Presos cavam buraco e tentam fugir de delegacia em Campo Maior

Por: Francisca Pinto

Usando os azulejos do banheiro, os presos cavaram um buraco na parede da cela. Ao todo, 12 presos se encontravam na delegacia no momento da tentativa de fuga

Presos cavam buraco e tentam fugir de delegacia em Campo Maior Delegacia de Campo Maior/Foto: Polícia Civil

Na noite desta segunda-feira (03), agentes da Polícia Civil de plantão abortaram uma tentativa de fuga da carceragem da delegacia de Campo Maior. Ao todo, 12 presos se encontravam nas celas no momento da tentativa.

Usando os azulejos do banheiro, os presos cavaram um buraco na parede da cela que daria acesso ao prédio antigo da delegacia, quando os agentes perceberam uma movimentação diferente no setor das celas e impediram a fuga.

De acordo com o delegado Andrei Alvarenga, da delegacia regional de Campo Maior, a unidade está em péssimas condições de estrutura. “A delegacia de Campo Maior não tem condições de receber presos, a parte de carceragem é péssima, não temos segurança e nem os requisitos mínimos previstos em lei e isso já é público e notório, mas nenhuma providência foi tomada.

O delegado afirmou que antes das fugas todas as instituições possíveis foram notificadas das condições de estrutura da delegacia. “Todo flagrante que realizamos, pedido de prisão preventiva, pedido de prisão temporária nós pedimos encaminhamento imediato ao poder judiciário direto para o sistema prisional, mas não é realizado”, disse.

Andrei Alvarenga, relatou ainda que a Secretaria de Justiça (Sejus) tem recusado receber os presos e por isso a superlotação nas delegacias dos municípios, aumentando assim o número de fugas. “A Delegacia de Campo Maior, assim como outras unidades da Polícia Civil, tem sido prejudicada com a recusa da SEJUS em receber presos da Justiça. Com isso a carceragem da Delegacia de Campo Maior conta atualmente com 12 presos, todos com decisão do Poder Judiciário determinando seu recambiamento para unidades do sistema prisional”, ressaltou.

 

Fugas

Neste ano foram registradas três fugas, dos três presos que fugiram, apenas dois foram recapturados. Segundo o delegado, a superlotação e as péssimas condições da estrutura do local têm contribuído para essas tentativas.

O delegado acrescenta que a permanência de presos nas delegacias é inadequada, pois afasta os agentes da missão de estar nas ruas investigando. Além disso, viola os direitos humanos dos presos uma vez que as delegacias não têm estrutura para oferecer banho de sol, visitas, atividade laboral.

A situação será formalmente noticiada ao Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Secretário de Justiça, para que adotem providencias no âmbito de suas responsabilidades.                        

 

 

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