Policiais invadem Congresso contra reforma da Previdência

Por: Bruna Ferreira

Houve tumulto e vidraças do prédio foram quebradas. A Polícia Legislativa usou spray de pimenta e bombas para dispersar o conflito

Policiais invadem Congresso contra reforma da Previdência Policiais de cinco estados protestaram contra a reforma da Previdência (Foto: Estadão)

Um grupo de manifestantes que protestavam contra a reforma da Previdência invadiu, nesta terça-feira (18), a Câmara de Deputados, em Brasília. Os Policiais civis, rodoviários e federais de vários estados e do Distrito Federal quebraram parte dos vidros da portaria principal da Câmara, mas foram contidos pela Polícia Legislativa, que formou uma barreira de segurança e reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.

A manifestação foi convocada pela União Policiais do Brasil (UPB). A Polícia Legislativa usou spray de pimenta e bombas para dispersar o conflito.  Após a confusão, parte do grupo dirigiu-se à rampa do Congresso Nacional.

A segurança nas portarias foi reforçada, e a circulação entre o Senado e a Câmara está restrita. Após o tumulto, um grupo de manifestantes entrou para uma reunião com o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Desde o final da manhã, o grupo formado por cerca de 3 mil policiais civis, militares e guardas municipais, entre outros profissionais da segurança pública, posicionou-se em frente ao gramado do Congresso Nacional para protestar contra a proposta de reforma da Previdência. O texto original encaminhado pelo governo previa o fim da aposentadoria especial para a categoria. No Senado, as saídas foram fechadas, e alguns manifestantes chegaram a bater nos vidros da entrada.

De acordo com a UPB, cinco policiais que participavam do protesto chegaram a ser detidos pela Polícia Legislativa, mas foram liberados em seguida. Não houve necessidade de atendimento médico, mas policiais atingidos pelo spray de pimenta reclamavam de ardência nos olhos.

Em nota divulgada à imprensa, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) afirma que a proposta em tramitação no Congresso é "uma ameaça à sociedade e resultará em uma polícia cada vez mais envelhecida nas ruas".

 

Com informações G1

 

 

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