Centro de Referência Médica de Picos está com obras paralisadas há três anos

Por: Francisca Pinto

Entidades cobram agilidade na decisão da justiça que embargou a obra

Centro de Referência Médica de Picos está com obras paralisadas há três anos Foto: reprodução Google

O problema está na irregularidade de licitações. A empresa vencedora da primeira licitação perdeu o contrato, na sequência outra empresa ganhou um segundo certame licitatório. Nesse ínterim, o juiz Rodrigo Ribeiro determinou uma perícia no canteiro de obras. A decisão jurídica não avançou e a população espera por soluções rápidas.

 

Quem perde

A população como sempre. Levantamento realizado pela entidade Força Tarefa Popular e Sindicato dos Médicos da Macrorregião de Picos constatou que o município e cidades da sua macrorregião tem população em torno de 500 mil habitantes. Portanto há demanda reprimida em atendimento.

 

A cobrança das entidades

A Câmara dos Vereadores de Picos realizou audiência pública para debater a questão no último dia 11. Na semana seguinte foi a vez da Força Tarefa Popular promover uma manifestação no sentido de chamar a atenção das autoridades e cobrar uma ação rápida do poder judiciário.

 

Tem paciente, tem médico, mas não tem hospital

O Centro de Referência Médica terá a função de Hospital Regional assim como o Hospital Justino Luz que atende em média 250 pacientes por dia. E em geral 5 pacientes são transferidos para Teresina todos os dias, o que sobrecarrega os Hospitais HUT e Getúlio Vargas na capital com um contingente de 150 pacientes todo mês oriundos somente de Picos.

 

Cadê você justiça?

Esse é um caso de saúde pública que envolve risco de morte na transferência de pacientes e até na falta de atendimento em razão da superlotação do Hospital Justino Luz. Dessa forma a decisão judicial deve acontecer com maior celeridade. As entidades envolvidas tentam marcar reunião com o juiz Rodrigo Ribeiro. Até agora sem sucesso.

 

 

 

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