Parecer de promotora confirma abuso de poder econômico contra Pe. Walmir

Por: Bruna Ferreira

A promotora eleitoral Ana Cecília Ribeiro acatou uma denúncia contra a coligação do prefeito reeleito por propaganda irregular durante o período eleitoral

Parecer de promotora confirma abuso de poder econômico contra Pe. Walmir Prefeito de Picos, Padre Walmir (Foto: José Maria Barros)

A promotora eleitoral Ana Cecília Ribeiro, da 62ª Zona Eleitoral de Picos, acatou uma denúncia contra a coligação do prefeito reeleito do município de Picos, padre Walmir (PT), por propaganda irregular durante o período eleitoral de 2016.

De acordo com a denúncia, realizada pela coligação “Pra cuidar da nossa gente”, comandada pelo ex-prefeito da cidade, Gil Paraibano (PP), Pe Walmir teria utilizado sites de notícias da região de Picos para dar publicidade sobre ações da sua pré-candidatura, candidatura e de ações da prefeitura. Além de permanecer o slogan institucional em alguns sites. 

O Ministério Público afirmou que não é admitida a propaganda eleitoral pela internet, ainda que gratuita, em sites de pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos. Em sua decisão, a promotora avaliou que “houve prática ostensiva da publicidade pelos candidatos investigados, onde diversos sítios eletrônicos noticiaram, de forma ostensiva, matérias colacionadas a esses autos que, de fato, deixam evidente a propagação de fatos e atos que beneficiam os candidatos investigados”, diz o parecer.

Ainda de acordo como parecer, “em nenhum momento da sua peça defensiva, os candidatos investigados levantaram a hipótese da prova colacionada com a inicial ser ilegítima ou 'fruto de montagem'", consta.

Segundo a advogada da coligação “Pra cuidar da nossa gente”, Andréia Araújo, se o juiz acompanhar o parecer da promotora, o prefeito poderá ter o diploma cassado. O parecer do Ministério Público da Ação Investigativa Judicial foi encaminhado para o juiz da 62ª Zona Eleitoral do município.

O advogado Wildson Oliveira, que defende a coligação do padre Walmir, afirmou que não houve nenhuma comprovação de que houve desequilíbrios entre os candidatos e nenhuma comprovação de utilização de sites ou qualquer veículo de comunicação em favor do padre Walmir.

 

 

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