'Nunca tinha visto sindicato a favor do patrão', diz Prof. Socorro

Por: Rodrigo Antunes

Vereadora rebateu críticas do sindicato e estranha posicionamento da presidente que preferiu reajuste menor do que o que poderia ser dado para a categoria

'Nunca tinha visto sindicato a favor do patrão', diz Prof. Socorro Professora Socorro, vereadora de Timon. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Durante o imbróglio acerca da votação do reajuste do piso dos professores de Timon na Câmara Municipal, o sindicato que representa os professores do município desferiu críticas aos vereadores de oposição da casa.

A confusão começou porque a Prefeitura Municipal de Timon enviou para os vereadores o projeto de reajuste com percentual de 6.81% e foi contestado por vereadores de oposição, que acreditam que o reajuste possível para a categoria poderia chegar a 7.5%, possibilidade recusada pela presidente do sindicato, Márcia Feitosa e seu grupo. O percentual de 6.8% é o estabelecido pelo Governo Federal para o reajuste dos salários, porém muitos municípios que tiveram aumento na verba do Fundeb deram reajuste superior a isso.

Após o fato, a vereadora se manifestou sobre as declarações da sindicalista, que encampou um movimento de rua em prol de um reajuste menor para os representados de sua categoria. A vereadora disse não entender o posicionamento do sindicato e citou as formas que usou, quando prefeita, para valorizar a categoria, como pagamento de 14º salário, construção de escolas e capacitação de docentes.

“Eu nunca tinha visto sindicato a favor do patrão. Nunca tinha visto sindicato se comportar dessa forma inversa. Porque o papel do sindicato é defender os seus associados, a sua categoria, mas nunca defender a menor proposta. O que nós vimos naquela casa, o sindicato gritando que só era necessário o 6.81%, a gente lamenta. Nossa posição foi de votar pelo 7,5%, não foi possível votar nesse percentual então preferimos não optar pelo 6,81%”, disse Professora Socorro.

A parlamentar citou algumas realizações feitas em sua gestão no âmbito da educação municipal e disse que os ataques da presidente do Sinterpum (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de Timon) se tratam de questões pessoais e não de discussão para melhorias para a categoria.

“Nós não somos contra nada que beneficie o povo. O mais que possam dizer não passa de desafetos pessoais, e isso a gente não pode resolver, a gente tem que trabalhar, trabalhar e trabalhar”, disse Socorro.

Mesmo com a insistência da oposição por um reajuste mais expressivo, a base do prefeito acabou aprovando o percentual menor e a categoria terá reajuste apenas do que foi determinado pelo Governo Federal, mesmo Timon tendo registrado no último ano aumento no repasse do Fundeb.

 

 

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