Levantamento: 31 barragens estão com risco de rompimento no Piauí

Por: Francisca Pinto

O levantamento é da Agência Nacional de Águas (ANA).

Levantamento: 31 barragens estão com risco de rompimento no Piauí Foto: Ascom

O Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do Governo Federal publicou nesta terça-feira (29) duas Resoluções que determinam a fiscalização imediata de barramentos de diferentes finalidades, enquadrados como Categoria de Risco (CRI) alto ou com Dano Potencial Associado (DPA) alto. O detalhamento das ações previstas pelo governo pode ser consultado no site do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA), no Brasil, 3.386 barramentos serão vistoriados por seus respectivos órgãos fiscalizadores. Deste universo, 824 estruturas estão sob a responsabilidade de órgãos federais fiscalizadores, sendo 91 delas da (ANA), 528 ligadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e 205 estão sob a responsabilidade da Agência Nacional Mineração (ANM). Os demais empreendimentos são de responsabilidade dos estados. No total, o Brasil possui 43 agentes fiscalizadores. 

No Piauí, 31 foram enquadrados na Categoria de Risco (CRI) alto, que são a de Aldeias, Algodões II, Anajás, Atalaia, Barreiras, Beneditinos, Bezerro, Bocaina, Bonfim, Cajazeiras, Caldeirão, Caracol, Corredores, Estreito, Emparedado, Fátima, Ingazeiras, Jenipapo, Joana, Mesa de Pedra, Nonato, Pé de Serra, Pedra Redonda, Petrônio Portela, Piaus, poço do Marruá, Poços, Salgadinho, Salinas, São Vicente e Tinguis.

De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Geraldo Magela, 11 barragens de responsabilidade do Governo do Estado passam por monitoramento regularmente, mas não correm risco de romper.

Já na categoria Dano Potencial Associado (DPA), temos as barragens de Algodões II, Beneditino, Bezerro, Bocaina, Bonfim, Corredores, Estreito, Emparedado, Jenipapo, Joana, Mesa de Pedra, Pedra Redonda, Petrônio Portela.

Relatório

Desde 2011, a Agência Nacional de Águas (ANA) consolida o Relatório de Segurança de Barragens (RSB) a partir de informações disponibilizadas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização de barragens, a depender de seu tipo de uso (produção de energia elétrica, contenção de rejeitos de mineração, disposição de resíduos industriais ou usos múltiplos da água). O RSB é um instrumento para dar transparência à situação das barragens no país.

 

Com informações da Agência Nacional de Águas

 

 

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