Lula livre X Lula preso. Polêmica divide o Brasil.

Por: Francisca Pinto

A decisão liminar é do Ministro Marco Aurélio do STF

Lula livre X Lula preso. Polêmica divide o Brasil. Foto: reprodução Google

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF - Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão de execução de pena de presos que foram condenados em segunda instância. A decisão de caráter liminar foi tomada nesta quarta, dia 19. A decisão é provisória e pode ser revogada pelo Ministro Dias Toffoli, atual Presidente da corte suprema. 


A raiz do problema: indecisão do STF 
A responsabilidade plena do clima de indecisão é do próprio STF que vem adiando a decisão definitiva da prisão em segunda instância de um modo geral. De acordo com Jurista Celso Vilardi da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em entrevista a rádio Jovem Pan, a liminar “é fruto de procrastinação e insegurança jurídica. A ministra Carmem Lúcia quando estava na Presidência do STF teria cometido o equívoco de não julgar a questão”. Assim o caminho está livre para as liminares.

10 de abril de 2019
O dia D. A data já estava marcada para discutir a prisão em segunda instância no STF.
No que diz respeito a liminar do Ministro Marco Aurélio, esta deve ser cumprida imediatamente. Como este é o último dia de atividades do STF, o caso só voltará a ser analisado em plenário a partir de fevereiro, quando termina o recesso.


Juiz vaza áudio X Liminar do STF
Sérgio Moro vazou áudio em 2016 de conversa da Presidenta Dilma com o ex-presidente Lula. Em 2018 foi a vez do áudio do ex-ministro Palocci que relaciona Lula a desvios da Petrobrás vazar a 7 dias do primeiro turno das eleições. Agora o Ministro do STF, Marco Aurélio de Melo entra com ação liminar de soltura para presos em segunda instância na véspera do recesso do judiciário. Nosso judiciário anda cada vez mais parecido com o Brasil.


Povo condenado
As redes sociais estão em polvorosa com a polêmica. De um lado defensores de Lula livre, do outro os que defendem Lula preso. “Petralhas” e “Betralhas” em confronto virtual. Tralhas à parte melhor seria um equilíbrio entre os três poderes, Executivo. Legislativo e Judiciário. Enquanto a disputa de poder não decide, o povo continua condenado sob qualquer ponto de vista.

 

 

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