MS orienta suspensão do uso da vacina AstraZeneca em puérperas e gestantes

Por: Veridiana Carvalho

A vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades deverá ser feita com a aplicação dos imunizantes Coronavac e Pfizer, mas sob indicação médica

MS orienta suspensão do uso da vacina AstraZeneca em puérperas e gestantes A relação do óbito com a vacina não foi comprovada

O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde está orientando que a imunização, por meio da vacina AstraZeneca/Oxford para o grupo de gestantes e puérperas com comorbidades seja interrompida. Com isso, a vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades deverá ser feita com a aplicação dos imunizantes Coronavac e Pfizer, mas sob indicação médica.

Para ser imunizada, a gestante ou puérpera deverá comprovar sua comorbidade por meio de exames e laudo médico. As gestantes que já receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca/Oxford devem aguardar nota técnica do Ministério da Saúde com mais orientações sobre o assunto. O Ministério da Saúde reforçou ainda que as orientações sobre a suspensão da aplicação da vacina AstraZeneca são limitadas somente aos públicos de gestantes e puérperas, os demais grupos podem receber o imunizante normalmente.

A vacina da Pfizer, no momento, é aplicada somente em Teresina, devido às condições necessárias para seu armazenamento correto. No que é referente à vacina da Coronavac/Butantan, no momento, a mesma está sendo aplicada apenas como segunda dose no Piauí. O estado está aguardando uma nova remessa do imunizante para esta semana para que possa inserir novos grupos. “As 13.300 doses recebidas, no último sábado (I8), foram destinadas exclusivamente para aplicação da segunda dose”, informa o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

De acordo com o gestor, é importante observar que a determinação do PNI se refere a um grupo específico e que os três imunizantes em uso no Brasil são seguros. Segundo ele, os demais grupos prioritários, que incluem pessoas com comorbidades e deficientes permanentes, podem tomar a vacina da Astrazeneca normalmente. “A imunização da população é o meio mais eficaz de enfrentamento à pandemia”, destaca Florentino. Ele faz um apelo para que as pessoas que têm direito à vacina não desperdicem a oportunidade de tomar as duas doses. “Esse foi um caso isolado, a vacinação é segura e necessária para vencermos o coronavírus”, acrescenta.

O Ministério da Saúde deverá emitir nota técnica com mais esclarecimentos sobre a imunização no público de mulheres gestantes e puérperas, bem como orientações para o cumprimento do esquema vacinal daquelas que já fizeram a primeira dose com a vacina AstraZeneca.

A suspensão da vacinação, em todo o Brasil, de mulheres gestantes e puérperas ocorre como precaução em meio à investigação de um óbito por Acidente Vascular Cerebral (AVC) de uma gestante de 35 anos que recebeu a vacina no Rio de Janeiro. A relação do óbito com a vacina não foi comprovada.



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