Bolsonaro e Haddad se enfrentam no 2º turno para presidente

Por: Rodrigo Antunes

O resultado foi matematicamente confirmado pela Justiça Eleitoral às 20h50 da noite deste domingo (7), com 95% das urnas apuras.

Bolsonaro e Haddad se enfrentam no 2º turno para presidente Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Foto: reprodução

A disputa pela Presidência da República terá segundo turno entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O resultado foi  matematicamente confirmado pela Justiça Eleitoral às 20h50 da noite deste domingo (7), com 95% das urnas apuras.

O candidato Jair Bolsonaro  chegou a flertar com a vitória em primeiro turno, mas parou em 46,1% dos votos válidos (49,2 milhões), contra 29,1% do candidato Fernando Haddad (31 milhões). Ciro Gomes (PDT), que surgia como uma terceira via nessa disputa, ficou com 12,4% dos mais de 106 milhões de votos válidos registrados em todo o País.

A sequência dos mais votados ficou assim: Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,7%; João Amoêdo (Novo), com 2,5%; Cabo Daciolo (Patriota), com 1,2%; Henrique Meirelles (MDB), com 1,2%; e Marina Silva (Rede), com 1%.

Abaixo da casa dos 1% aparecem: Álvaro Dias (Podemos), com 0,8%; Guilherme Boulos (PSOL), com 0,5%; Vera Lúcia (PSTU), com 0,05%; José Maria Eymael (DC), com 0,04%; e João Goulart Filho (PPL), 0,03%.

Brancos e nulos somaram mais de 10 milhões de votos, cerca de 9% do total registrado. Quase 30 milhões de eleitores não participaram da votação deste domingo.

Reações após a votação 

Após a confirmação do resultado, Bolsonaro fez transmissão ao vivo na internet para agradecer seus eleitores e disse que irá buscar o apoio do Nordeste , única região do País em que ele foi derrotado. O candidato do PSL também rogou para que sua militância continue mobilizada até o próximo dia 28.

Haddad, por seu turno, fez pronunciamento ao lado de apoiadores em São Paulo. O petista  disse que ir ao segundo turno é uma "oportunidade de ouro" e pregou a união no País. O candidato também alertou que a democracia no Brasil "corre riscos" e garantiu que sua campanha colocará a "soberania nacional" "acima de qualquer outro interesse".

Ciro Gomes reconheceu o resultado das urnas e  disse que vê o cenário do País com "muita angústia". Ele não confirmou se subirá em palanque para Haddad, mas garantiu que Bolsonaro não terá seu apoio. "Eu represento um conjunto muito grande de forças. Vou seguir o meu espírito, que é lutar em defesa da democracia e contra o fascismo. Ele não, sem dúvida", disse o candidato.

Guilherme Boulos, por sua vez, declarou que irá apoiar Haddad no segundo turno, pois ele "representa a democracia". O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que terá reunião com a cúpula de seu partido na terça-feira (9) para definir os rumos da legenda.

Marina Silva exaltou sua campanha e lamentou que a "velha polarização" representada por Bolsonaro e Haddad tenha prejudicado candidaturas que fugissem à dupla. "Fizemos uma campanha linda, baseada em proposta e em propósitos", disse. "Infelizmente, a velha polarização se tornou tóxica nesta campanha. As candidaturas que não estavam nesses pólos tóxicos acabaram sofrendo esvaziamento em função do voto útil", lamentou.

 

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