Grupo preso pelo Greco roubou jóias avaliadas em R$ 150 mil

Por: Francisca Pinto

Quatro pessoas foram presas preventivamente acusadas de roubo de joias e lavagem de dinheiro. O grupo foi preso na região do Dirceu.

Grupo preso pelo Greco roubou jóias avaliadas em R$ 150 mil Delegado Gustavo Jung/Foto? Francisca Pinto

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) deflagrou na manhã desta terça-feira (12), a segunda fase da Operação Patrono. Quatro pessoas foram presas preventivamente acusadas de roubo de jóias, avaliadas em R$ 150 mil e lavagem de dinheiro em Teresina.

Os presos foram identificados como Francisco das Chagas de Moraes, vulgo “Cerqueira” (camisa amarela e chefe do bando), o filho de Cerqueira, Jefferson Siqueira Silva de Moraes, Joseane dos Santos Lima e Joelma dos Santos Lima (irmãs). Joseane era namorada de Cerqueira.

De acordo com o delegado Gustavo Jung, responsável pela investigação, o crime aconteceu em outubro de 2016, onde o grupo agiu de forma organizada definindo as funções de cada membro. “O grupo se organizava de forma bastante detalhada, cada um com suas funções bem definidas e eles organizavam uma forma de ter acesso a pessoas de alto poder aquisitivo e que tivesse posses. Com base em contatos de empresas eles passavam a informar e dar detalhes de pessoas que tinham posse e vendiam mercadoria de alto valor, nesse caso especifico das jóias, foi passado pela pessoa de Joseane dos Santos Lima, que trabalhava em uma empresa, que a vítima estaria com um acervo de joias bastante significativo, e então, utilizando-se de sua amizade com a mesma, organizou o encontro, onde aconteceu o roubo”, disse.

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Toda a ação foi arquitetada por Cerqueira, que possui uma empresa de pneus que funciona como fachada. O roubo foi praticado por Jefferson Siqueira Silva de Moraes. Segundo o delegado, a vítima reconheceu o autor do assalto.

O delegado ainda explicou que após o roubo, o produto do crime era repassada a terceiros que detinham nome limpo na praça e com crédito perante instituições financeiras, para que fossem realizados empenhos no setor de penhor da Caixa Econômica Federal.

Foto: Polícia Civil

“Após o roubo, vem a fase da lavagem de dinheiro, onde o grupo se utilizava de uma pessoa (Joelma dos Santos Lima) que tivesse fácil acesso a Caixa Econômica Federal no setor de empenhos e todo o produto do crime, no caso as jóias, eram empenhadas em contratos de valor separados, e então, aquele dinheiro que teria sido resgatado a titulo de financiamento com essas jóias eram levantados pela quadrilha que reinvestiam o montante”, informou.

Os quatro foram presos na região do Dirceu, zona sudeste de Teresina, e encontram-se na sede do Greco. Francisco das Chagas de Moraes já tem várias passagens pela polícia pelos crimes de estelionato, falsificação de documento particular, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e trafico de drogas.

Em 2016

Três pessoas do grupo, Francisco das Chagas de Moraes, Jefferson Siqueira Silva de Moraes e Joseane dos Santos Lima haviam sido presos em 2016, na primeira fase da Operação Patrono, acusados de organização criminosa.

 

 

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