'Eleições foram disputadas por quadrilhas', diz Robert sobre crise política

Por: Rodrigo Antunes

Deputado opinou sobre a crise política no Brasil e sugere renúncia de Temer e eleições diretas, já!

'Eleições foram disputadas por quadrilhas', diz Robert sobre crise política Deputado Robert Rios. Foto: Rodrigo Antunes/45Graus

Após a divulgação da delação premiada dos donos da empresa JBS, os bastidores políticos do Piauí também repercutiram a informação.

Durante toda a manhã a pauta política se baseou nas informações divulgadas no Jornal O Globo, que afirma que os donos da JBS gravaram o momento em que Michel Temer dar aval para comprar o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB).

Para o deputado Robert Rios (PDT), as últimas eleições foram disputadas por quadrilhas e afirma que a saída para a crise política instituída no país seria a saída do presidente (por meio da cassação da chapa, via impeachment no congresso, ou se reuniciar.

“Agora depois de todas essas descobertas o Brasil vai ser outro. O que o povo brasileiro não vai aceitar é que a sucessão dele seja feita de forma indireta. Como é que um congresso, apodrecido por centenas de parlamentares, tanto deputados como senadores, envolvidos em corrupção, na mesma Lava Jato, vai escolher agora o presidente? Bandido, se escolher um presidente, vai escolher um bandido igual a ele. É preciso que tenha uma eleição direta, e rápido, e já”, disse o deputado.

Nos corredores da Assembléia Legislativa do Piauí as opiniões se dividiam, mas grande parte dos líderes políticos acreditam que a renúncia do presidente e a convocação de eleições diretas seria a melhor saída.

‘Não renuncio’, diz Temer em pronunciamento

Já na tarde desta quinta, o presidente Michel Temer (PMDB) fez o primeiro pronunciamento após a divulgação da delação. Em sua fala, o presidente disse que não irá renunciar e pediu pressa na investigação do suposto áudio gravado pelos donos da JBS em que ele dá o aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). O presidente citou o crescimento dos índices econômicos do país e disse não ter citado as acusações mencionadas na delação.

"Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém, por uma razão singelíssima: porque não temo nenhuma delação. Não preciso de cargo público e nem de foro especial. Nada tenho a esconder", disse o presidente em pronunciamento.

 

 

Sidebar Informações