Atleta Codó 'herda' medalha de bronze e é medalhista olímpico

Por: Rodrigo Antunes

Equipe da Jamaica foi desclassificada da prova 4x100 rasos nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Atleta chega ao pódio olímpico e comemora.

Atleta Codó 'herda' medalha de bronze e é medalhista olímpico Atleta Codó herda medalha olímpica de Pequim 2008. Foto: Hoje em Dia

Recentemente o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o atleta jamaicano Nesta Carter foi flagrado em um exame anti-dopping realizado no atleta durante os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano de 2008. 

No sangue de Nesta continha traços da substância Metilhexanamina, que está na lista negra do COI. Com o resultado do exame a equipe da Jamaica foi desclassificada na prova 4x100m rasos e com isso o Brasil deve herdar uma medalha de bronze na prova, já que a equipe ficou em 4ª colocação na disputa.

No grupo dos brasileiros está José Carlos Moreira, conhecido como Codó, que ajudou a equipe a encerrar a prova com 38s24. O atleta maranhense coloca em seu currículo mais uma medalha, que é fruto de muita dedicação e preparação para o esporte. Em entrevista, o atleta conta que recebeu com felicidade a informação da medalha, e diz que esse título pode ajudar o atleta a competir em outros torneios.

“Pra mim foi um choque, me pegou de surpresa, não esperava. Estava em casa tranquilo descansando quando recebi a ligação. Fiquei muito feliz, pelas coisas que vem acontecendo, me pegou de surpresa. Agora é manter a tranquilidade, esperar as coisas acontecerem pra receber essa medalha através do COB. Esperamos receber o mais rápido possível essa medalha pra que a gente possa dar andamento a alguns projetos e algumas coisas pela frente”, diz o atleta.

Codó já atua no atletismo há 16 anos e até perdeu as contas de quantas medalhas conquistou. Mesmo assim, ele nos diz que esta medalha de bronze será a mais importante de sua carreira, onde subirá no pódio olímpico e conquistará um sonho que, segundo ele, é de todo atleta.

“Com esse tempo todo já tenho muita coisa pra contar. Já consegui muita coisa pra minha coleção, mas eu te garanto que essa medalha dessa olimpíada vai ser a principal, por que isso é o objetivo de todo atleta, de todos que fazem esporte, todos que atuam nessa área sonham com um pódio olímpico e esse título com certeza será o principal”, diz Codó.

Preparação e apoio

No seu preparo, o atleta se dedica aos treinos, dietas e exames de rotina. Nos últimos anos Codó tem tido apoio do plano de saúde Uniplam, que oferece estrutura e preparo para que o atleta continue brilhando nos pódios de todo o mundo. Codó falou um pouco sobre a parceria.

“O Uniplam vem me dando um suporte essencial, estou muito feliz, estou muito satisfeito em fazer parte do projeto. Estamos sempre comentando entre nós que se todo mundo tivesse a consideração e a consciência de ajudar o atleta e ajudar o esporte, uma equipe, como vem fazendo o Uniplam eu acho que o esporte brasileiro iria pra frente. Eu tô muito feliz e tranquilo com relação aos patrocínios, e esse ano é um ano de grandes competições e eu espero estar sempre representando, vestindo a camisa juntamente com meus companheiros de equipe e possamos levar o nome do Brasil ao mundial”, finaliza o atleta.

Para Ney Paranaguá, proprietário da empresa, a ajuda da pelo plano apenas dá suporte para Codó, que por sua vez já era um campeão olímpico por sua coragem, determinação e foco em trilhar o caminho do esporte mesmo com todas as dificuldades que a vida lhe trazia. Codó, como o nome já entrega, é do interior do Maranhão, município de Codó, de origem humilde e sempre batalhou para se manter no atletismo.

"O que acontece é que o destino, a história, foi justa e portanto, embora tenha acontecido esse mau grado com a equipe da Jamaica, que é uma equipe espetacular, foi um erro individual, mas a história fez justiça. Deu uma medalha olímpica a um sujeito que já era campeão olímpico. Se você conhecer a história desse rapaz, que veio de Codó, no interior do estado do Maranhão, com todas as dificuldades do mundo, um sujeito como esse que lhe foi negado todos os direitos e por sua própria conta conseguiu estar em Pequim, do outro lado do mundo, representando naquela altura 180 milhões de pessoas, você quer um campeão maior do que esse? Então ele já era campeão olímpico, o que houve foi apenas a história sendo justa", diz Ney Paranaguá.

 

 

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