Deputados do Piauí comentam crise política no Brasil

Por: Bruna Ferreira

Os parlamentares estaduais comentaram sobre a atual crise política nacional, em especial sobre a delação dos donos da JBS contra o presidente da república

Deputados do Piauí comentam crise política no Brasil Deputados comentam crise política no Brasil. Foto: Montagem 45graus

Diante da atual conjuntura política nacional, onde os ânimos em todo o Brasil foram acirrados, na noite dessa quarta-feira (17), após o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB) serem citados em denúncias de corrupção, os políticos piauienses se manifestaram sobre a situação.

O deputado estadual Francisco Magalhães (PT) declarou que foi o senador Aécio Neves quem incitou toda essa situação que está acontecendo. Ele ressaltou que sempre vem dizendo que, independente do partido, cada um tem que pagar os seus pecados e quem não tiver antecipadamente já está absorvido.

“Plagiando a ex-presidenta Dilma ‘não ficaraá pedra sobre pedra’ e tem também aquele velho ditado nosso do nordeste ‘quem com ferro fere com ferro será ferido’, disse.

Dr. Pessoa, deputado pelo PSD, destacou que desde sempre vem dizendo que mais de 70% dos parlamentares do país são bandidos. “Resumidamente, o que se deve fazer é a realização de eleições diretas ainda este ano e que nenhum que esteja envolvido nessa corrupção não participe das eleições”, afirmou.

De acordo com Gustavo Neiva (PSB), de uma hora para outra veio esse fato comprometedor que atinge em cheio o presidente da republica. Neiva acredita que a preocupação e o receio de todos deve ser a de que o país volte para o fundo do poço, para estaca zero.

“Isso não é hora de debate de oposição nem de governo é hora de todos procurarmos uma saída negociada para o nosso país, até porque se nós demoramos a apresentar uma solução quem vai padecer ainda mais é a população”, declarou.

Já o deputado Mauro Tapety (PMDB) acredita que essa denúncia que envolve o presidente da republica deve ser esclarecida, pois o Brasil não pode ficar a mercê de denúncias sem esclarecimentos. “Se ele tiver culpa o mínimo que ele pode fazer é renunciar. Então a justiça precisa apurar, esclarecer e mostrar para toda a população brasileira o que realmente está acontecendo”, disse

João de Deus (PT) disse que Michel Temer deve renunciar imediatamente, pois o processo de impeachment demoraria muito, assim como o julgamento da chapa Dilma-Temer. Ele acredita que “a melhor solução é a realização de eleições diretas, dando assim a oportunidade para a população brasileira de escolher alguém com respaldo da sociedade e que possa governar o pais até as eleições de 2018”, finaliza.

Segundo Luciano Nunes (PSDB), “foi um choque grande para o Brasil e temos que aguardar os acontecimentos e trabalhar para que o país possa sair dessa situação que prejudica a todos”, declarou.

Delação da JBS

Segundo "O Globo", um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Eduardo Cunha em março deste ano. Nesta quinta-feira (18), Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente.

Em outra situação, a Polícia Federal (PF) filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, recebendo R$ 1,5 milhão de um total de R$ 2 milhões solicitados pelo senador para os donos da JBS. A entrega ocorreu em 28 de abril.

Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira (18), o presidente Temer disse que não vai renunciar e nega todas as acusações. O ministro Fachin determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador na manhã de hoje.

 

 

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