DEM pode lançar Rodrigo Maia candidato a presidência

Por: Rodrigo Antunes

Legenda aposta no discurso de que ele é o único candidato com capacidade de “reunificar” a política nacional.

DEM pode lançar Rodrigo Maia candidato a presidência Deputado federal Rodrigo Maia. Foto:

O DEM trabalha para lançar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), como candidato ao Palácio do Planalto em 2018.

A legenda investe no discurso de que ele é o único candidato com capacidade de “reunificar” a política nacional, por ser hoje um dos poucos parlamentares com trânsito no governo Michel Temer e nos principais partidos de oposição (PT, PCdoB e PDT), que o ajudaram a se eleger para o comando da Casa, além de manter boa relação com o Judiciário.

O lançamento da pré-candidatura já tem data marcada: 6 de fevereiro, quando está prevista a realização da convenção nacional do DEM. Ao apresentar Maia, a estratégia da sigla é testar o nome do presidente da Câmara nas pesquisas eleitorais. O parlamentar fluminense tem dito a aliados que só aceita disputar a Presidência se atingir pelo menos 10% das intenções de voto. Em levantamentos recentes, ele aparece com menos de 5%.

“O Rodrigo tem os principais atributos que o legitimam a exercer essa função de candidato do centro: capacidade de diálogo, equilíbrio e serenidade para tomar decisões. Hoje é um presidente respeitado pelo governo e pela oposição, mostrando vocação para romper esse clima de intolerância política que agita o País”, diz o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), um dos principais entusiastas de sua candidatura.

Em busca de apoio para se viabilizar como candidato ao Planalto, Maia atua em pelo menos duas frentes. Em uma delas, tenta se firmar como líder do Centrão, grupo do qual fazem parte partidos médios, entre eles PP, PR, PSD, PRB e PTB, e que está sem liderança desde a prisão do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na outra, investe em uma aproximação com o PMDB de Michel Temer, o qual trabalha por uma candidatura única da base aliada que defenda o legado econômico de seu governo.

As informações são de reportagem de Igor Gadelha no Estado de S.Paulo.

 

 

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