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MP dá prazo de 60 dias para Governo reformar delegacia de Altos

Por: Francisca Pinto

Parte do teto da sede da Delegacia de Polícia de Altos, desabou neste domingo (22). A estrutura caiu sobre motos e bicicletas apreendidas

MP dá prazo de 60 dias para Governo reformar delegacia de Altos Foto: divulgação

Na manhã de hoje (23), integrantes do Ministério Público do Piauí (MPPI) vistoriaram a sede da Delegacia de Polícia de Altos (14º Distrito Policial), onde ocorreu um desabamento neste domingo (22). A estrutura caiu sobre motos e bicicletas apreendidas.

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A equipe de vistoria encontrou ripas em situação de extremo desgaste. De acordo com o Promotor de Justiça Paulo Rubens Rebouças, a estrutura da região contígua também está em situação precária, o que demonstra que ainda existem riscos. 

Diante dos problemas encontrados, a Promotoria de Justiça requereu determinação judicial para que a Delegacia de Polícia de Altos seja dotada de estrutura adequada ao cumprimento de sua missão, com fixação do prazo de seis meses para que o Estado do Piauí providencie a reforma completa das instalações ou proceda à interdição do prédio. As ações estão sob a apreciação da Juíza de Direito da comarca.

Em setembro deste ano, a 2ª Promotoria de Justiça de Altos propôs três ações judiciais com o objetivo de reverter o quadro de insegurança pública verificado na cidade. O Ministério Público requereu a promoção de melhorias nas sedes da Delegacia de Polícia Civil e da Polícia Militar, bem como a nomeação ou lotação de mais policiais das duas forças para atendimento à região. O Promotor de Justiça pleiteou ainda, em medida cautelar de alienação antecipada de bens, a remoção dos veículos acumulados no pátio do 14? DP.

“Apresentamos as ações porque foram constatadas várias irregularidades em vistoria anterior. A delegacia estava tomada pelo mato. Motos e veículos apreendidos se deterioram sem que sejam levados a leilão ou recebam outra destinação; permanecem em depósito e acabam na inutilidade. O pátio possuía vários potenciais focos de dengue”, pontua Paulo Rubens. O representante do Ministério Público apontou ainda a carência de servidores, a falta de equipamentos de informática e a regular ocorrência de desvio de função. “Por conta da carência de pessoal, os policiais exercem também a função de escrivão, o que compromete a atuação investigativa”, declarou.

 

Fonte: Ministério Público do Piauí

 

 

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