Sinpolpi realiza protesto e tenta fechar Central de Flagrantes

Por: Francisca Pinto

A ação é devido a greve dos agentes penitenciários que cancelou a transferência de presos para o sistema prisional desde a última segunda-feira (11).

Sinpolpi realiza protesto e tenta fechar Central de Flagrantes Central de Flagrantes/Foto: Ascom Sinpolpi

A partir desta quinta-feira (14), o Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) realizará um ato de protesto e tentará fechar a Central de Flagrantes de Teresina, por conta da superlotação do ambiente que, após registros de hoje (13), está com 60 pessoas em cárcere. 

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, afirma que devido a greve dos penitenciários o sistema prisional está sobrecarregado, o que termina acarretando a situação insustentável em que encontra-se a Central de Flagrantes de Teresina.

"Nós temos que cobrar resoluções do Estado, mesmo sendo visível que o governo não esteja interessado em investir na segurança pública. Vamos fechar a Central porque não é possível receber mais nenhum flagrante, são 60 homens em cárcere espalhados por corredores e amontoados em celas, além do ambiente está totalmente insalubre para a prestação de serviço por parte dos policiais", esclarece o presidente.  

 

Foto: Ascom Sinpolpi

 

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Devido ao grande número de ocorrências, as audiências de custódia não estão sendo realizadas no fórum criminal e, por conta disso, os presos terminam voltando à Central. O sindicato registrou alguns detidos com mais de 50 dias no local.  

A partir de amanhã (14) os agentes, escrivães e delegados serão orientados pelo Sinpolpi a não receberam mais nenhum flagrante, barrando qualquer tipo de registros de ocorrências.

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Sinpoljuspi

Na tarde desta quarta-feira (13) foi divulgado que através de uma determinação judicial o Comando Geral da Polícia e a Secretaria de Segurança realizarão uma operação para transferir os 60 presos da Central de Flagrantes de Teresina para as unidades prisionais. A transferência deverá acontecer amanhã (14)

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), José Roberto Pereira, todos os agentes foram orientados a não receber nenhum novo preso e, caso insistam na transferência, a justiça deve expedir mandados de prisão para todos os agentes.

"Tivemos a informação de que 60 presos estão sendo encaminhados para a Casa de Custódia, por determinação judicial, do secretário Fábio Abreu e do delegado Riedel Batista. O nosso posicionamento é o seguinte, tem 60 presos para chegar, pois que a Justiça vai ter que expedir o mandado de prisão para mais 800 trabalhadores, que são os agentes penitenciários, porque, pra colocar mais esses 60 presos da Central de Flagrantes no sistema prisional, terão que prender primeiro os 800 agentes penitenciários do nosso estado”, afirmou.

 

 

O sindicalista afirmou que a categoria não engolirá a ‘sugesta’ do Governo do Estado. José Roberto acrescenta que a medida do governo é ditadura e que não cederão a pressão feita através da Secretaria de Segurança e da Delegacia Geral.

"Não somos categorias de segurança pública nem melhor que qualquer outra e nem pior. Os meios postos pela Delegacia Geral, nós, agentes penitenciários, temos os mesmos meios. E não cederemos um milímetro, a não ser que nos matem. A não ser que venham preparados para matar os agentes penitenciários, trabalhadores deste estado. Só assim conseguirão passar por cima do agente penitenciário. Depois de nos matar", disse.

 

 

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