Tulmuto no funeral do general iraniano deixa ao menos 45 mortos

Por: Portal 45 Graus

Confusão provocou atraso no enterro de Qassem Soleimani, em Kerman, no sul do Irã

Tulmuto no funeral do general iraniano deixa ao menos 45 mortos Iranianos acompanham cortejo com o corpo do general Qassem Soleimani / Foto: Mehdi Bolourian

Milhares de pessoas participam nesta terça-feira (7) do cortejo que segue o corpo do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman, sua cidade natal. Um tumulto durante a despedida do comandante, que foi vítima de um ataque americano no Iraque, deixou dezenas de mortos e feridos.

O balanço de vítimas ainda é incerto. A TV estatal afirma que 35 pessoas morreram, mas a agência Fars diz que esse número é de, no mínimo, 40. O número de feridos chegaria a 200, segundo a Fars.

A elevada quantidade de participantes do cortejo fúnebre provocou um atraso no sepultamento, que acontecerá no Cemitério dos Mártires, após quatro dias de homenagens. A alteração no horário foi divulgada depois da confusão.

Imagens da TV estatal mostram os iranianos nas ruas de Kerman carregando bandeiras do Irã e imagens do general, enquanto hinos de luto soam de alto-faltantes. Durante o cortejo, autoridades discusaram, entre elas o ministro de Relações Exteriores, Mahammad Zarif.

As homenagens a Soleimani, que era considerado um herói nacional, começaram no sábado (4), no Iraque, e passaram por várias cidades, como Bagdá, Karbala e Najaf, consideradas sagradas pelos muçulmanos xiitas.

No domingo (5), o corpo seguiu para o Irã. O cortejo começou pela cidade de Ahvaz, no sudoeste do país, passou por Mashhad, na região nordeste, e seguiu para Teerã. Na capital iraniana, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chegou a chorar durante uma homenagem a Soleimani.

A mobilização popular lembrou as massas que se reuniram em 1989 para o funeral do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, segundo Reuters.

O Parlamento do Irã aprovou por unanimidade nesta terça uma moção que declara todas as forças americanas e o Pentágono como "terroristas". Após a votação, os delegados cantaram "Morte à América", de acordo com a agência de notícias estatal iraniana Irna.

Na mesma sessão, o parlamento também aprovou um orçamento ampliado para a Força Quds, que Soleimani chefiou.

Khamenei pede ataque direto

O líder supremo do Irã, o Ali Khamenei, participou de um encontro no Conselho de Segurança Nacional para estabelecer os parâmetros da reação do seu país ao ataque americano que matou o general. Ele orientou que a retaliação seja um ataque direto e proporcional aos interesses americanos, abertamente realizado pelas próprias forças iranianas, de acordo com relatos de fontes do jornal americano “The New York Times”.

Iranianos barrados

Um grupo de mais de 100 americanos com ascendência iraniana foram barrados na fronteira dos EUA, em Washington, quando voltavam de férias do Canadá. De acordo com o jornal “The New York Times”, eles foram questionados pelos agentes de segurança sobre a crise entre os Estados Unidos e o Irã. Um engenheiro de software da Microsoft foi questionado sobre o serviço militar que prestou no passado. O governador Jay Inslee declarou que a “detenção” de pessoas foi inapropriada.

Soldados no Iraque

O governo alemão retirou um pequeno número de soldados do Iraque por questões de segurança. Eles foram enviados para Jordânia e Kuwait. Até então, a Alemanha mantinha 120 militares no país com a função de treinar as forças iraquianas.

A Eslováquia também anunciou que vai realocar temporariamente seus sete soldados que estavam no país para uma missão de treinamento da Otan.

 

 

 

 

FONTE: G1

 

 

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