Setut explica porque cobradores pagam por valores levados durante assaltos

Por: Francisca Pinto

O Setut ainda afirma que também tem adotado medidas de segurança  e apoia as reivindicações da categoria por mais segurança.

Setut explica porque cobradores pagam por valores levados durante assaltos Paralisação/Foto: Francisca Pinto/45Graus

Na manhã desta terça-feira (10), o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), divulgou uma nota prestando esclarecimentos a respeito das reivindicações dos cobradores e motoristas de ônibus.

Os trabalhadores realizaram uma paralisação de advertência durante toda a manhã dessa terça-feira e participaram de uma reunião na Câmara dos Vereadores.

Segundo o sindicato da categoria (SINTETRO) a paralisação é referente aos assaltos realizados em ônibus onde os motoristas e cobradores precisam arcar com o prejuízo das ações criminosas. Eles também cobram o não pagamento de multas e melhoria nos terminais de integração.

Na nota, o Setut explica que, segundo o acordo coletivo, os trabalhadores devem fazer a retirada de valores da gaveta e armazenar no cofre e na gaveta só deverá ter em torno de R$ 30,00 para troco. Sendo obrigado o pagamento de valores levados em assaltos, somente quando ultrapassar o valor estabelecido.

Paralisação/Foto: Francisca Pinto/45Graus

“Quando acontecem os furtos e os valores levados são bem superiores ao determinado pelo Sistema de Transporte, esses valores são descontados do cobrador; visto que o mesmo não seguiu a regra estabelecida pela convenção coletiva, ficando sujeito às penalidades previstas.”

O Setut ainda afirma que também tem adotado medidas de segurança  e apoia as reivindicações da categoria por mais segurança.

 

Confira a nota na íntegra:

O SETUT – Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina reafirma que tem adotado medidas preventivas e que está ao lado dos passageiros, além de motoristas e cobradores, na reivindicação de mais segurança pública, já que também sofre os efeitos da insegurança no sistema de transporte.

As empresas não têm poder para atuar na segurança pública, mas contribuem com o envio de informações aos órgãos competentes sobre as rotas e horários com mais incidência de assaltos para que possam agir preventivamente ou, quando necessário, realizar a prisão dos envolvidos.

A entidade esclarece que, de acordo com a convenção coletiva, existe um procedimento padrão junto aos cobradores que é de, sistematicamente, fazer retiradas de valores da gaveta e armazenar em um compartimento próprio os valores arrecadados da tarifa. Na gaveta dos ônibus deve constar somente em torno de R$ 30,00 para ser utilizado como troco, conforme estabelecido em acordo coletivo da categoria de motoristas e cobradores.

Quando acontecem os furtos e os valores levados são bem superiores ao determinado pelo Sistema de Transporte, esses valores são descontados do cobrador; visto que o mesmo não seguiu a regra estabelecida pela convenção coletiva, ficando sujeito às penalidades previstas.

Quando o valor furtado é de R$ 30,00, de acordo com a regra estabelecida, esse valor não é descontado do funcionário.

 

 

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