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Cenário atual mostra W.Dias em situação contrária a de 2002

Por: Rodrigo Antunes

Família na política, ao lado do 'blocão' e a frente nas pesquisas. Wellington hoje coleciona situações que fizeram 'minar' a reeleição de Hugo Napoleão em 2002.

Cenário atual mostra W.Dias em situação contrária a de 2002 Foto: 45Graus


Nesta segunda-feira (23) o Instituto Amostragem divulgou uma nova pesquisa que traz os números da corrida rumo ao Governo do Estado e Senado.

A pesquisa, feita na capital e municípios do interior com 1.139 eleitores entrevistados, reforça o favoritismo do atual governador Wellington Dias (PT) para levar a eleição. Os números são otimistas para o petista, e dão mais de 51% dos votos, descartando assim a possibilidade de um segundo turno com algum outro candidato de oposição, um verdadeiro fenômeno de votos.

Apesar de todo favoritismo e consolidação da candidatura o cenário remete aos primórdios da vida de gestor do governador Wellington Dias. As cenas hoje vividas se assemelham àquela eleição de 2002, onde o então governador do estado, Hugo Napoleão (antigo PFL), que havia entrado no governo com a cassação de Mão Santa (PMDB), concorria à reeleição e estava ‘disparado’ nas pesquisas. A vantagem era tão volumosa quanto a que Wellington, na época seu concorrente, nos dias de hoje.

O apoio político também era algo incomparável aos opositores de Hugo, que chegou a ter sua aliança apelidada de ‘blocão’ pelos aliados do então jovem político, Wellington Dias. Hoje, o ‘Índio’ conta com apoio da maioria das siglas do estado e se dispôs a, além de compor chapa, ceder e criar novas vagas no governo, a fim de acomoda-los, prática semelhante às do ex-governador.

E por falar em práticas, o destino ainda mostra o quanto as ações do grupo petista mudou do discurso daquela época, onde alegavam que o ‘blocão’ liderado por Hugo era o da ‘oligarquia’. Hoje é Wellington que mantém parentes no domínio da política através de sua influência, como é o caso de sua esposa, deputada federa Rejane Dias (PT). O PT de outrora, não é mais o mesmo e isso é visível.

Como agravante, que pode dar ‘brecha’ para crescimento da oposição, como Wellington fez (e aproveitou) naquela época, tem o desgaste de 3 mandatos a frente do Governo do Piauí, a crise que passa o Partido dos Trabalhadores e o sentimento de mudança que domina grande parte do eleitorado brasileiro, motivados pela crise política e institucional.

Seria a eleição de 2018 o ‘espelho’ daquela eleição que serviu de ‘divisor de águas’ na política piauiense e brasileira? Poderia o cenário ter um reviravolta em torno da liderança para as eleições de governador do Piauí este ano?

Com uma oposição unida, com um discurso e, principalmente, ações voltadas para uma nova forma de fazer política, aproveitando as ‘brechas’ no discurso da situação é bem possível. Porém, o resultado final disso tudo, só o tempo dirá.

 

 

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