Sesapi alerta sobre doença da urina preta. Piauí não possui casos confirmados da doença

Por: Veridiana Carvalho

A doença de Haff, causada pela ingestão de peixes ou crustáceos contaminados já foi diagnosticada em pelo menos sete estados brasileiros.

Sesapi alerta sobre doença da urina preta. Piauí não possui casos confirmados da doença A doença de Haff é causada pela ingestão de peixes ou crustáceos contaminados

A Secretaria de Estado da Saúde, através do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Piauí (CIEVS-PI), publicou nota alertando a população sobre o crescente número de casos suspeitos de Doença de Haff/urina preta em alguns estados da Federação. A nota é de cunho informativo, uma vez que o Piauí não registra nenhum caso suspeito ou confirmado da doença.

A doença de Haff, causada pela ingestão de peixes ou crustáceos contaminados, deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares e insuficiência renal, já foi diagnosticada em pelo menos sete Estados brasileiros, dentre eles Amazonas, Bahia, Ceará e Pará. Os sintomas aparecem de duas a 24 horas após o consumo dos alimentos contaminados.

De acordo com a nota do Cievs, a contaminação se dá por meio de uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, badejo, piratinga, arabaiana ou em crustáceos, como a lagosta, caranguejo e o camarão. A toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada.

Segundo a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, o Cievs está monitorando os casos ocorridos em outros estados com o objetivo de antecipar as ações com maior eficiência em prol da segurança alimentar da população piauiense. De acordo com a coordenadora, o pescado proveniente de empreendimentos que promovam boas práticas de manejo e manipulação, tanto na produção, quanto na sua comercialização, não representam riscos.


No entanto, a epidemiologista alerta que é importante o consumidor observar a forma que o pescado está acondicionado. “Esses alimentos devem sempre ser guardados em baixa temperatura, e consumidos o mais breve possível após sua compra, evitando deixá-los muito tempo na geladeira, já que as condições sanitárias são importantes para evitar contaminação”, garante Amélia Costa.

 

 

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