Site nacional repercute denúncias de abuso que envolvem médico

Por: Juliana Gomes

Mais duas supostas vítimas foram até a delegacia prestar depoimento contra médico Felizardo Batista. Delegado Riedel relembrou caso de Roger Abdelmassih.

Site nacional repercute denúncias de abuso que envolvem médico Riedel concedeu entrevista para site UOL sobre denúncias de abuso cometidos por médico.

O caso das denúncias de abuso sexual que envolvem o médico ginecologista, Felizardo Batista ganhou nova repercussão neste sábado (18) após uma notícia publicada pelo site UOL afirmar que mais duas supostas vítimas teriam ido até a Delegacia Geral na sexta-feira (17) para prestar depoimento contra ele. O depoimento das vítimas se somaram com outras sete que já formalizaram a denúncia para a delegada Carla Brizzi, responsável pela investigação. Outras 13 testemunhas constam no inquérito.

De acordo com o delegado Riedel Batista, que concendeu entrevista para a reportagem, após denúncias da imprensa local e os depoimentos das vítimas que realizaram o Boletim de Ocorrência ainda no mês de janeiro.

“Agora já são nove relatos semelhantes, dados por pacientes que não se conhecem e nunca tiveram contato com outras mulheres que também denunciaram a conduta do médico", disse.

Uma das vítimas relatou à reportagem como o médico agiu durante a consuta. "Cheguei na Santa Fé porque estava sentindo muita dor. Ele pediu para entrar em outra sala para ser avaliada, era o exame de toque. Eu nunca tinha feito aquele exame antes. Quando ele fez, ele demorou e forçou muito, ficou doendo o canal vaginal. Durante o exame, ele ficou dizendo para eu relaxar e quando terminou, ele passou a mão no meu rosto e sorriu”, contou.

Já outra vítima contou que só teve coragem de falar sobre seu caso depois que viu a denúncia na imprensa. "Quando vi a cara dele [no noticiário], com o nome, lembrei logo daquela situação que passei e, por vergonha, por medo, na época, não fui à polícia, mas agora está tudo aí. Nunca mais voltei naquele médico”, declarou.

Ainda segundo o delegado Riedel Batista, a história das piauienses lembra o mesmo caso do médico cassado Roger Abdelmassih, que foi condenado a 248 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor cometido contra pacientes. Naquele caso, ocorrido em São Paulo, os depoimentos das vítimas tiveram grande peso na investigação. "Há grande coincidência na conduta do médico relatada pelas vítimas. São pessoas que não se conhecem, de classe social diferente e relataram que sofreram situação similar durante atendimento médico”, afirmou.

O caso está correndo em segredo de justiça para preservar as vítimas, já que algumas desenvolveram problemas psicológicos. O médico está sendo investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude, pois teria usado o pretexto de fazer exames para praticar atos libidinosos com as pacientes. A pena prevista é de 2 a 6 anos de prisão. Caso o inquérito conclua pelo indiciamento, o médico poderá ser denunciado por concurso material de crimes, ou seja, quando a pena é multiplicada pelo número de vítimas que sofreram o mesmo dano, porém em situações diferentes.

 

 

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