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Vereador da base relata perseguição da gestão Leitoa

Por: Rodrigo Antunes

Kaká do Frigosá afirmou que sindicância da prefeitura, que irá interrogar sua mãe, trata-se de perseguição política por seu posicionamento na câmara.

Vereador da base relata perseguição da gestão Leitoa Vereador Kaká do FrigoSá. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

Manhã de farpas e acusações na sessão desta segunda-feira (21) da Câmara de Vereadores de Timon.

A pauta foi trazida pelo vereador da base do prefeito, Kaká do Frigosá (PSB), que informou que uma sindicância realizada pela prefeitura de Timon intimou sua mãe, uma idosa de 74 anos, a obrigou a depor perante a procuradoria a fim de esclarecer supostas irregularidades no serviço de saúde do posto a qual trabalhava.

Em sua fala, o vereador disse que a atitude é um ato de perseguição pelo fato de o vereador declarar abertamente que não irá votar no candidato da base governista para a eleição de presidente da câmara.

“Seu prefeito, quem persegue os outros não vai pra frente. Esses que você está perseguindo agora são os mesmo que lhe ajudaram em 2010, quando formamos o grupo para lhe eleger”, disse o vereador na tribuna da câmara.

O discurso ganhou a solidariedade de colegas da câmara, como os vereadores Francisco Torres (MDB), Ramon Júnior (PSD), Francisco Torres (MDB), Helber Guimarães, Henrique Junior e Professora Socorro (MDB), que relatou casos de perseguição a sua gestão na época em que era prefeita, quando diziam ser o ‘governo do atraso de salários’ e outros termos.

“Da mesma forma me perseguiam, dizendo que meu governo era o governo do atraso de salários, eu já mostrei documentos, já apresentei na tv pq não paguei porque tinha uma decisão judicial, embora tenha atrasado alguns meses devido ao atraso de repasses federais.

Sessão durante discurso do vereador. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

“E eu lembro aqui que eu recebi o governo com 4 meses de salários atrasados e a prefeitura sem um centavo e eu paguei todos os funcionários. Mas a gente suporta isso, vereador Kaká. Porque atraso é coisa da administração pública, está passível de acontecer. Agora governo de perseguição, amigo, isso é muito forte, isso é terrível. Na época sua mãe já tinha 71 anos, aposentadoria compulsória, já não era mais nem pra ela estar sendo investigada pelo Ministério Público, era pra Prefeitura de imediato ter mandado a informação de que aquela funcionária, naquela época estava com a aposentadoria compulsória”, disse a vereadora.

A fala do vereador Kaká foi explicada pelo líder do governo na câmara, vereador Carlos Assunção, que afirmou se tratar de uma sindicância imposta pelo Ministério Público do Estado sob risco de penalizar a gestão por improbidade administrativa. O caso investigado é do ano de 2015, ano pelo qual a mãe do vereador não pertencia aos quadros da gestão municipal. O vereador negou que houvesse perseguição e se solidarizou com o colega parlamentar.

As tensões na câmara expõe claramente o momento que passa a gestão Leitoa a frente da prefeitura de Timon. Atualmente, a maioria dos vereadores, 12 para ser mais preciso, atuam pela oposição ou, como dizem, de forma ‘independente’.

Vereadora Professora Socorro. Foto: Rodrigo Antunes/45graus

 

 

 

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