Prof. Socorro cobra eleição da câmara e vereadores acionam Justiça

Por: Rodrigo Antunes

Segue o imbróglio na Câmara de Timon, onde mesa diretora não convoca eleições na iminência de perder para oposição com dissidentes

Prof. Socorro cobra eleição da câmara e vereadores acionam Justiça Professora Socorro, vereadora de Timon. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Na manhã desta quarta-feira (11) a sessão da Câmara Municipal de Timon teve novos embates sobre a eleição da mesa diretora da casa.

Segundo o regimento interno da câmara, a eleição deveria acontecer hoje, porém com o imbróglio envolvendo a formação das chapas e a iminente derrota de aliados do prefeito Luciano Leitoa (PSB), o grupo que atualmente ocupa a gestão da casa está ‘empurrando’ o certame desde o mês de fevereiro.

Na tribuna, vereadores de oposição criticaram a atitude do atual presidente Uilma Resende (PDT) em não realizar a eleição, que segundo os vereadores da base deverá ser feita apenas no mês de dezembro obedecendo uma alteração feita no regimento, que adia o pleito. Porém, foi o mesmo ato de cancelar a antecipação da eleição que anulou também a referida lei, uma vez que vereadores aliados do prefeito, ao saber da maioria de votos na chapa alternativa, cancelaram a eleição alegando um 'vício' na legislação.

Os vereadores de oposição, com mais 5 parlamentares da base do prefeito, formaram uma chapa alternativa com o nome do vereador Helber Guimarães para presidente. Ainda ontem, um grupo de vereadores entrou com o pedido de um mandado de segurança na Justiça para assegurar a realização da eleição, documento este até o momento não julgado pelo juiz Welington Sousa de Carvalho, juiz dos Feitos da Fazenda Pública.

“Foi alegado um vício de legalidade na hora da publicação da lei. Portanto hoje era para ter sido realizada a eleição da mesa e infelizmente não aconteceu. A gente lamenta, porque isso passa pelo aspecto da falta de diálogo dentro desse parlamento, de entendimento dentro desse parlamento, e a minha fala hoje foi convocando isso, é preciso que haja esse entendimento, esse diálogo”, disse a vereadora Professora Socorro, após um forte discurso na tribuna da casa.

Câmara de Timon. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Farpas e discussões no plenário

Desde que a eleição marcada para fevereiro foi anulada, o plenário da câmara de Timon tem repetido sessão após sessão intensos discursos com acusações entre oposição e base aliada. A discussão, no entanto, está atrasando a pauta do parlamento, que dedica pouco tempo para a votação de projetos de lei e requerimentos em seu expediente.

O juiz Welington Sousa de Carvalho avaliou a situação e deu um prazo de 10 dias para que os vereadores se entendam, caso isso não ocorra, o mandado de segurança será julgado podem determinar imediatamente a eleição da câmara.

Para a vereadora Professora Socorro (MDB) o momento é de estabelecer o diálogo e definir a data da eleição a fim de não prejudicar o andamento dos projetos e o desenvolvimento da cidade.

“É preciso que haja esse entendimento, esse diálogo, esse enfrentamento dessa dificuldade e uma solução. Essa casa desde fevereiro vem caminhando com essas dificuldades nas votações, nas emendas e não que o parlamento quer. Precisamos acabar com as intransigências, e convocar uma data pra essa eleição, queremos eleição já!”, disse a vereadora.

 

 

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