Luciano Nunes afirma que decisão de continuar na base Temer dividiu o partido

Por: Francisca Pinto

O argumento principal da corrente vencedora foi de que o partido não poderia jogar fora as conquistas tidas, sobretudo no ponto de vista econômico

Luciano Nunes afirma que decisão de continuar na base Temer dividiu o partido Deputado estadual Luciano Nunes (PSDB)/Foto: Alepi

O PSDB decidiu, na noite desta segunda-feira (12), em reunião ampliada da executiva nacional e de demais lideranças do partido, que permanecerá na base aliada do Governo de Temer. A reunião durou mais de seis horas.

Sobre a decisão, o Deputado Estadual Luciano Nunes (PSDB - PI), afirmou, em entrevista ao 45 Graus, que mesmo permanecendo na base o partido se mostrou bastante dividido.

“Prevaleceu a manifestação da maioria. Tivemos a informação de que foi uma decisão apertada. O partido se mostrou dividido, lideranças importantes divergiram de opinião, mas nós temos que respeitar a manifestação majoritária da reunião”, disse.

De acordo com o deputado, o argumento principal utilizado pela corrente vencedora foi de que o partido não poderia jogar fora as conquistas tidas, sobretudo no ponto de vista econômico no último ano. “O país saiu de uma inflação de 10% para uma inflação de menos 4%, tecnicamente saiu da recessão, e já ouve um crescimento do PIB no último trimestre”, afirmou.

Luciano comentou ainda que este é um momento difícil, porque mostra uma divisão do partido, mas que irão aguardar os desdobramentos da política nacional e econômica para verificar se foi a melhor alternativa ou não.

“O importante é que existe um sentimento de que é necessário todos trabalharmos pela instabilidade do pais, a retomada do crescimento e do desenvolvimento do pais e só o futuro dirá se essa foi a decisão mais acertada ou não”, comentou.

 

Eleições 2018

Sobre as alianças para as eleições de 2018, o deputado afirma que ainda é cedo para discutir o assunto. “Eu vejo sempre que tudo que se discute sobre eleição a mais de um ano do pleito é sempre muito prematuro, porque o quadro político é muito dinâmico. Eu não acredito nessa veiculação, ou de acordo prévio para 2018, até porque isso depende da conjuntura do momento para ela se manter ou não. Eu acredito nesse sentimento de que o Brasil precisa dessa instabilidade mínima política no Congresso para poder continuar com os avanços no plano econômico”, finalizou.

 

 

Sidebar Informações