Ex-prefeito Edilson Capote deve ficar inelegível por oito anos

Por: Caú Duarte

O ex-prefeito de Barras é investigado por compra de votos em 2016

Ex-prefeito Edilson Capote deve ficar inelegível por oito anos Edilson Capote, ex-prefeito de Barras. Foto: Meio Norte

Capote está sendo investigado pelo MPE - Ministério Público Eleitoral por compra de votos, abuso do poder econômico e gastos ilícitos de recursos. Além dele também são investigados, sua irmã, Ivanilda Sérvulo de Sousa. Na lista suja da justiça também estão outro ex-prefeito, Manin Rêgo e sua ex-tesoureira Jeane Castelo Branco.

 

O paraíso da compra de votos

Somente no dia 22 de setembro de 2016, cerca de R$ 230 mil reais foram movimentados por Jeane Castelo Branco, a popular “JETE”, entre transferências bancárias e saques. Do montante desse dia, cerca de R$ 70 mil reais foram distribuídos entre candidatos e lideranças para compra de votos na localidade paraíso. O beneficiário de todo esse esquema de compra de votos seria o ex-prefeito, então candidato, Edilson Capote.

 

Uma mão suja a outra

Um relatório policial aponta que lideranças do ex-prefeito de Barras, o Capote, recebiam dinheiro em espécie no hotel Alvorada e durante a noite repassavam para o ex-prefeito Manin Rego e Jeane, a “Jete”. Ato continuo, na mesma noite, apertavam a mão dos eleitores e no ato entregavam valores de R$ 20 e R$ 50 reais. Ou seja, a compra de votos começava ao raiar do dia, na alvorada e seguia pela calada da noite.

 

O crime eleitoral não compensou

A exemplo das facções do crime organizado, a quadrilha que atuava em Barras ate 2016 também tinha seu caderninho de anotações. Lá figuravam candidatos, lideranças e valores pagos. Nessa contabilidade clandestina consta o nome do ex-prefeito Capote com a anotação “depósito conta Prefeito”. Apesar de todo esse abuso econômico a vitória não veio.

 

Capote deu com os burros na água

O ex-prefeito de Barras, Edilson Sérvulo, o Capote, pensa que eleitor é asno. Comprou votos a torto e a direito, no final das contas, perdeu a eleição em 2016,  perdeu o rumo político e o pior para Capote, uma condenação e possível impedimento de candidatura por oito anos. A sentença foi publicada em 8 de abril de 2019 pela 6ª zona eleitoral em Barras.

 

 

 

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