Municípios do leste maranhense pedem celeridade na obra da BR-226

Por: Rodrigo Antunes

Trecho de 100Km está com obras arrastadas. Audiência na Câmara de Timon pede a empresa e DNIT andamento mais rápido das obras.

Municípios do leste maranhense pedem celeridade na obra da BR-226 Audiência pública na Câmara de Timon. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Na manhã desta sexta-feira (01/12) a Câmara Municipal de Timon realizou uma audiência pública para discutir o andamento das obras da rodovia BR-226, que liga o município de Timon ao de Presidente Dutra.

A obra é uma reivindicação antiga e teve os trabalhos iniciados no início de 2017, porém, houve atrasos que impossibilitaram o decurso da obra do lado de Timon, fato que desanimou os munícipes de Timon e municípios próximos que também aguardam ansiosamente pela obra como Senador Alexandre Costa e Matões.

A proposição da audiência foi da vereadora Professora Socorro (PMDB) e contou com a presença de vereadores dos municípios da região, representantes do DNIT do Maranhão e da empresa Hytec Construções responsável pelas obras. Estiveram presentes Sebastião Carlos, representando a Prefeitura de Timon, o deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) e o ex-deputado federal Sétimo Waquim (PMDB), um dos articuladores, na época, para aquisição de recursos para a construção da rodovia.

Vereadores esperam celeridade nas obras da rodovia BR-226. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Para a proponente da audiência, Professora Socorro (PMDB), a audiência se fez necessária para que se possa encontrar uma solução a partir dos problemas que estão atrasando o andamento das obras que antes seguia em duas frentes de trabalho e hoje se concentra apenas em uma.

“Essa audiência foi necessária porque essa propositura da BR-226, do KM 0 ao KM 100 há mais de 50 anos que esperamos é uma grande luta onde participou muito o professor Sétimo Waquim, pedindo recursos, agora mesmo recentemente o próprio governo do estado e através da bancada federal do maranhão também assegurou esses recursos, houve assinatura do contrato, houve o início das obras e agora a gente aguardado as obras avançarem com celeridade. Infelizmente isso não está acontecendo, mas agora estamos para saber, o que está acontecendo? O que é que está faltando? O que precisamos avançar? Onde estão os problemas? Pra que nós possamos dar solução. Nosso objetivo é sair dessa audiência com propósitos firmes e objetivos e positivos para que a gente avance na execução dessa obra para atender as reivindicações populares”, disse a vereadora.

Professora Socorro (PMDB) propôs a audiência; Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Em sua fala na tribuna da câmara, o representante da empresa Hytec Construções, Cristóvão Gomes, afirmou que as obras iniciaram mesmo em período chuvoso e ao iniciar a execução do projeto foi detectado um problema, que foi encaminhado para revisão. O problema no projeto dizia respeito a um trecho correspondente ao município de Timon, que teve as obras paralisadas até sua resolução, concentrando as ações a partir do quilômetro 75. 

Além disso, há a necessidade de desapropriação de um trecho inicial da rodovia, que fica no perímetro de Timon. Para o presidente da Câmara de Timon, vereador Uilma Resende (PDT) a audiência foi uma oportunidade de se resolver os impasses e avançar nas obras, tão desejadas pelos munícipes do leste maranhese.

Vereadores de municípios da região e a Prefeitura de Timon também estiveram na audiência. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

“Agora que nós temos essa oportunidade nós vamos discutir de quem são as responsabilidades, o que Timon precisa fazer, o que o governo do estado precisa fazer e o que os municípios precisam fazer para que a gente possa realizar esse sonho, que é muito antigo dessa região do estado”, disse o presidente.

O coordenador de engenharia do DNIT do Maranhão, Glauco Henrique Silva, afirmou que a cobrança do órgão é insistente para que os prazos sejam cumpridos, e admite que o ritmo adotado pela empresa atualmente não é o ideal e esperado, mas espera após a audiência que os problemas sejam sanados para que a obra seja entregue no prazo ideal.

Glauco Henrique Silva, coordenador de engenharia do DNIT Maranhão. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

“Nós cobramos insistentemente da empresa, nós cobramos da nossa fiscalização para que a coisa flua de forma mais célere para gente conseguir cumprir o prazo e entregar o mais rapidamente essa obra. Temos uma preocupação porque o ritmo não é o que a gente espera nós tivemos alguns problemas, porque os projetos tem um certo tempo que foi concebido e fizemos alguns ajustes, mas apareceu alguns problemas durante a execução da obra, mas vamos suprir e temos certeza que vamos entregar o mais rápido possível”, disse.

Os encaminhamentos serão levados ao DNIT do Maranhão que irá intermediar junto a Prefeitura Municipal as negociações para desapropriações das áreas em questão e pedirá celeridade no reparo do projeto.

 

 

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