Lula tem mais apoio em palanque no NE, e Bolsonaro, no Norte e Centro-Oeste

Por: Veridiana Carvalho

No Nordeste, Lula tem palanque direto de sete dos nove governadores, com exceção de Ceará e Sergipe

Lula tem mais apoio em palanque no NE, e Bolsonaro, no Norte e Centro-Oeste Foto: Ascom

A três meses da eleição, as equipes do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) correm para fechar acordos e definir todos os palanques estaduais. Considerando governadores e pré-candidatos aos executivos estaduais, até agora, o petista tem mais apoios no Nordeste, enquanto Bolsonaro tem um cardápio mais farto no Centro-Oeste e no Norte. Entre os atuais governadores, Bolsonaro sai à frente. O presidente tem apoio de pelo menos dez nomes, candidatos ou não à reeleição, com simpatia de outros três. Já Lula angariou sete governantes, também com simpatia de outros três. 

Entre os atuais governadores, Bolsonaro sai à frente. O presidente tem apoio de pelo menos dez nomes, candidatos ou não à reeleição, com simpatia de outros três. Já Lula angariou sete governantes, também com simpatia de outros três. Entre os restantes, há indefinidos e entusiastas de Ciro Gomes (PDT), da senadora Simone Tebet (MDB-MS), do deputado Luciano Bivar (União Brasil-PE) e de Luís Felipe D'Ávila (Novo).

O número relevante de acordos encobre, no entanto, dificuldades que os dois pré-candidatos mais bem cotados nas pesquisas eleitorais têm enfrentado nas negociações. 
Nas diferentes regiões do país, os partidos têm feito alianças nem sempre reproduzidas pela coligação nacional.

As legendas devem realizar convenções entre 20 de julho e 5 de agosto para confirmar as candidaturas. A partir daí, os palanques estarão mais definidos para o início oficial da campanha eleitoral.

Lula tem vantagem no Nordeste 

No Nordeste, Lula tem palanque direto de sete dos nove governadores, com exceção de Ceará e Sergipe. No Ceará, berço político de Ciro, PT, PSB e PDT caminhavam juntos, com o ex-governador Camilo Santana (PT), agora pré-candidato ao Senado, e com a então vice e agora governadora, Izolda Cela (PDT). O PDT não definiu quem será o pré-candidato —pode ser ou não Cela, mas o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio é citado como um dos favoritos dentro do partido. De qualquer forma, Ciro considera impensável dar o palanque ao petista. A decisão deve sair ainda em julho.

Em Sergipe, o governador Belivaldo Chagas (PSD) lançou o deputado Fábio Mitidieri (PSD), que chegou a flertar com apoio do PT. Mas os petistas mantiveram a pré-candidatura do senador Rogério Carvalho (PT) em evento com participação de Lula.

Bolsonaro domina Centro-Oeste e Norte ..

Bolsonaro tem a maioria dos apoios dos governadores do Centro-Oeste e do Norte, ainda que informalmente. Mesmo com pré-candidaturas do PL em parte desses estados, alguns governantes já acenaram que o presidente tem espaço em seus palanques, se assim quiser. No Centro-Oeste, é o caso de Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Ronaldo Caiado (União-GO) e, no Norte, de Wilson Lima (União Brasil-AM), Marcos Rocha (União Brasil-RR) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO)..

Já em Mato Grosso do Sul, no Acre e em Roraima, o presidente deverá ter o palanque exclusivo dos governadores Reinaldo Azambuja (PSDB), Gladson Cameli (PP) e Antonio Denarium (PP), respectivamente. Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) segue flertando com Bolsonaro, mas diz que seu candidato é D'Ávila. Situação semelhante acontece com Helder Barbalho (MDB) no Pará, mas em relação a Lula. Ele promete palanque a Tebet, enquanto flerta com apoio petista.

Tebet também tem, teoricamente, o apoio de Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) no Rio Grande do Sul —com o reforço da campanha de reeleição de Eduardo Leite (PSDB) ao governo estadual. Ela tentou o palanque de Rodrigo Garcia (PSDB) em São Paulo, mas o ex-DEM preferiu fechar com o União Brasil e Bivar.

 

 

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