Investigação da PF descobre venda de carne vencida e suborno de empresas

Por: Bruna Ferreira

Os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las

Investigação da PF descobre venda de carne vencida e suborno de empresas Entre as empresas envolvidas estão a JBS (Big Frango e Seara) e a BRF (Sadia e Perdigão)

As investigações da Polícia Federal na Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17), descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las.

As empresas subornavam fiscais do Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Uma entrevista coletiva foi concedida na manhã de hoje na sede da PF em Curitiba, onde participaram o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Grandes empresas do ramo alimentício do país estão sendo investigadas na operação, como a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão.

Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro pago aos agentes públicos abastecia o PMDB e o PP. A PF não identificou, no entanto, os políticos beneficiados pelo esquema, nem a ligação entre os funcionários do Ministério da Agricultura e esses partidos.

Investigação

A Operação Carne Fraca é resultado de dois anos de investigações e foi divulgada pela PF como a maior realizada na história da corporação. Mais de 1,1 mil policiais federais cumprem 309 mandados em sete unidades federativas: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Além das empresas que participavam do esquema, a operação tem como alvo os fiscais do Ministério da Agricultura que se beneficiaram do recebimento de propina e de vantagens pessoais para liberar a venda da carne imprópria para consumo.

 

Com informações da Agência Brasil

 

 

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