Funcionários da Nassau entram na Justiça pra receber salários atrasados

Funcionários estão a mais de dois meses sem receber salário e muitos já passam por dificuldades financeiras.

Funcionários da Nassau entram na Justiça pra receber salários atrasados Colaboradores da Fábrica no Sindicato. Foto: Acélio

Trabalhadores da Fábrica de Cimento Nassau de Codó deram entrada na justiça, através do Sindicato da Construção Civil, Cimento, Cal e Gesso, alegando a falta de pagamento dos colaboradores da fábrica.

Além dos salários atrasados, os colaboradores alegam que cinco quinzenas e o repasse para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS não estão sendo feitos pela instituição.

“Nós já estamos mais de dois meses sem receber salário e sem atualização do nosso Fundo de Garantia. Também não recebemos 13º salário. Não sabemos como iremos manter nossas casas sem dinheiro. Estamos em uma situação desesperadora”, disse um funcionário da fabrica que não quis se identificar.

Os funcionários buscam em coletivo na justiça, o bloqueio dos valores da Fábrica visando garantir o pagamento dos trabalhadores. Segundo os operários, a Fábrica está passando por uma crise, mas, que os serviços de fabricação de cimento estão funcionando normalmente e que está havendo vendas de mercadorias produzidas pelos colaboradores.

“Quando vieram me procurar no início do ocorrido, poucos funcionários nos procuraram em busca de seus direitos. Os motivos que os ausentes alegaram era que tinham medo de retaliação por parte da fábrica. Hoje o coletivo ganhou força e mais de cem funcionários estão decididos a entrarem com uma ação coletiva contra a empresa”, disse o presidente do Sindicato da Construção Civil, Cimento, Cal e Gesso, Sebastião Sousa de Oliveira.

Ainda segundo relatos de funcionários, uma grande maioria está passando por dificuldades financeiras e estão perdendo bens por falta de pagamento.

A direção da Fábrica não emitiu nenhuma nota de esclarecimento sobre o atraso de salários e não obtivemos retorno no telefone da empresa.

Os trabalhadores não acreditam mais que os débitos sejam pagos pela Fábrica e esperam uma decisão judicial o quanto antes para que a instituição pague todos os colaboradores que estão com salários atrasados.

 

 

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