver a serviço da Providência Divina, eu não fiz mais que servir a Deus. O senhor acha que, além de incoerente, eu também estou sendo egoísta?

***

A minha boca não está mais seca como antes. Deve ser efeito do remédio. Como é que fui entrar nessa de horror? Estou morrendo de vergonha do senhor, que fiasco, doutor. Que papelão ficar ali como uma criança com medo do capeta, de Deus e de tudo. Que besteira. Agora estou me sentindo otimamente bem. Como a farmacologia se desenvolveu nesses últimos anos, hem? É uma coisa fantástica. A ciência é uma coisa fantástica. Ah, que disparate acabei de dizer. A ciência é fantástica, veja só, doutor. Fantástica, a ciência, justo a ciência. De fantástica a ciência não tem nada; seus princípios incontestáveis se fundamentam na realidade concreta e objetiva. Ela é insensível aos nossos humores e angústias, pois a natureza é indiferente ao martírio do antílope ao ter sua garganta dilacerada pelas garras do leopardo. Se somos frutos de Deus, então também o somos do diabo, pois quem, além do diabo, poderia ter concebido uma obra de tamanha crueldade como a cadeia alimentar?

E a consciência, então? Eis outra obra demoníaca. Por que será que temos consciência, quando poderíamos funcionar muito bem se fôssemos autômatos? Sem cérebro a vida seria muito mais fácil. O sujeito nasceria como se ligassem um motor de arranque. Daí em diante, bastaria acionar o piloto automático e ir vivendo até morrer. Pode ser que não sentíssemos prazer, mas também não sentiríamos culpa, e não teríamos remorso de nada.

Mas é a consciência que nos faz raciocinar. Viva o Império da Razão! Veja essas simples pílulas que o senhor me receitou, doutor. Foi só tomar, e pimba! Pouco tempo depois e aqui estou eu, bem humorado, contente; nem pareço aquele cara que na semana passada estava apavorado com o diabo. Esse negócio de alma, espírito, fantasma, é tudo conversa mole. A vida é pura química. Quer maior prova disso do que essas pílulas que tenho tomado? Estou me sentindo outro. E que outro sou eu além de alguns miligramas de substâncias químicas a mais? É isso. A vida é só isso. Pura química, nada mais que isso. Não somos nada além de matéria bruta.

O senhor é judeu, não é? O que o senhor acharia se descobrisse que os cristãos, os muçulmanos e os judeus passaram toda a História prometendo um monte de tolices e se trucidando mutuamente por uma causa imaginária? E se a nossa consciência fragmentada em bilhões de mentes não passar de um delírio de Brahma ou de Buda, e tudo isso, inclusive as religiões monoteístas, for uma ilusão? E não precisa ir longe, até a Índia ou o Tibete. Conheci um irlandês que dizia que a realidade é uma alucinação causada por abstinência muito prolongada de álcool.

A velocidade da luz é absoluta. O senhor sabe que não existe luz parada, não é, doutor? Só existe luz na velocidade da luz. O senhor também sabe que a luz é composta de fótons. Então, não existe fóton sem velocidade. Em outras palavras, a massa do fóton sem velocidade é zero. Mas, na velocidade da luz, o fóton tem massa. Se estivermos encerrados em uma caixa com velocidade constante, por exemplo, um elevador, não conseguimos saber se estamos parados ou não. E se o universo for como o fóton? E se o universo inteiro estiver se deslocando com a velocidade da luz? Será que tudo não passa do nada se deslocando com a velocidade da luz? “Se deslocando com relação a quê?”, o senhor poderia me perguntar. Em relação a nada, pois a velocidade da luz não é relativa, doutor. Será que tudo existe porque nada existe? Não, não é jogo de palavras, doutor... pense nisso.

De acordo com os físicos que trabalham com Mecânica Quântica, qualquer observação interfere no comportamento das coisas. Segundo eles, a natureza muda seu comportamento quando tentamos esquadrinhá-la, fazendo com que a realidade seja inobservável, tornando, assim, inútil qualquer descrição que tentemos fazer dela. E se não somos capazes de conhecer nem o que nos rodeia, como é que podemos tecer comentários sobre o que está além da vida?

O senhor nunca ouviu dizer que a galinha é a maneira encontrada pela natureza para que um ovo possa produzir outro ovo? Como? Clarice Lispector? Não, quem disse isso foi Samuel Butler, que morreu dezoito anos antes do nascimento dela. O primeiro a surgir foi o ovo, e a vontade do ovo é absoluta, doutor. O ovo usa a galinha sem a menor consideração pelas suas dúvidas existenciais, seus conflitos psicológicos e suas indagações metafísicas. O ovo não é mau; ele é apenas indiferente às aflições da galinha. Na verdade, é uma relação simbiótica a que o ovo estabelece com a galinha. Sim, pois é o ovo que impõe as regras dessa relação. A galinha não tem a menor escolha. Ela fica à procura do orgasmo o tempo todo, mas quem lucra com isso é o ovo. O orgasmo é a arma secreta da evolução e da seleção natural, que, por sua vez, são parte do estratagema construído pela natureza para que as espécies se perpetuem, e a gente passa a vida inteira trabalhando, descobrindo coisas e inventando moda, tentando justificar a existência, que, no fundo, não passa de um efeito colateral dessa estratégia montada pela natureza, para que um ovo produza outro ovo.

Passei a vida juntando meus cacos: uma parte andaluz, um pedaço calabrês, um quarto português e outro tanto meio desconhecido disputado entre batavos, provençais, quimbundos e tupinambás acorrentados aos grilhões inquebrantáveis de DNA. Nem eu nem ninguém somos culpados por agirmos assim ou assado, visto que somos fantoches da tirania genética; meros títeres manipulados pelos cromossomos. Ah, sim... há também a herança comportamental que adquirimos como resposta à manifestação da sociedade na nossa vida pessoal. Mas a sociedade só existe porque nossa frágil espécie, não tendo garras nem couraça, foi forçada a viver coletivamente. Sempre que surge uma oportunidade, as pessoas preferem ficar sossegadas, longe da turba, e sabem que sexo é mais importante que política. Se a realidade é naturalmente injusta, só resta à sociedade transformá-la em algo artificialmente injusto. Cabe então à sociedade racionalizar a injustiça inerente à existência. Tenho mais esperança no passado que no futuro da Humanidade. A vida mundana não tem o menor sentido, e a consciência não sobrevive à morte. Parece que foi Manuel Bandeira quem descreveu um defunto como sendo matéria liberta para sempre da alma extinta, não foi? Estou começando a ficar atormentado com isso. Que vazio, que abismo... como é que eu faço para sair dessa, doutor? Me ajude, por favor...

http://www.revistavagalume.com/23601.html

 

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05.08.2008 | 10:31:23


O buraco no muro

O buraco no muro

 

Foto: João Carlos Teatini de Souza Clímaco
Foto: Maurício Andrés Ribeiro

Pessoal,
Um amigo meu mostrou-me um filme muito interessante sobre um programa de inclusão digital que vem sendo feito na Índia. Daí, a Zaira e eu traduzimos o filme e colocamos legenda em português. São apenas 8 minutos, mas vale a pena ver, pois pode muito bem ser aplicado aqui no Brasil. A aqueles que se interessam por uma verdadeira mudança na sociedade brasileira, peço que vejam e que divulguem a idéia, por favor. O filme está no seguinte endereço:

http://www.youtube.com/watch?v=Xx8vCy9eloE

Muito obrigado.

Cardoso

 

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04.08.2008 | 10:58:10


Erradicar os lixões do Piauí: uma medida urgente

 

 
Marcos Airton de Sousa Freitas1 & Marcio Antonio S. da R. Freitas2
 
Há dez anos (16 de julho de 1999) foi lançada a Campanha Nacional "Criança no Lixo, Nunca Mais", onde metas foram firmadas pelas instituições integrantes da Secretaria Executiva do Fórum Lixo e Cidadania, coordenado pelo UNICEF, com o objetivo de promover a inclusão social, com cidadania, das famílias que viviam do lixo, através de ações integradas de todos os participantes. No Piauí, esse Fórum é coordenado pela Curadoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, tendo algumas associações de catadores com integrantes.
Estudo realizado para os maiores municípios do Estado, constatou que a maioria dos municípios piauienses, mesmo sem uma norma legal específica referente ao gerenciamento dos resíduos sólidos, dispunha de dispositivo legal referente à limpeza pública, por meio de legislação urbanística (código de posturas, código de obras e edificações). No tocante ao gerenciamento dos serviços de limpeza verificou-se que, na maioria dos casos, ou havia uma administração direta da Prefeitura, ou parte dos serviços eram terceirizados. Portanto, a municipalidade, responsável, de acordo com Art. 30 da Constituição Federal, pelos “serviços públicos de interesse local”, contratavam, quase na totalidade dos municípios analisados, empresas privadas para a execução da coleta, da limpeza dos logradouros, do tratamento e da destinação final dos seus resíduos.
Nos municípios pesquisados, com população urbana na sede acima de 20.000 habitantes (Censo de 2000), os problemas referentes aos sistemas de limpeza urbana foram uma constante. O acondicionamento inadequado, a falta de equipamentos, tanto de coleta, quanto de transporte e disposição final, a carência de pessoal técnico especializado, a inexistência de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRRS, associado ao não cumprimento às normas e leis pertinentes aos resíduos sólidos foram exemplos claros dessa problemática. Havia um quase desconhecimento da matéria e falta de mecanismos de participação da população, ou seja, ou a mera inexistência ou a não efetividade dos conselhos gestores municipais.
Segundo o IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal, estimava-se, para os municípios de porte pequeno (população urbana até 30 mil habitantes), uma geração per capita da ordem de 0,50 Kg/hab./dia e para os municípios de tamanho médio (de 30 mil a 500 mil habitantes), uma geração per capita de 0,50 a 0,80 Kg/hab./dia. Para os municípios, com população urbana acima dos 500 mil habitantes, como é o caso da capital Teresina, a geração per capita estimada variava de 0,80 a 1,00 Kg/hab./dia. Sendo assim, é fácil verificar aonde grande parte desse lixo vai parar: nas lagoas, rios, baixios e nos lixões à céu aberto.
Observou-se que as formas mais comuns de acondicionamento dos resíduos sólidos domiciliares (sua preparação adequada para a coleta), dava-se através de sacos plásticos (supermercados), vasilhames metálicos (latas) ou plásticos (baldes). Para o acondicionamento de resíduos públicos eram empregados tambores plásticos e contêineres metálicos.
Constatou-se que na maioria dos municípios a coleta era feita com uma freqüência diária, apenas para a zona central. E em geral, tinha-se serviço de varrição manual feita por garis. A grande maioria dos municípios não empregava, para a coleta, viaturas do tipo coletor compactador, e sim caminhões com carroceria de madeira, sem compactação, e sem lona recobrindo o lixo transportado. Cuidados especiais dever-se-iam ter com os entulhos da construção civil, uma vez que os entulhos, não muito raro, acabam por aterrar lagoas e terrenos baixios. As pilhas e baterias, devido ao seu alto potencial poluidor deveriam ter destinação final, conforme as normas vigentes. Os pneus, em especial devido à dengue, deveriam ter também destinação apropriada ou serem utilizados em processos de reciclagem.
Notou-se que, embora a coleta dos resíduos domésticos, em alguns municípios, pudesse ser considerada regular, a disposição final dos resíduos dava-se em verdadeiros lixões a céu aberto, excetuando-se Teresina e Parnaíba, quase sempre com a presença de catadores e animais domésticos, sujeitos a toda sorte de vetores patogênicos. Os terrenos empregados eram na sua grande monta inapropriados para essa finalidade e quase sempre sem a devida licença ambiental de instalação (LI) e de licença de operação (LO).
No que se refere aos resíduos sólidos dos serviços de saúde a situação não era menos grave. O que se observou foi a quase absoluta falta de coleta separada de resíduos comuns, infectantes e especiais. Com raras exceções, verificou-se a segregação de resíduos infectantes do lixo comum. Na maioria das vezes, os resíduos infectantes não eram acondicionados em sacos plásticos brancos leitosos, conforme as recomendações da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os resíduos perfurocortantes (agulhas, seringas, vidros etc.) não eram acondicionados em recipientes especiais, nem tampouco os resíduos procedentes de análises clínicas e hemoterapia eram submetidos à esterilização no próprio local de geração. Em geral, não eram utilizadas viaturas do tipo coletor compactador ou furgão para o transporte dos resíduos de serviços de saúde. Nem sempre, a coleta dos serviços de saúde era diária, conforme preconiza as normas vigentes. Verificou-se que no manuseio dos resíduos infectantes, muitas vezes, não eram utilizados os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, tais como: avental plástico, luvas plásticas, bota, óculos e máscara, conforme estabelece a norma NBR 12.809 da ABNT.
Praticamente inexistia solução consorciada, nem mesmo em relação à destinação final em aterros sanitários ou controlados, como é mais comum em outros Estados da Federação. A segregação de materiais mais nobres, como vidro, latas de alumínio, etc. e a coleta seletiva, não são práticas corriqueiras nos municípios visitados. Não havia, por conseguinte, cooperativas de catadores de resíduos. A compostagem de matéria orgânica, componente bastante expressivo da composição gravimétrica dos resíduos dos municípios pesquisados, também é considerada praticamente inexistente. Os poucos incinerados apresentavam problemas e muitos deles estavam sem operação.
Percebeu-se, ainda, que o gerenciamento dos resíduos sólidos nos municípios pesquisados do Estado do Piauí, não se dava de maneira integrada, ou seja, visando reduzir a produção do lixo, tentando maximizar o reaproveitamento e a reciclagem dos materiais, e por fim, empregando-se uma disposição final dos resíduos de forma sanitária e ambientalmente adequada. Serviços esses de alcance a toda a população.
Os custos decorrentes do sistema de limpeza urbana dos municípios foram informados por algumas das prefeituras pesquisadas. Com base nesses valores foi estimado o custo anual médio por habitante, que variou de R$ 9,96 até o valor de R$ 33,64. O custo médio para os municípios levantados foi de R$ 19,54/habitante/ano. Convém ressaltar, para fins comparativo, que o rendimento médio das pessoas ocupadas, de 10 anos e mais, com rendimentos no Piauí, em 1999, segundo Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, para os 40% mais pobres era de apenas R$ 54,52.
 
Para a grande maioria da população dos municípios termos técnicos como coleta seletiva, compostagem, aterros sanitários etc. continuam não fazendo parte do seu dia-a-dia e de seu vocabulário. Não basta, entretanto, editar leis estaduais e municipais, o que deve merecer uma atenção especial dos dirigentes municipais seria a manutenção de um corpo técnico qualificado em seus quadros, capazes de elaborar bons projetos, saber submetê-los aos órgãos financiadores e implementá-los habilmente, acompanhados de um bom programa de educação ambiental. Simples, não? E porque essas medidas não ocorrem?
 
1 Engenheiro Civil, Especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos, M. Sc., Prof. Universitário.
2 Engenheiro Agrônomo, Advogado, Especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos, M. Sc., Prof. Universitário.

Mais informações:  http://www.emversoeprosa.blogspot.com/

 

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