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Promotor denuncia 8 por assassinato de policial do BOPE

Por: Rodrigo Antunes

Denúncia foi protocolada nesta sexta (20) e traz os nomes de todos os envolvidos na trama que terminou na morte do policial.

Promotor denuncia 8 por assassinato de policial do BOPE Cabo do BOPE morto em dezembro de 2016.

O Ministério Público do Piauí protocolou nesta sexta-feira (20) denúncia contra 8 pessoas no processo que julga o assassinato do policial do BOPE, Claudemir de Paula Sousa no mês de dezembro de 2016. 

Segundo o Promotor de Justiça Régis Marinho, os oito acusados se uniram em associação criminosa para planejar e executar o homicídio do policial, além de outros crimes até a execução. 

Nas investigações do caso feitas pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) ficou comprovado que o casal Maria Ocionira e Leonardo Ferreira, que mantinham um relacionamento encomendaram a morte do policial. 

Claudemir teria voltado recentemente de Brasília e estaria tentando reatar o caso. O casal também mantinha uma atividade financeira conjunta, que seriam supostas fraudes no INSS, fato que seria prejudicado com a volta de Claudemir.

Os executores receberiam R$ 20 mil reais pela morte do policial. Por volta das 21h do dia 06 de dezembro de 2016, Claudemir saía de uma academia de ginástica localizada na avenida principal do bairro Saci, zona sul da capital, quando foi atingido pelas costas por oito disparos de arma de fogo. 

A negociação foi intermediada pelo acusado José Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contatou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para estabelecer os termos da contratação. 

Coube a Weslley Marlon Silva e a outro acusado, Flávio Willame da Silva, a tarefa de executar a vítima. A denúncia aponta ainda Thaís Monait Neris de Oliveira, que, junto com Francisco Luan de Sena, serviu como “olheira” e ficou responsável por transmitir um aviso aos dois executores materiais quando a vítima saísse da academia.

Os oito envolvidos foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, mediante paga ou promessa de recompensa e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido, em concurso material com o crime de associação criminosa.

A denúncia oferecida pela 15ª Promotoria de Justiça aponta ainda a prática dos crimes de receptação, porte ilegal de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo e roubo, praticados por alguns dos acusados de acordo com suas parcelas de participação.

Com informações da Ascom/MP-PI

 

 

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