MPT processa dono da Havan por “coagir” funcionários a votar em Bolsonaro

Por: Rodrigo Antunes

O órgão diz ter recebido 20 denúncias nos dias 1º e 2 de outubro relatando que Hang estaria induzindo trabalhadores a votarem como ele, sob pena de demissão.

MPT processa dono da Havan por “coagir” funcionários a votar em Bolsonaro Loja Havan. Foto: Germano Lüders/EXAME

O Ministério Público do Trabalho de Blumenau processou o dono das lojas Havan no Brasil, Luciano Hang, e pediu multa de R$ 1 milhão caso ele volte a “coagir” seus funcionários a votarem em Jair Bolsonaro (PSL) no próximo domingo, 7. O órgão diz ter recebido 20 denúncias nos dias 1º e 2 de outubro relatando que Hang estaria induzindo trabalhadores a votarem como ele, sob pena de serem demitidos.

A prática do empresário, segundo ressalta o MPT, constrange os trabalhadores e “descumpre a finalidade social do emprego, que não deveria refletir em ferramenta eleitoral ou coação financeira, mas sim em meio de subsistência das famílias brasileiras e instrumento essencial para a circulação de mercadorias e capital na nossa sociedade”.

Em vídeo que circulou pelo canal interno da companhia, Hang diz que se algum candidato “de esquerda” vencer a eleição, ele vai repensar o plano de crescimento da empresa e talvez tenha que fechar algumas lojas. “Você está preparado para sair da Havan?”, questiona.

Hang afirma ainda que pesquisas internas apontam um percentual de 30% de funcionários votando branco ou nulo. Pesquisas internas podem muito bem se encaixar nos pontos de atenção levantados pelo Ministério Público, mas o empresário afirmou ao site Info Money que o vídeo “se trata apenas de transparência com meus colaboradores”.

 

Fonte: Revista Exame

 

 

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